quarta-feira, 17 de junho de 2015

A REFLEXOLOGIA - Trabalho Elaborado e Organizado por Vieira Miguel Manuel

ÍNDICE






Reflexologia é a prática de aplicar pressão em pontos dos pés e das mãos, normalmente os pés, a fim de estimular o sistema de cura do próprio corpo. O nome “reflexologia” deriva do fato de os reflexologistas acreditarem que as partes do corpo se reflectem nos pés e nas mãos ou talvez do conceito de acção reflexa. Uma acção reflexa ocorre em um músculo ou órgão quando a sua energia é activada a partir de um ponto de estímulo do corpo. Em reflexologia, o ponto de estímulo situa-se na mão ou no pé. Os reflexologistas acreditam que a aplicação de pressão nesses pontos reflexos podem melhorar a saúde física e mental.

A Reflexologia pode ser caracterizada como uma forma extremamente eficaz de massagem terapêutica, através da aplicação de pressões específicas em pontos reflexos, em especial nos pés, que detém um lugar de destaque no campo da medicina natural complementar.





As origens da Reflexologia remontam à antiguidade, quando as terapias de pressão eram conhecidas como uma forma de medicina preventiva e terapêutica. Embora não se saiba ao certo quando e como começou, as evidências apontam para que a massagem terapêutica nos pés tenha sido praticada por diversas culturas ao longo da história.

Uma teoria, que goza de aceitação no meio da Reflexologia, refere que esta terapia teria nascido na China há 5.000 anos, muito embora as evidências concretas sejam ambíguas. Todavia, as culturas egípcia e babilónica desenvolveram-se antes da chinesa e o Egipto contribuiu com uma evidência histórica, tendo-se encontrado em escavações, nesse país, um documento (pictograma) produzido entre 2.500 e 2.330 A.C. que descreve a prática da Reflexologia.

Parece não haver dúvidas em relação à existência de uma forte ligação entre a Reflexologia e a Acupunctura, baseando-se ambas em ideias semelhantes, ou seja, em terapias enérgicas e de meridianos, na medida em que ambas se propõem basear em que as linhas de energia ligam as mãos e os pés a diversas partes do corpo. Isso permite que todo o corpo seja tratado quando se trabalham as áreas reflexas.

Na Acupunctura, originária da China, são utilizadas agulhas para eliminar os bloqueios nos caminhos energéticos (meridianos), os quais, ao ocorrerem, quebram a harmonia do corpo, dando origem à doença. Por sua vez, no Shiatsu, originário do Japão, é usada a pressão dos dedos das mãos, em especial dos polegares, sobre os pontos de Acupunctura, para alcançar resultados semelhantes. Os reflexologistas também trabalham com pontos de Acupunctura, de Acupressão e outros pontos reflexos, mas, normalmente, apenas situados nos pés.


É fácil imaginar as zonas reflexas do pé se pensarmos de que modo a forma do pé está relacionada com a forma do corpo. Acredita-se que o corpo se reflecte na forma dos pés, pelo que se estivermos deitados com os pés juntos, os calcanhares para baixo e as pontas dos pés para o teto, a forma dos pés coincide com o contorno do corpo. Os órgãos e as partes do corpo surgiram nas zonas reflexas dos pés na mesma posição em que aparecem no corpo. Imagina-se em termos de um corpo em miniatura sobreposto nas plantas dos pés, com cada pé reflectindo metade do corpo. As correspondências seriam as seguintes:

·         Os dedos dos pés correspondem às zonas da cabeça e do pescoço, englobando cabeça, cérebro, olhos, nariz, dentes, etc.;
·         As zonas carnudas moles das plantas dos pés reflectem os pulmões, o tórax e os ombros;
·         A secção da planta dos pés ao meio do arco cobre as zonas que vão do diafragma à cintura;
·         A zona que vai da metade do arco ao início do calcanhar relaciona-se com a cintura e a área pélvica;
·         Os calcanhares em si relacionam-se com a zona pélvica esquerda e direita e o nervo ciático; A curva interior de cada pé reflecte as curvas da coluna;
·         A parte exterior dos pés, começando pela ponta, relaciona-se com os braços, ombros, anca, pernas, joelhos e zona inferior das costas; Os tornozelos cobrem a zona pélvica e órgãos reprodutores.


Os reflexologistas falam em “trabalhar” as zonas reflexas dos pés para liberar os bloqueios e estimular a cura. Utilizam diversas técnicas para conseguir, recomendam normalmente ao polegar e ocasionalmente ao indicador. Os pontos reflexos são pequenos, e os movimentos devem ser também curtos e controlados. Utilize diferentes pressões, que sejam “firmes”, sem serem duras ou dolorosas. Ao utilizar o polegar ou outro dedo, curve- o levemente e actue sobre o ponto com a palma do dedo, de forma a não cravar as unhas. Mova sempre o polegar ou o dedo para frente e segure o pé com a outra mão. Eis algumas técnicas mais comuns: Percurso com o polegar: este é o método ocidental mais comum. Pratica-se com a palma do polegar. Dobre o polegar e pouse os outros dedos à volta do pé em que vai intervir. Pressione o polegar no ponto reflexo que pretende tratar. Depois, alivie um pouco a pressão, deslize o polegar como uma lagarta, pare e pressione de novo. Calque na zona precisa, conservando os movimentos lentos e rítmicos (esta técnica é boa para todo o pé); Percurso com o indicador: é semelhante à técnica anterior, só que realizada com a parte lateral do dedo indicador; utilizando o polegar e os outros três dedos como apoio (é indicado para zonas ósseas, como o calcanhar e a ponta do pé); Rotação: com a mão esquerda segurando o pé, pressione o ponto reflexo com o polegar direito. Pressione e rode o polegar sobre o ponto reflexo, utilizando os outros dedos como apoio no outro lado do pé (indicado para reflexos sensíveis); Flexão: segure os dedos do pé com a mão esquerda enquanto pressiona com o polegar direito o ponto desejado. Dobre ligeiramente o pé para frente e para trás, de modo que o seu polegar pressione e solte o ponto de uma forma rítmica (indicado para a zona do plexo solar).


Algumas perturbações comuns, tem sido tratadas com sucesso através da reflexologia: Ansiedade: comece por massagear o pé. Depois, pressione o plexo solar, os rins e as glândulas supra-renais com a palma do polegar. Rode o polegar para intervir de forma mais profunda na zona reflexa. Se, por exemplo, a sua ansiedade reflecte-se no estômago, preste especial atenção a essa zona também. Conclua massageando todo o pé; Dores na costas: comece com o polegar caminhando sobre a zona do ombro e depois percorra a coluna até ao calcanhar com o polegar.

Repita esta acção 4 vezes em cada pé, concentrando-se na zona da dor; Resfriados: actue na zona da cabeça. Depois, intervenha com o polegar nas zonas afectadas como nariz, garganta e peito. Se tiver febre, actue também na glândula pituitária reflexa; Cefaléias: intervenha ao nível de ambos os pés, a começar pelo direito. Percorra com o polegar a zona da cabeça e do pescoço e depois o intestino delgado e conclua com o polegar percorrendo a coluna; Indigestão: comece por baixo dos dedos dos pés e pressione o polegar no estômago, intestinos, diafragma e plexo solar de ambos os pés; Problemas de menstruação: actue em ambos os pés, prestando especial atenção às glândulas endócrinas e conclua pressionando o plexo solar reflexo de ambos os pés. Percorra com o polegar os ovários, o útero e as trompas de Falópio. Os ovários encontram-se no exterior do pé entre o osso do tornozelo e a ponta do calcanhar. Estas recomendações são apenas para distúrbios agudos. Se os sintomas persistirem, consulte um terapeuta qualificado e/ou o seu médico ou dentista, no caso de problemas dentários.
No final da sessão de tratamento, quando ambos os pés foram trabalhados minuciosamente, devem estar completamente relaxados e flexíveis e consequentemente devem poder mover-se com muita facilidade e liberdade. É por isso que se executa durante a fase final da sessão une série de exercícios gerais para reforçar o efeito relaxante do tratamento. Apesar de ser uma parte essencial da sessão de reflexologia, a parte do relaxamento dos pés não demora muito tempo, ocupa apenas cerca de três minutos do tempo total do tratamento.


Os exercícios servem para reforçar o efeito geral do tratamento e ajudam o paciente a "voltar a si" uma vez completado o tratamento. Alguns reflexologistas poderão também executar estes exercícios no começo da sessão, especialmente se o paciente estiver nervoso por causa do próximo tratamento, ou se estiver excepcionalmente tenso e ansioso. Poderá também ajudar começar estes exercícios se os pés estiverem doridos ou extremamente sensíveis por algumas partes do corpo não estarem a funcionar adequadamente.

Como cada parte do pé é exercitada à vez, isto vai reflectir-se na pare correspondente, tornando-a muito elástica, ajudando a eliminar qualquer resto de tensão e rigidez. O processo começa com os dedos, fazendo girar cada um sucessivamente várias vezes, primeiro numa direcção e depois na outra, isto irá aliviar qualquer tensão no pescoço. Especialmente se a articulação do dedo grande estiver muito rígida, isso poderá indicar que o pescoço do paciente também está rígido. Não se deve fazer rodar o dedo demasiado depressa, porque isso pode fazer com que o paciente se sinta zonzo; seria o equivalente a rodar a cabeça muito depressa. O terapeuta depois vai trabalhando ao longo de cada pé, primeiro com um movimento de torção - ou seja, como se estivesse a  puxar para um lado os ombros e a espalhar os órgãos que se encontram no peito e na cavidade abdominal para o outro. A fase seguinte é a de massagear a planta do pé. Nesta fase o terapeuta trabalha o diafragma em si e ao mesmo tempo a totalidade do resto do corpo. Finalmente faz rodar suavemente os tornozelos, primeiro numa direcção e depois na outra. É essencial que seja o terapeuta, e não o paciente, a controlar esta rotação para assegurar que o tornozelo permanece descontraído. A rotação suave ajuda a fazer desaparecer qualquer tensão na zona pélvica e também estimula a livre circulação de energia através do corpo.

Estes exercícios resultam melhor se forem feitos no final do tratamento de cada pé, porque então o pé estará descontraído e os movimentos poderão ser executados sem força.


Os reflexos para os vários elementos que compõem o aparelho reprodutivo encontram-se em ambos os pés, com as mesmas áreas a representar os diferentes órgãos masculinos e femininos. Existe também um ponto reflexo adicional no tornozelo, acima do calcanhar, de ambos os lados do tendão de Aquiles. Tal como o baço, os nódulos linfáticos são um componente essencial do sistema imunitário, e o tratamento dos pontos reflexos em ambos os pés é essencial se se pretende que o corpo se defenda eficazmente das infecções.


Quando o reflexologista passa para o Pé Esquerdo, começa a trabalhar os pontos reflexos que foram trabalhados no pé direito e depois nos que só se encontram representados neste pé. Estes incluem o coração, o baço e as partes finais do cólon. Tal como antes, o reflexologista irá começar por trabalhar a cabeça e o cérebro e os reflexos representados sobre ou imediatamente abaixo dos dedos dos pés, descendo sistematicamente até à parte inferior do pé (e consequentemente do corpo), tal como tinha feito no lado direito. Mais uma vez, irá dedicar mais tempo e atenção a reflexos que aparentem estar especialmente sensíveis, indicando que a parte do corpo a que está relacionada com eles não está a funcionar tão bem como deveria.

Também irá trabalhar mais cuidadosamente os reflexos que têm maior relevância para determinados sintomas em particular ou quaisquer indicações de desequilíbrios de energia que possam estar a ser sentidos pelo paciente. Alguns pontos reflexos do pé esquerdo poderão necessitar de especial atenção se neles existir um problema relacionado especificamente com esse lado do corpo - como por exemplo uma articulação do joelho ou da anca.



Apesar do coração se localizar no corpo mais para o lado esquerdo (na maioria das pessoas) prolonga-se no entanto para a zona 1 do lado direito. Contudo, encontra-se representado apenas no pé esquerdo, nas zonas 2 e 3. Trabalhar no ponto reflexo do coração pode ter um efeito benéfico na circulação sanguínea em geral. O tratamento pode também resolver problemas específicos, tais como angina de peito. Além disso, pode ajudar a evitar o desenvolvimento de futuros problemas cardíacos, num indivíduo saudável.

Tratar o ponto reflexo do coração

O tratamento do ponto reflexo do coração só deve ser dado por um reflexologista experiente pois deve ser feito com o máximo de cuidado. É necessário um cuidado extra para tratar problemas cardíacos específicos.


O tratamento do baço irá favorecer a manutenção do bom funcionamento do sistema imunitário porque este órgão desempenha um importante papel como produtor de linfócitos, os glóbulos brancos que atacam os organismos portadores de infecções. Encontra-se no lado esquerdo do corpo, precisamente acima do nível da cintura, e o seu ponto reflexo está localizado no pé esquerdo.


As áreas reflexas para as partes finais do intestino grosso - a extensão do cólon transversa, do cólon descendente, do cólon sigmóide e do reto - encontram-se todas apenas no pé esquerdo, e não no direito. O tratamento meticuloso das áreas do fígado e da vesícula biliar estimula o corpo a fazer melhor utilização possível dos nutrientes que ingere, mantendo uma quantidade adequada de "combustível" para produzir energia e controlar a temperatura do organismo. Todo o intestino grosso deve estar a funcionar perfeitamente para assegurar que o organismo consiga extrair da sua alimentação toda a água de que necessita e para assegurar que a matéria de desperdício seja devidamente excretada.

Á medida que trabalha a zona abdominal e a parte inferior do tronco, o reflexologista está ciente de que muitos órgãos que compõem o aparelho digestivo e o sistema imunitário, estão localizados nesta parte do corpo. Os pontos reflexos para o fígado, a vesícula biliar e parte do intestino grosso só se encontram no pé direito, enquanto os outros, tais como os dos rins e bexiga, se encontram nos dois pés.


O fígado é o maior órgão interno do corpo, e se não estiver a funcionar devidamente a pessoa pode sentir um estado geral de mau-estar ou sintomas específicos, como o amarelado da pele e da parte branca do globo ocular e problemas digestivos. O ponto reflexo do fígado é bastante grande, atravessando a totalidade das cinco zonas da parte do pé. A vesícula biliar, ligada ao lado direito do fígado, desempenha um papel importante na digestão das gorduras e a armazena a bílis, que é produzida pelo fígado.


Tudo o que comemos e bebemos chega ao estômago, onde começa o processo vital da digestão, mas os problemas nesta área são tão comuns que podem ser considerados universais. Praticamente já todas as pessoas experimentaram, a dada altura, dores de estômago e indigestão, especialmente quando se encontram tensas, quando comem o que não devem, ou comem a "correr".


O pé direito é geralmente tratado antes do esquerdo, porque é aqui que se encontram os pontos reflexos para a parte inicial do intestino grosso. O terapeuta pode trabalhar as diversas partes do cólon na mesma ordem em que os produtos ingeridos viajam através dele, encorajando deste modo a circulação natural através do corpo. Qualquer líquido de que o corpo não necessite será filtrado e depois transferido pelos rins para a bexiga onde fica até ser expelido pela urina.


Começa nas zonas lombar e do sacro da coluna vertebral e passa através das nádegas até às coxas, descendo até aos joelhos. Problemas que afectem este nervo podem causar dores agonizantes.

É importante fazer um tratamento meticuloso destes pontos reflexos como parte integrante de um tratamento completo, e muitas pessoas têm problemas nestas áreas em dada altura, quer seja resultado de uma lesão, doença ou tensão. Além do tratamento conveniente destes pontos reflexos, quaisquer problemas existentes nesta parte do corpo podem beneficiar através do tratamento da zona reflexa relacionada - por exemplo o tornozelo está para o pulso como o joelho está para o cotovelo.

Quando se for trabalhar os reflexos da parte superior do corpo, o terapeuta terá de procurar indicações de bloqueamentos ou desequilíbrios na corrente de energia, e pequenas reacções dolorosas nestas áreas, que não são invulgares.


Quando se trabalham os pontos reflexos do ombro e do braço, é fundamental prestar atenção às articulações principais, incluindo a do ombro, do cotovelo, e a do pulso, para facilitar uma completa liberdade de movimentos. Tensão ou lesões que afectem os músculos, podem ser sentidos como pontos dolorosos nos pontos reflexos pertinentes.


A glândula tiroideia localizada na parte da frente do pescoço, regula vários aspectos do metabolismo, se não estiver a trabalhar convenientemente, a pessoa terá geralmente tendência a sentir-se adoentado.


O bom funcionamento dos pulmões é indispensável porque esta é origem do fornecimento de oxigénio, tão necessário ao organismo, e por onde são expelidos os desperdícios de dióxido de carbono. Quaisquer problemas que afectem os pulmões podem resultar num abastecimento insuficiente de oxigénio às partes mais distantes do organismo. Várias doenças, como a asma, a bronquite  e infecções no aparelho respiratório superior podem impedir que os pulmões funcionem com a sua capacidade máxima; a tensão e a ansiedade também podem impedir uma respiração normal.


Ao tratar uma pessoa tensa, o reflexologista deverá prestar especial atenção à área reflexa que corresponde ao plexo solar, um conjunto de nervos localizados na parte superior do abdómen, logo abaixo do diafragma, para encorajar um relaxamento completo. O ponto reflexo do plexo solar tem grande importância quando se estão a tratar sintomas relacionados com a tensão e a ansiedade, bem como para promover um bom equilíbrio de energia, e relaxamento físico e mental.

Muitos destes reflexos são relativamente pequenos e necessitam de ser trabalhados com muita precisão, não obstante, determinados problemas como alergias ou uma infecção que produzem sintomas variados em vários destes órgãos e estruturas, significa que todos irão necessitar de um tratamento meticuloso. Tratamentos para quaisquer problemas que envolvam o rosto, incluindo a boca, os lábios, os olhos, os ouvidos e o nariz, requerem  não só que essa área seja trabalhada mas também as áreas reflexas referentes a essas partes.

Trabalhar nas áreas reflexas da cabeça para aliviar sintomas como as dores de cabeça e os derivados de problemas psicológicos, como a insónia. A Glândula Pituitária tem um papel importante no controlo e regulação do controlo hormonal. A área do pescoço pode ser importante se a pessoa sofrer de dores de cabeça ou se tiver alguma lesão ou rigidez. Problemas de coluna podem causar uma grande variedade de sintomas, incluindo as dores nas costas.

O reflexologista provavelmente vai passar uma quantidade de tempo considerável a trabalhar nas várias zonas reflexas em redor do dedo grande do pé e na junção deste com a planta do pé, devido aos muitos pontos reflexos que estão representados nessa área. Para além da cabeça e do cérebro, outros órgãos e estruturas importantes, dentro ou na cabeça, estão localizados nessa região. Estes podem ser importantes por várias razões, e podem ter implicações em muitas condições e sintomas, tanto de ordem física como psicológica. Muitos destes pontos reflexos são extremamente pequenos e é necessário muita precisão quando se trabalha neles.


O resto tem muitos terminais nervosos, que podem causar problemas, tais como nevralgias, e as áreas reflexas dos dentes e das gengivas podem necessitar de tratamento adicional para sintomas com dores de dentes ou infecções das gengivas.


Os seios perinasais encontram-se ambas no crânio, acima dos olhos e por detrás das bochechas e podem ficar infectados ou congestionados, causando dor e/ou dificuldades respiratórias. As zonas reflexas para estas partes do corpo estão situadas à volta das partes laterais e bases dos dedos dos pés e podem necessitar de tratamento imediatamente após uma constipação grave ou se a pessoa padecer de uma infecção crónica.


Qualquer infecção do aparelho respiratório superior, catarro, ou qualquer condição alérgica, como febre dos fenos ou rinite, pode causar um bloqueio na trompa de Eustáquio (que liga a garganta e o ouvido). Tal pode afectar a capacidade de uma pessoa ouvir correctamente.


Os reflexos para os ouvidos e os olhos estão localizados na planta do pé, na junção dos dedos com a planta. Qualquer destes reflexos poderá necessitar de tratamento adicional no caso de a pessoa que está a ser tratada ter qualquer tipo de problemas com a visão ou a audição, ou algumas vezes, com o equilíbrio ou com as vertigens. Mesmo quando a pessoa a ser tratada não tiver sintomas relacionados com, ou derivados dessa área, é importante dedicar-lhes uma atenção especial para assegurar que estão a funcionar o melhor possivel. Qualquer perturbação ou desequilíbrio na corrente de energia nestas áreas pode levar uma pessoa a sentir-se um pouco em baixo e pode reflectir um estado geral de tensão que impede o corpo de funcionar tão bem quanto deveria.

Durante uma sessão de tratamento que dura cerca de 1 hora, todas as áreas reflexas de ambos os pés deverão ser trabalhados minuciosamente e o terapeuta deve dedicar mais tempo a determinadas zonas que necessitem de cuidado especial. O terapeuta deve se concentrar nessas áreas à medida que chega a elas, e poderá voltar a trabalhar nas mesmas áreas quando estiver a acabar a sessão. Se essas áreas estavam doridas ao inicio, é possível que estejam menos doridas quando são trabalhadas novamente se a parte do corpo relacionada tiver começado a reagir ao tratamento.


Os profissionais podem usar sequências diferentes para os tratamentos; alguns começam pelo pé direito e outros pelo esquerdo; alguns trabalham alternadamente em cada pé, trabalhando várias áreas ao mesmo tempo. Ainda que todas as diferentes abordagens tenham a sua razão de ser, muitos terapeutas seguem a ordem introduzida pelos pioneiros da reflexologia, Eunice Ingham e Doreen Bayly, e terminam o tratamento do pé direito antes de começarem o esquerdo. As vantagens desta abordagem incluem o facto de que o inicio do intestino grosso, que está representado no pé direito, deverá ser tratado antes do final deste intestino que se encontra no pé esquerdo. Isto também significa que o tratamento do coração, que está apenas representado no pé esquerdo, só é tratado algum tempo depois de a sessão ter começado, quando a pessoa já teve tempo para se habituar ao tratamento e relaxar-se. O tratamento de reflexologia começa na parte superior do corpo, isto é, na cabeça e no cérebro. Estas partes do corpo estão representadas nos dedos grandes dos pés. O tratamento depois prossegue para baixo, passando pelas outras áreas, trabalhando cada uma em ordem desde os dedos dos pés aos tornozelos.


Enquanto muitas partes do corpo estão representadas em ambos os pés, alguns órgãos só estão representados num deles, o que significa que tem de existir alguma diferença na forma como cada um deles é trabalhado. Algumas partes importantes que não estão representadas em ambos os pés incluem o fígado, a vesícula biliar, e o cólon ascendente (todos só no pé direito), e o coração, o baço, o recto e os cólones transversos, descendente e sigmóide (apenas no pé esquerdo). Portanto se um individuo tem problemas que indicam um bloqueio numa parte do corpo relacionado com uma área especifica de um dos pés, tal como o baço, esta área poderá ser tratada várias vezes numa sessão.


Onde quer que seja que determinado terapeuta decida começar um tratamento, a regra mais importante é que todas as partes do corpo deverão ser tratadas nos pés. A reflexologia é frequentemente usada em conjunto com a Aromaterapia, e baseando-se no princípio de que "mais é melhor", muitas pessoas decidem experimentar outras terapias complementares ao mesmo tempo que estão a receber tratamento de reflexologia. OU até mesmo existem terapeutas que fazem a terapia de reflexologia ao mesmo tempo que a aromaterapia. Se bem que as outras terapias ofereçam bastante em termos de benefícios para a saúde, o importante é o fato de se começar a sentir melhor, é difícil depois de saber qual das terapias é a responsável pela sua melhoria. Contudo, os benefícios de algumas actividades, definidas como complementares, poderão eventualmente intensificar os resultados em vez de serem incompatíveis com a reflexologia. Estas incluem várias terapias de movimento, de contacto e medicinais.




Não se deve permitir que o pé se mexa, portanto a mão que apoia deve estar numa posição que permita contrariar a pressão que está a ser aplicada pela mão que está a trabalhar. O pé tem de ser apoiado em diversas posições dependendo do ponto
reflexo que está a ser trabalhado, mas a força básica de apoiar é sensivelmente a mesma, com o pé ligeiramente flectido na direcção do terapeuta e apoiado na "membrana" que fica entre o dedo indicador e o polegar.

Os reflexologistas usam uma cadeira reclinável para o conforto e descontracção do paciente, para manter o corpo bem apoiado e para que os pés fiquem numa posição acessível. Durante a secção, o reflexologista deverá manter ambas as mãos em contacto com o pé ou a mão que está a ser tratado. Qualquer interrupção brusca deste contacto, perturba o paciente cortando a corrente de energia estabelecida.


Á medida que cada pé ou mão está a ser trabalhado, deve ser mantido firmemente apoiado pela outra mão do terapeuta para que o paciente não tenha de sofrer nenhuma tensão e possa permanecer descontraído. Á medida que a mão que está a "trabalhar" se vai movendo por todo o pé, a posição da mão que a apoia vai-se ajustando. O pé pode ser apoiado de qualquer um dos lados conforme a necessidade, e a pele entre polegar e indicador deve permanecer em contacto constante com o pé do paciente. O terapeuta segura o pé de forma a mantê-lo ligeiramente flectido na sua direcção, assegurando-se de que os dedos nunca dobrem para trás. Essa mão que apoia oferece resistência à pressão que está a ser aplicada pela mão que está a trabalhar, segurando o pé de forma a que este não se mova com a pressão.


Quando se aplica o auto tratamento, o pé pode ser apoiado pela mão que está livre, no entanto se preferir tratar as mãos em vez dos pés, necessitará de apoiar a mão numa almofada de colo.


Quer esteja a tratar-se a si próprio ou a tratar outra pessoa, deve apoiar o pé ou a mão que estiver a ser trabalhada de modo a que fique segura e confortável, para poder trabalhar livremente sem qualquer esforço. Poderá demorar um certo tempo até que um reflexologista principiante adquira o domínio desta técnica, mas com a experiência começará a ter mais sentido do que é mais confortável para si e para a pessoa que está a tratar.

A maior parte das áreas reflexas são tratadas utilizando o polegar, mas onde isto se torna impraticável poderão ser utilizados outros dedos. A posição e a técnica usadas são as mesmas. Com o polegar flectido aplica-se pressão com a extremidade interior ou exterior, em vez de utilizaras pontas dos dedos, para evitar que as unhas façam pressão na pele do paciente. A pressão deve ser mantida no ponto reflexo durante alguns segundos e depois retirada, e o dedo avança para o ponto de pressão seguinte.



Os reflexologistas principiantes estão muitas vezes preocupados com a quantidade de pressão que devem aplicar. Se a pressão for pouca o mais natural é que não seja eficaz; se for excessiva pode tornar-se incómoda e chegar a ser dolorosa para o paciente. Não existe uma medida precisa para indicar qual o nível adequado de pressão; é uma questão do reflexologista ajustar o grau de pressão de acordo com as reacções do paciente. Como orientação geral, a pressão deve ser firme mas não forte e o terapeuta deve estar consciente do facto de não estar a aplicar demasiada força quando pressiona com firmeza suficiente.


A sensibilidade de cada um varia. Algumas pessoas acham desconfortável que mesmo uma pressão relativamente ligeira, enquanto outras afirmam que mal conseguem sentir uma pressão bastante firme. É provável que algumas áreas reflexas estejam mais sensíveis se a parte correspondente do corpo não estiver a funcionar bem e portanto poderão necessitar de ser tocadas mais levemente. Isso torna-se menos importante à medida que o reflexologista vai ganhando experiência e vai aprendendo a ajustar o nível de pressão consoante a informação contínua que recebe do paciente.


Durante o tratamento, o polegar (ou por vezes o indicador) devem permanecer em contacto com a pele do paciente, movendo-se em pequeníssimos passos de uma área reflexa para outra. Como as distâncias entre os pontos são mais pequenas o movimento de um ponto reflexo para outro tem de ser feito com muita precisão. É importante evitar esticar o polegar o mais longe que lhe é possível. Manter o polegar flectido com o mesmo ângulo durante todo o tratamento permite que o terapeuta aplique uma pressão controlada sem forçar.

Para facilitar e ajudar o polegar a mover-se suavemente sobre a pele sem arrastar, aplica-se uma ligeira camada de talco ou creme próprio para os pés.


A pessoa que está a receber o tratamento deverá estar confortavelmente sentada numa cadeira declinável que apoiem bem as costas, o pescoço e as pernas. A parte inferior da cadeira deve estar num ângulo de modo a que os joelhos fiquem ligeiramente flectidos, mantendo as barrigas das pernas confortavelmente apoiadas. Isto coloca os pés do paciente a uma altura cómoda para o reflexologista trabalhar neles. O terapeuta senta-se normalmente num banco baixo junto à parte inferior da cadeira, em frente ao paciente.


Em qualquer forma de terapia, quer seja tradicional ou complementar, o tratamento tem geralmente um resultado mais eficaz se o paciente e o terapeuta conseguirem estabelecer uma relação de confiança. Um médico com um bom relacionamento, consegue geralmente melhores resultados do que um que seja brusco ou ríspido; o mesmo se aplica a qualquer terapeuta complementar. Isto significa que terá de ganhar a confiança do paciente e fazer com que se sinta confortável, para que ambos se possam descontrair. Apesar da reflexologia ser apenas tratada (na sua maioria) nos pés e não requerer que o paciente se dispa completamente, tal como numa massagem muitas pessoas sentem-se nervosas com o fato de irem ser tocadas por um estranho. Ajuda se o terapeuta estiver calmo e tranquilo. E talvez tenha de fazer um esforço para se concentrar e dar toda a atenção à pessoa que o está a consultar.


Muitos reflexologistas são naturalmente pessoas afáveis e compreensivas e sabem ouvir com atenção, deixando as pessoas à vontade. Até o paciente mais apreensivo consegue descontrair-se, uma vez que se sinta em segurança, num ambiente acolhedor, onde o único objectivo que o terapeuta tem é o de o ajudar a sentir-se melhor. Para o paciente, é importante compreender que o tratamento de reflexologia é uma espécie de sociedade entre ambos, o que dá e o que recebe, devendo então trabalhar em conjunto para ajudar o corpo, a mente e o espírito a recuperar o equilíbrio. O tratamento não pretende ter efeitos instantâneos, mas sim libertar o corpo para que este faça uso dos seus poderes de cura e restaurativo.


Para descontrair os pacientes, alguns terapeutas colocam música suave ou sons naturais, tais como o canto de pássaros ou o som das ondas do mar, para ajudar à descontracção e concentração.

O reflexologista não necessita de qualquer tipo de equipamento especializado a não ser uma cadeira adequada. As principais prioridades são uma temperatura agradável, uma atmosfera relaxante e boa luz para conseguir ver sem esforço o que está a fazer. Pode também utilizar uma cadeira comum durante a consulta inicial, e uma cadeira reclinável para que o paciente se possa sentar numa posição confortável com os pés levantados a uma altura cómoda. Aconselho sempre a ter uma música ambiente para que se torne mais relaxante de trabalhar, tanto para o paciente como para o terapeuta. Servindo não apenas como para descontrair como também para concentração.







A Reflexologia não pretende "curar" qualquer doença, mas sim ajudar o organismo e a mente a recuperar uma corrente de energia equilibrada e a encorajar os processos naturais internos de cura. No entanto, seria exigir demasiado pretender que o nosso corpo se curasse sozinho quando estamos constantemente a maltratá-lo. Para uma boa saúde é necessária uma alimentação correcta, praticar exercício físico e sujeitar-se a menos possíveis a poluentes ambientais de todo o tipo.

Uma boa dieta alimentar e exercício físico são essenciais para manter uma saúde equilibrada. Como bastante fruta fresca e legumes, comida integral como o arroz, a massa e cereais integrais e reduza ao mínimo o uso de gorduras animais, açúcar, sal e bebidas alcoólicas. Acrescentar um tipo qualquer de exercício físico à sua rotina diária é mais um benefício do que participar num jogo semanal de squash ou a visita esporádica ao ginásio.








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