sexta-feira, 20 de junho de 2014

Teoria do Fixismo-Trabalho Pronto

INTRODUÇÃO 

Neste trabalho, falaremos de alguns aspectos muito importante, portanto, convidamos o caro leitor ou ouvinte a prestar detida atenção durante a leitura ou o desenrolar deste trabalho. E já para adiantar, trataremos de fixismo, geração espontânea e os ramos que os sustentam. Para mais compreensão convidamo-los a ler a brochura na totalidade. OBRIGADO.



FIXISMO – TEORIAS FIXISTAS 

 Teoria que pretende explicar a origem e a diversidade das espécies, segundo a qual as espécies surgiram tal como se conhecem actualmente e que se mantiveram fixas e imutáveis ao longo dos tempos. Esta teoria defende que as espécies foram criadas independentemente umas das outras. O fixismo foi aceite durante muitos séculos, sendo apoiado pela observação de gerações sucessivas de seres vivos que se mantinham sempre semelhantes. As principais teorias fixistas são o criacionismo, o espontaneísmo e o catastrofismo. Criacionismo: defendia que todos os seres vivos tinham sido obra divina e que por isso eram perfeitos e não precisavam de sofre alterações. Espontaneísmo: a vida surgia quando existissem condições favoráveis a isso, uma dessas condições era a existência de uma força vital. Catastrofismo: a existência de catástrofes naturais destruía determinados seres vivos, outras espécies existentes iriam povoar esses locais desabitados. As primeiras tentativas de explicação da biodiversidade são fixistas. A perspectiva geocêntrica dominava o pensamento filosófico e científico desde a Antiguidade. Os filósofos gregos propunham teorias mais ou menos fantasistas, sem qualquer apoio científico. Por exemplo, Anaximandro (611-546 a.C.) propôs que os primeiros animais teriam tido origem da vasa marinha desaparecida, dessecada pelo sol. Mas tarde estes animais teriam sido substituídos por outros mais complexos. Contudo, a importância destes filósofos noutras áreas do pensamento levaram a que as suas teorias fossem bem aceites na sociedade. 

 HISTÓRIA

 Fixismo era uma doutrina ou teoria filosófica bem aceita no século XVIII. O fixismo propunha na biologia que todas as espécies foram criadas tal como são por poder divino, e permaneceriam assim, imutáveis, por toda sua existência, sem que jamais ocorressem mudanças significativas na sua descendência. Um dos maiores defensores do fixismo foi o naturalista francês Georges Cuvier. Por volta do século XVII, John Ray, clérigo e naturalista inglês, catalogou as plantas que encontrou nos arredores de Cambridge. Este acontecimento foi o primeiro catálogo sistemático de que se tem notícia. Baseando inclusive pelo método e pelas idéias de J. Ray, Carl Von Linné propôs um sistema de classificação dos seres vivos em que ainda nos baseamos nos dias actuais e o publicou num trabalho chamado "Systema Naturae", classificando os seres vivos segundo categorias hierárquicas. Linné baseou-se no pensamento tipológico, que diz, em síntese, que os diferentes tipos de seres vivos eram como cópias defeituosas ou imperfeitas de um certo tipo ideal e perfeito. Linné reuniu os seres vivos semelhantes como sendo da mesma espécie. Linné, bem como todos os naturalistas da sua época, acreditavam que todos os organismos haviam sido "criados" como estavam na natureza e que não havia variação no número de espécies desde a criação do mundo. Extinções também eram negadas por alguns, por não fazerem sentido do ponto de vista de uma criação divina dos seres. Em 1812, Georges Cuvier apontou que diversos fósseis, como por exemplo o alce-gigante e o mamute não eram representantes de qualquer espécie viva de animal. Propôs então a hipótese catastrofista, que admite que na história da Terra teria havido uma sucessão de catástrofes geológicas que teriam destruído as espécies existentes sendo então substituídas por novas criações. 

 HIPÓTESE CRIACIONISTA 

 Mais tarde, com o aparecimento do cristianismo, num mundo onde a religião tem uma papel muito importante, a interpretação à letra do Génesis leva à implementação da ideia de que todas as formas vivas foram criadas num único momento da criação, por obra divina, perfeitas e imutáveis. Como Deus é perfeito, todo o seu trabalho é perfeito. As imperfeições seriam devidas às condições do mundo material que, este sim, era corrupto e imperfeito. Mesmo os filósofos da época, numa tentativa de conciliação entre entre religião, ciência e sociedade, propõem que perfeição implica estabilidade. Coisas perfeitas e divinas não mudam. Consolida-se a ideia de que depois de Deus ter criado as primeiras espécies perfeitas, elas mantiveram-se fixas desde todo o sempre. Todas as vezes que uma espécie era descrita, constituía um tipo ideal e entrava nas colecções dos museus a fim de representar esse tipo. 

 HIPÓTESE DA GERAÇÃO ESPONTÂNEA

 De acordo com esta hipótese, os seres vivos podem surgir espontaneamente a partir de matéria inerte, não-viva. Já Aristóteles tinha defendido a ideia de que os seres vivos poderiam gerar a partir da matéria inerte, e que esses seres vivos podiam ser simples ou complexos, mas todos poderiam surgir de forma espontânea, por intermédio da acção daquilo a que chamou “princípio activo”. Mais tarde, no séc. XVI, quando começam a surgir novas preocupações com o pensamento científico e a importância da observação, algumas observações levadas a cabo por naturalistas, por serem feitas com pouco rigor, consolidaram a ideia de que seria inclusivamente possível recriar as condições de formação de algumas espécies. Van Helmont, um conceituado médico, químico e fisiologista belga, defensor das ideias de Aristóteles, chega mesmo a escrever um “livro de receitas” que ensinava como obter seres vivos a partir do “princípio activo” de que falava o filósofo. No séc. XVI ainda nada se sabia a respeito de microbiologia. É claro que mantendo-se condições de assepsia adequadas, e em ambientes controlados sem acesso a outros seres exteriores será completamente impossível que qualquer uma destas “receitas” resulte. Os animais teoricamente gerados são na realidade atraídos pelas misturas sugeridas pelo autor. Numa tentativa de conciliação com o pensamento religioso dominante, assumia-se que as espécies seriam então unidades fixas e imutáveis, surgiam num mundo estático de forma independente umas das outras de uma de duas formas: ou a partir de uma matéria inerte, em condições especiais (geração espontânea) ou então num acto de criação especial (criacionismo). 

 CATASTROFISMO

 No séc. XVIII, Georges Cuvier, um naturalista, zoólogo e paleontólogo francês, dedica-se ao estudo dos fósseis, até então considerados apenas como meras curiosidades científicas. Com base no registo fóssil, este naturalista procura fazer a reconstrução dos animais cujos vestígios vai encontrando. É a partir do estudo dos fósseis que Cuvier chega à conclusão que no passado existiram espécies diferentes das actuais. Contudo, verificou que algumas espécies desaparecem repentinamente de um estrato para outro. Defensor das teorias fixistas, Cuvier interpreta essas lacunas e a existência de espécies diferentes das actuais como o resultado de grandes catástrofes naturais que teriam levado à destruição dessas espécies, que foram depois substituídas por outras num momento único. Essas espécies permaneceriam imutáveis até à ocorrência de uma nova catástrofe. A sua teoria foi por isso chamada de catastrofismo. Progressivamente, a sua teoria foi contestada pelo uniformitarismo de Hutton e Llyell.

 EVOLUÇÃO E ORIGEM DA VIDA EVOLUÇÃO E FIXISMO 

 A criação especial: Há mais de quatro mil anos, antes mesmo de ser escrito o Velho Testamento, já os babilônios divulgavam a sua crença num Deus poderoso criador dos seres e das coisas. Depois, os relatos do Gênesis eternizaram essa idéia. No entanto, segundo se diz, desde a Antiguidade alguns filósofos gregos levantavam dúvidas quanto à verdade da ―criação especial‖. Por se tratar de assunto muito delicado, as opiniões daqueles filósofos, impregnadas mais do espírito científico do que religioso, não tiveram largo alcance e foram relegadas ao esquecimento. No século XVIII, Buffon procurava convencer os sábios da época de que os caracteres das espécies não são imutáveis e que através do tempo e sob a ação do meio, as espécies teriam sofrido profundas transformações. Para Buffon, a fauna atual ter – se - ia originado de uma outra, já extinta. Mas ele não conseguiu convencer disso a maioria dos estudiosos do seu tempo. Buffon (George Louis Leclerc, 1707-1788, naturalista francês, autor principal de uma História Natural em 4 volumes; ficou conhecido pelo título de Conde de Buffon) foi um dos maiores pensadores do século XVIII. Os sábios se dividiam, então, em duas correntes — os fixistas e os evolucionistas. Entre aqueles, se destacavam Cuvier e Lineu, que não admitiam o fenômeno da Evolução.   

CONCLUSÃO

 Ao culminar com este tema posso dizer que não falei de tudo porque tudo não sei, e tudo não encontrei mas acho que falei o necessário sobre o tema em questão. concluo que o termo fixismo é uma palavra que leva-nos a conhecer tudo sobre o aparecimento de todas as espécies. Quando o Homem se começou a dar conta dos seres vivos que o rodeavam, tornou-se necessário explicar o aparecimento destes, bem como o seu próprio aparecimento.   

BIBLIOGRAFIA 

 Pesquisa feita com base nas fontes mencionados abaixo:

 wikiciencias.casadasciencias.org/wiki/index.php/Fixismo fixismo. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2014. [Consult. 2014-06-20]. Disponível na www: . biogeolearning.com/site/v1/biologia-11o-ano-indice/evolucao-biologica/fixismo-vs-evolucionismo/fixismo-teorias-fixistas/

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