sexta-feira, 12 de junho de 2015

DESENVOLVIMENTO HUMANO E EDUCAÇÃO - Trabalho Elaborado Por Vieira Miguel Manuel

Trabalho Elaborado Por Vieira Miguel Manuel 


INSTITUTO SUPERIOR POLITÉCNICO KANGONJO DE ANGOLA
I.S.P.K.A














TERAPIA FAMILIAR



DESENVOLVIMENTO HUMANO E EDUCAÇÃO





Nome: Carla Sílvia Fernandes
Curso: Psicologia
Ano Académico:
Sala n.º: 10
Período: Manhã




DOCENTE
____________
Inâncio Holeca
    



LUANDA
2015

ÍNDICE






 



Assume-se, geralmente, que educação é parceira do conhecimento, e sendo este a fonte principal da inovação, estaria diretamente envolvida nas mudanças da sociedade e da economia, como quer, por exemplo, a assim dita "qualidade total". Sendo desenvolvimento o reflexo direto da capacidade de mudar, educação desempenharia para tanto um papel central, dependendo de sua definição obviamente, e, neste caso, valendo como investimento fundamental. Ademais, a informática, como filha predileta do conhecimento, teria também ligação estreita com educação, razão pela qual se depositam nela as melhores esperanças de aprendizagem futura.





















O desenvolvimento do ser humano em conjunto com seu processo de aprendizagem estão muito relacionados desde que a criança passa a ter contato com o mundo. É na interação com o meio social e físico que a criança inicia o seu desenvolvimento de maneira maior e eficiente. Isso quer dizer que quando começa o envolvimento com seu meio social, vários processos internos de desenvolvimento são desencadeados de modo que permitirão um novo grau de desenvolvimento.
Através da observação, imitação e experimentação das instruções de pessoas mais experientes, a criança vivencia diversas experiências físicas e culturais, construindo, dessa forma, um conhecimento a respeito do mundo a qual vive.
Sendo assim, de acordo com Piaget, o desenvolvimento da pessoa se dá pela relação que se estabelece entre o sujeito (com toda sua carga genética e dispositivos biológicos, bem como sua história pessoal acumulada) e o meio onde ele está inserido (que compreende uma série de fatores que vão desde os objetos materiais até os valores morais, passando necessariamente pela existência do outro.
Trabalhar com a criança em idade pré-escolar não é simplesmente acompanhar seu desenvolvimento, nem treina-la para que adquira hábitos sociais, mas possibilitar que ela estabeleça uma relação sadia e rica com o meio que a cerca de modo a possibilitar o seu desenvolvimento e a apropriação de conteúdos novos.
O meio ambiente tem que ser desafiador no objetivo de poder estimular a ação motora da pessoa, bem como seu intelectual. Porém, somente oferecer estímulos para que a criança se desenvolva normalmente não é suficiente, pois a eficiência da estimulação depende também do contexto afetivo em que esse estímulo se insere, a ação está diretamente ligada ao relacionamento entre o estimulador e a criança.
Sendo assim, o papel da escola na educação deve ser de sistematizar esses estímulos, promovendo uma relação afetiva com o objetivo de transmitir valores e conhecimentos que visam o desenvolvimento integral da pessoa.

O principal instrumento da educação física é o movimento, por ser o denominador comum de diversos campos sensoriais. O desenvolvimento do ser humano se dá a partir da integração entre a motricidade, a emoção e o pensamento.
O educador físico possui ferramentas importantes de modo a provocar estímulos que promovam um desenvolvimento de forma muito prazerosa, através da brincadeira, do jogo e do exporte. A partir desses itens, a criança aprende a usar da imaginação.
Utilizando-se dessa imaginação, a criança não leva em conta as características reais do objeto, se detendo no significado determinado pela brincadeira.
A educação física, ao propiciar jogos e brincadeiras que, intencionalmente, devem estimular a imaginação e a criatividade. É importante ressaltar que processo de desenvolvimento dos indivíduos tem relação direta com o seu ambiente sócio-cultural e eles não se desenvolveriam na sua totalidade sem o suporte de outros indivíduos da mesma espécie. Sendo assim, a educação física ao estabelecer essas situações desafiadoras, obtém papel fundamental na escola.
A interferência de outras pessoas (professor e outros alunos) é fundamental para o desenvolvimento do indivíduo. O papel do professor deve ser o de interventor intencional, estimulando o aluno a progredir em seus conhecimentos e habilidades através de propostas desafiadoras que o leve a buscar soluções, por intermédio da sua própria vivência e das relações interpessoais. Isto não deve significar uma educação autoritária, mas sim, uma educação que possibilite ao aluno, por meio de estratégias estabelecidas pelo professor, construir o seu próprio conhecimento, com a reestruturação e reelaboração dos significados que são transmitidos ao indivíduo pelo seu meio sócio-cultural.
Todo processo de ensino para ser eficiente deve levar em conta o nível de desenvolvimento real da criança e o seu nível de desenvolvimento potencial adequado a sua faixa etária, conhecimentos e habilidades que já possui. Segundo Piaget os estágios de desenvolvimento aparecem em uma ordem necessária, ou seja, que não se pode queimar etapas, pois um prepara o outro e cada um é construído sobre as estruturas do anterior. Entretanto, as idades em que eles aparecem são relativas, pois, como dito anteriormente, o desenvolvimento depende da interação do sujeito com seu meio.
A evolução infantil obedece a uma sequência motora, cognitiva, e afetivo-social que ocorrerá de forma mais lenta ou mais acelerada, de acordo com os estímulos recebidos. O pensamento, aos poucos, passa a ser projetado no exterior pelos movimentos e pela linguagem. Isto permitirá uma maior participação na sua relação com o meio que a cerca. A ação da criança sobre o meio estimulará sua atividade mental, seu pensamento. A partir daí, a criança começa a ter maior consciência sobre sua própria pessoa, iniciando a formação da sua auto-imagem. A seguir, a criança vai iniciando a sua vida social formando pequenos grupos, porém ocorre uma troca constante de amizades e de grupos. Esse “intercâmbio social” é fundamental, pois leva a criança a se adaptar a diferentes situações, reconhecendo-se como pessoa.
Nesta perspectiva, todas as fases do desenvolvimento infantil tem suas próprias características, e então exige estudos aprofundados sobre os métodos pedagógicos, as qualidades dos estímulos fornecidos e a atuação intencional do profissional na aula. O professor deve levar em conta a peculiaridade de cada fase pela qual o aluno passa, observando sempre a relatividade contida entre idade e desenvolvimento da criança. As particularidades de cada jogo, brincadeira ou esporte devem auxiliar o educando no seu desenvolvimento integral, formando o indivíduo crítico, que é o principal objetivo da educação.
Pela importância que a infância representa na formação da personalidade do indivíduo, é muito importante que o professor esteja atento aos estudos científicos que teorizem as práticas, evitando-se um choque entre teoria e prática o que poderá refletir negativamente na formação dos jovens.

Piaget estudou o desenvolvimento numa perspectiva científica e a sua preocupação central foi saber como ocorre o conhecimento. Suas pesquisas buscaram não apenas conhecer melhor a criança, mas, antes, compreender o homem. Para Piaget a criança não é um adulto em miniatura, mas sim alguém que pensa qualitativamente diferente do adulto. Assim sendo, seu pensamento Quem foi Jean Piaget? Nesta unidade teremos como foco o desenvolvimento cognitivo ou intelectual, mas não devemos nos esquecer de que essa dimensão do desenvolvimento tem uma relação de interdependência com todas as outras. não é inferior, mas diferente do pensamento do adulto, com características próprias que Piaget busca detalhar em sua teoria. Piaget defendeu que a inteligência não é apenas um traço hereditário ou resultado de condicionamentos ambientais, mas que é construída através da interação entre o sujeito e o meio. Dessa forma, quanto mais rico em estímulos -físicos e sociais - for o ambiente, mais a criança poderá atuar sobre ele e desenvolver-se. Para Piaget, a base biológica tem grande importância no desenvolvimento cognitivo, porém, ela abre as possibilidades para o desenvolvimento infantil, ela não o determina. A maturação biológica, no entanto, nunca aparece independente de certo “exercício funcional”. Ou seja, não é possível que haja maturação, se não houver estimulação do ambiente.(Piaget, 1987). Segundo Piaget, a interação física é diferente da interação social. A interação física é aquela que se estabelece com os objetos físicos, as coisas materiais. A interação social é aquela que se estabelece entre as pessoas. Quanto mais a criança estiver em contato com objetos físicos mais estará se desenvolvendo uma vez que a interação física estará propiciando a abstração e promovendo a construção de novos conhecimentos. A interação social também é um fator de grande importância para o desenvolvimento cognitivo, porque permite a consolidação de algumas estruturas cognitivas, como a linguagem por exemplo. O desenvolvimento cognitivo é um processo contínuo que passa por estádios que marcam diferenças qualitativas de um nível de pensamento e conduta para o outro. Piaget divide em quatro estádios: sensório-motor (0-2 anos); pré-operatório (2-7 anos); operatório-concreto (7-12 anos) e operatório-formal (12 anos em diante). Cada estádio envolve um período de gênese e um de consolidação.







Certamente, existe ligação intensa entre educação e desenvolvimento, renovada atualmente pela sociedade do conhecimento, mas com tendência expressiva neoliberal. Em termos estratégicos, educação alcançou grande unanimidade como fator central do desenvolvimento, sobretudo quando adjetivado de "humano.
Todo esse desenvolvimento da criança depende, portanto, da interação que o sujeito estabelece com seu meio físico-social. Chega-se ao máximo do desenvolvimento quando a qualidade das interações estabelecidas for satisfatória para provoca-lo.
Acreditamos que não podemos esquecer dos aspectos afectivos, pois o ser humano é uma totalidade e não é o objetivo do professor tornar as escolas infantis em fábricas de superdotados, por exemplo, desrespeitando as problemáticas afetivas que as crianças nesta faixa etária estão enfrentando.









COLL, C.; MARCHESI, A.; PALÁCIOS, J. (Orgs). Desenvolvimento psicológico e educação: Psicologia Evolutiva (v.1). 2.ed. Porto Alegre: Artmed, 2004. 

http://www.pnud.org.br/idh/DesenvolvimentoHumano.aspx?indiceAccordion=0&li=li_DH.

Comente com o Facebook: