terça-feira, 8 de setembro de 2015

PATOLOGIAS MAIS COMUNS NOS ADOLESCENTES - Trabalho Completo

SUMÁRIO





 





Ao período do desenvolvimento humano entre a infância e idade adulta e que abarca desde a puberdade ao completo desenvolvimento do organismo dá-se-lhe o nome de adolescência.

A adolescência é, por outras palavras, a transição entre a criança e o adulto. Trata-se de uma fase de alterações físicas e mentais, que não só acontece no próprio adolescente, mas também relativamente ao seu entorno, isto é, ao nível social.

E…atualmente, Viagens, festas, namoro, desportos radicais; clubes, sauna e piscina; amigos e paqueira... Assim é a rotina dos adolescentes atuais e todas as inúmeras atividades desempenhadas por eles nesta fase da vida. No percurso estão também alguns hábitos que os levam a contrair doenças sem perceber. Portanto, no presente trabalho temos como foco as Patologias mais comuns nos Adolescentes ou durante esta fase de vida.





A adolescência é um período de grandes mudanças, tanto corporais, como mentais. O momento é de transformações e de conhecimento, além disso, o corpo fica consideravelmente exposto a situações que antes não conhecia, como o ato sexual.

Durante essa época da vida, alguns jovens tem a tendência de achar que nada irá acontecer com eles. É comum haver vontade de explorar o mundo e as mais diversas sensações, no entanto, é preciso ter em mente que algumas práticas podem ser perigosas e colocar a saúde em risco.

Podem ser coisas básicas como andar descalço em locais estranhos ou viajar para alguns lugares sem a vacina adequada. Mas, também, podem ser coisas mais perigosas, como fazer sexo sem proteção ou compartilhar utensílios com pessoas desconhecidas. Além disso, durante a adolescência, há a tendência de se frequentar lugares fechados como casas noturnas e festas. Nessas situações, pode-se exagerar no consumo de álcool ou ainda experimentar uma droga consideravelmente perigosa.

Os adolescentes e a juventude em geral possuem um comportamento de maior risco devido a certa tendência de acreditar que nada vai acontecer com eles. Isso os deixa mais suscetíveis a infecções que se originam nos lugares frequentados por eles como ambientes fechados (boates, clubes e outras festas) onde ocorre o compartilhamento de copos e outros utensílios ou a troca constante de parceiros afetivos e sexuais. Outras práticas como caminhar descalço em terrenos estranhos, fazer trilhas por ambientes silvestres ou viagens para áreas endêmicas também colocam grande risco à saúde do adolescente. Abaixo veremos as principais patologias mais comuns nos adolescentes.


Os jovens e adolescentes costumam viajar para fazer intercâmbio e estudar em outros países, é importante salientar para a prevenção antes de fazer as malas. O problema é decorrente da facilidade que temos hoje de circular mais entre países do mundo todo, por isso os especialistas defendem que o viajante esteja com a vacinação em dia, seja para não levar doenças imunopreveníveis para outras localidades ou para não ser agente de "importação".


O sarampo é uma doença infecciosa aguda, viral, transmissível, extremamente contagiosa e muito comum na infância. Os sintomas iniciais apresentados pelo doente são: febre acompanhada de tosse persistente, irritação ocular e corrimento do nariz. Após estes sintomas, geralmente há o aparecimento de manchas avermelhadas no rosto, que progridem em direção aos pés, com duração mínima de três dias. Além disso, pode causar infecção nos ouvidos, pneumonia, ataques (convulsões e olhar fixo), lesão cerebral e morte. Posteriormente, as bactérias podem atingir as vias respiratórias, causar diarréias e até infecções no encéfalo. Acredita-se que estas complicações sejam desencadeadas pelo próprio vírus do sarampo que, na maior parte das vezes, atinge mais gravemente os desnutridos, os recém-nascidos, as gestantes e as pessoas portadoras de imunodeficiências.


A transmissão ocorre diretamente, de pessoa a pessoa, geralmente por tosse, espirros, fala ou respiração, por isso a facilidade de contágio da doença. Além de secreções respiratórias ou da boca, também é possível se contaminar através da dispersão de gotículas com partículas virais no ar, que podem perdurar por tempo relativamente longo no ambiente, especialmente em locais fechados como escolas e clínicas. A doença é transmitida na fase em que a pessoa apresenta febre alta, mal-estar, coriza, irritação ocular, tosse e falta de apetite e dura até quatro dias após o aparecimento das manchas vermelhas.


A suscetibilidade ao vírus do sarampo é geral e a única forma de prevenção é a vacinação. Apenas os lactentes cujas mães já tiveram sarampo ou foram vacinadas possuem, temporariamente, anticorpos transmitidos pela placenta, que conferem imunidade geralmente ao longo do primeiro ano de vida (o que pode interferir na resposta à vacinação).

Atualmente, há o registro de casos importados que, se não forem adequadamente controlados, podem resultar em surtos e epidemias. Os principais grupos de risco são as pessoas de seis meses a 39 anos de idade. Dentre os adultos, os trabalhadores de portos e aeroportos, hotelaria e profissionais do sexo apresentam maiores chances de contrair sarampo, devido à maior exposição a indivíduos de outros países que não adotam a mesma política intensiva de controlo da doença. As crianças devem tomar duas doses da vacina combinada contra rubéola, sarampo e caxumba (tríplice viral): a primeira, com um ano de idade; a segunda dose, entre quatro e seis anos. Os adolescentes, adultos (homens e mulheres) e, principalmente, no contexto atual do risco de importação de casos, os pertencentes ao grupo de risco, também devem tomar a vacina tríplice viral ou dupla viral (contra sarampo e rubéola).

A vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) está disponível em postos públicos de vacinação e recomenda-se dose única para adolescentes previamente vacinados. Duas doses (com intervalo mínimo de 30 dias entre elas) é a recomendação para aqueles que nunca receberam essa vacina ou que desconhecem seu passado vacinal.


Coqueluche é uma doença respiratória altamente contagiosa. É geralmente marcada por uma tosse severa e seca, seguida por uma ingestão aguda de ar que soa como "grito”.

No passado, a doença acometia mais crianças pequenas, foco de campanhas de vacinação, mas, como a imunidade contra a doença não dura mais que dez anos, é grande o número de jovens e adultos vulneráveis. Estes, muitas vezes de forma assintomática, são os principais transmissores da bactéria Bordetella pertussis para bebês ainda não imunizados. A disponibilidade da vacina tríplice contra tétano, difteria e pertussis acelular (dTpa), formulada para uso em adolescentes e adultos, oferece novas oportunidades para reduzir o impacto da coqueluche. O uso dessa vacina confere proteção contra as três doenças e potencialmente deve reduzir a transmissão da coqueluche para outros grupos com alto risco de complicações, como os bebês que ainda não foram completamente vacinados.


A coqueluche ou pertussis é uma doença infecciosa aguda e transmissível, que compromete o aparelho respiratório (traquéia e brônquios). É causada pela bactéria Bordetella pertussis. A doença evolui em três fases sucessivas. A fase catarral inicia-se com manifestações respiratórias e sintomas leves, que podem ser confundidos com uma gripe: febre, coriza, mal-estar e tosse seca. Em seguida, há acessos de tosse seca contínua. Na fase aguda, os acessos de tosse são finalizados por inspiração forçada e prolongada, vômitos que provocam dificuldade de beber, comer e respirar. Na convalescença, os acessos de tosse desaparecem e dão lugar à tosse comum. Bebês menores de seis meses são os mais propensos a apresentar formas graves da doença, que podem causar desidratação, pneumonia, convulsões, lesão cerebral e levar à morte.


Acontece principalmente pelo contato direto da pessoa doente com uma pessoa suscetível, não vacinada, através de gotículas de saliva expelidas por tosse, espirro ou ao falar. Também pode ser transmitida pelo contato com objetos contaminados com secreções do doente. A coqueluche é especialmente transmissível na fase catarral e em locais com aglomeração de pessoas.


Apenas os indivíduos que já tenham adquirido a doença ou recebido a vacina DTP (mínimo de três doses) não correm o risco de adquiri-la. Não existe característica individual que predisponha à doença, a não ser presença ou ausência de imunidade específica.


A hepatite B é transmitida sexualmente, pelo beijo, durante o parto e por contato com sangue que pode ocorrer, por exemplo, na manicure e no dentista. Já a hepatite A é transmitida através da água e alimentos contaminados, além de beijo na boca e até do simples compartilhamento de bebidas. Ela representa uma das maiores causas de hepatite fulminante, que pode levar ao transplante de fígado. Além disso, pode exigir afastamento do trabalho.

Só para se ter ideia dos riscos da hepatite B, estudos mostram que a probabilidade de transmissão do HIV, vírus da AIDS, por picadas de agulhas durante a coleta de sangue de uma pessoa infectada é inferior a 1%, enquanto a da transmissão do vírus da hepatite B gira em torno de 25% a 30%. O tipo B da hepatite é 100 vezes mais contagioso do que a AIDS.

Adolescentes não vacinados na infância contra as hepatites A e B devem ser vacinados o mais precocemente possível contra essas infecções. Em adolescentes com menos de 16 anos indica-se também o esquema de duas doses com intervalo de seis meses (esquema 0-6 meses) quando usada a apresentação para adulto da vacina combinada contra hepatite A e B. A vacinação contra a hepatite B está disponível na rede pública até os 29 anos. Para indivíduos acima de 29 anos e para se prevenir contra a hepatite A deve-se recorrer à uma clínica privada.


A depressão é um distúrbio afetivo que acompanha a humanidade ao longo de sua história. No sentido patológico, há presença de tristeza, pessimismo, baixa autoestima, que aparecem com frequência e podem combinar-se entre si. É imprescindível o acompanhamento médico tanto para o diagnóstico quanto para o tratamento adequado.

A depressão é outra das doenças que mais comumente afeta jovens. A adolescência pode ser uma fase bastante difícil, pois os jovens tentam se adequar à uma sociedade extremamente exigente em relação ao físico e ao emocional.

É comum, durante a adolescência, a pessoa se sentir deslocada ou sozinha, como se ninguém a entendesse, por exemplo. Além disso, essa também é uma época em que muitos jovens têm, pela primeira vez, contato com bebidas e até mesmo drogas, que podem influir consideravelmente nas suas atitudes e na sua relação com o mundo, deixando-os mais deprimidos ou agressivos do que o usual, por exemplo.


A depressão não se manifesta da mesma forma de pessoa para pessoa. Se, em alguns casos, são mais evidentes os sintomas emocionais – de tristeza, desânimo, falta de interesse – noutros doentes a depressão manifesta-se sobretudo de forma física – com dor, alterações no sono, falta de energia, fadiga. Quando uma pessoa apresenta um conjunto destes sintomas e estes interferem de forma importante com a vivência quotidiana, é fundamental consultar o médico.

Os sintomas que maioritariamente estão associados à depressão são a tristeza, a baixa-autoestima e a falta de interesse. No entanto, as dores de cabeça, de costas, de ombros e as dores generalizadas são também exemplos de sintomas físico dolorosos que afetam em média 65% das pessoas deprimidas A dor física, sobretudo quando persistente, sem responder ao tratamento analgésico deve ser investigada de perto pelo seu médico.


Alguns tipos de depressão não podem ser evitados já que algumas teorias científicas indicam que eles podem ser causados pelo mau funcionamento do cérebro. Mas há boas evidências de que ela pode ser evitada com bons hábitos de saúde. Uma alimentação adequada, exercícios, férias, não trabalhar em excesso e guardar um tempo para fazer as coisas de que gosta são algumas das coisas que ajudam a deixar a tristeza de lado.


A obesidade é o acúmulo de gordura no corpo causado quase sempre por um consumo excessivo de calorias na alimentação, superior ao valor usada pelo organismo para sua manutenção e realização das atividades do dia-a-dia. Ou seja: a obesidade acontece quando a ingestão alimentar é maior que o gasto energético correspondente.

Vale a pena destacar a obesidade, outra condição que merece muita atenção na atualidade. A obesidade, na realidade, é uma condição que pode levar ao desenvolvimento de várias doenças preocupantes, assim como deixar os jovens consideravelmente mais vulneráveis a problemas cardíacos e de circulação.

O consumo exagerado de comidas industrializadas, de gorduras saturadas e de doces, por exemplo, tem deixado os jovens cada vez mais obesos. Além disso, o sedentarismo é um hábito cada vez mais recorrente entre jovens, que tendem a ficar mais tempo em frente à televisão, vídeo game ou computador do que os jovens de outras gerações.


O ganho de peso geralmente se desenvolve ao longo do tempo. Muitas pessoas sabem que estão ganhando peso.

Os sintomas mais comuns da obesidade são:

·         As roups começam a ficar apertadas e o indivíduo precisa vestir um tamanho maior do que o habitual.
·         Há aumento da gordura abdominal e do quadril.
·         Há aumento do IMC (Índice de Massa Corporal) e da circunferência abdominal.


Ter atenção ao que se come e praticar exercícios físicos é fundamental para evitar problemas cardíacos, de circulação, de colesterol alto, entre outros. Além disso, a boa alimentação e a prática de exercícios físicos ajudam a reduzir a ansiedade, o risco de depressão e melhoram a autoestima.


Doenças sexualmente transmissíveis ou Infecção sexualmente transmissível, conhecida popularmente por DST são patologias antigamente conhecidas como doenças venéreas. São doenças infecciosas que se transmitem essencialmente (porém não de forma exclusiva) pelo contacto sexual.

As doenças sexualmente transmissíveis tendem a afetar mais adolescentes do que adultos. Isto porque, cada vez mais cedo os jovens têm começado a prática sexual, sem, em alguns casos, ter tido orientações corretas e sem saber dos perigos envolvidos quando da prática desprotegida.

Doenças sexualmente transmissíveis são aquelas que podem ser contraídas pelo contato sexual, sendo o não uso da camisinha o principal fator que leva a tanto. Algumas das doenças sexualmente transmissíveis, ou DSTs, mais comuns em adolescentes são gonorreia, candidíase, tricomoníase e herpes genital.


Algumas doenças sexualmente transmissíveis podem ser tratadas e curadas. Mas algumas não podem. Essa é uma das razões por que é vital preveni-las.

A maneira mais eficaz de prevenir doenças sexualmente transmissíveis é evitar o sexo vaginal, oral e anal. Mas se você fizer sexo, seguindo o que fazer e o que não fazer pode ajudar a reduzir os riscos para si e para o seu parceiro:

Fazer:

·         Use camisinha - ou um preservativo de poliuretano em caso de alergia ao látex. Use-o corretamente cada vez que tiver relações sexuais. Isso vale para o sexo vaginal, oral ou anal. Outros métodos, como pílulas anticoncepcionais, ou injeções contraceptivas, diafragmas e preservativos naturais (às vezes chamados de preservativos de pele de cordeiro) não irá protegê-lo de doenças sexualmente transmissíveis.
·         Limite os parceiros. Você vai ter um risco menor se tiver relações sexuais com apenas uma outra pessoa que só está se relacionando sexualmente com você, e que foi testado para doenças sexualmente transmissíveis e não está infectado.
·         Converse com seu parceiro antes de ter uma relação sexual. Defina as regras com antecedência. Faça uso do preservativo uma exigência.
·         Seja honesto sobre seu histórico. Diga ao seu parceiro sobre infecções que você teve. Conheça a história de seu parceiro também.
·         Faça exames regulares para doenças sexualmente transmissíveis, se você está em risco de ter uma DST.
·         Converse com seu médico sobre se vacinar para prevenir HPV e hepatite B.
·         Faça o tratamento imediatamente se tiver quaisquer sintomas de doenças sexualmente transmissíveis. Estes podem incluir secreção vaginal ou peniana, lesões genitais, dor ao urinar, febre e sangramento vaginal anormal.
·         Limpe brinquedos sexuais e troque preservativo a cada uso.

Não fazer:

·         Não faça sexo se o seu parceiro tem sintomas de doenças sexualmente transmissíveis, como pus ou secreção da área genital, feridas ou inchaço.
·         Não use drogas ou beba muito álcool. Drogas e álcool podem fazer com que você baixe a guarda e o leve a um comportamento mais arriscado, como sendo coagido a ter relações sexuais sem preservativos.
·         Não presuma que você será capaz de dizer se o seu parceiro está infectado. Muitas infecções não apresentam sintomas.
·         Não deixe que o constrangimento fique no caminho de compartilhamento de informações com o seu parceiro (s) e seu médico.
·         Não use lubrificantes que contenham benzocaína e lidocaína, que bloqueiam a dor intensa.
·         Use apenas lubrificantes à base de água (não à base de óleo). Lubrificantes à base de óleo podem quebrar o látex dos preservativos, permitindo que infecções penetrem no corpo.
·         Não compartilhe brinquedos sexuais sem limpá-las entre o uso de cada parceiro. Brinquedos sexuais podem expô-lo a doenças sexualmente transmissíveis.


Acne é uma condição da pele que ocorre quando os folículos pilosos da peleficam obstruídos por sebo e células mortas, ficando colonizados por bactérias que geram inflamação. Acne mais comumente aparece no rosto, pescoço, peito, costas e ombros.

Dependendo da gravidade, a acne pode causar sofrimento emocional e levar a cicatrizes na pele. A boa notícia é que existem tratamentos eficazes disponíveis – e quanto mais cedo é iniciado, menor é o risco de cicatrizes.

As incômodas espinhas são o problema de saúde mais comum entre adolescentes. Apesar de estar presente também em adultos, a acne é a doença dermatológica típica da adolescência. Tudo por conta da mudança hormonal que ocorre no corpo dos jovens. Os hormônios acabam produzindo sebo em excesso, secreção que se acumula nos poros e favorece a infecção por bactérias, sobretudo a Propionibacterium Acnes. Apesar de incômoda, a acne é inofensiva. É importante não espremer as espinhas, sob o risco de deixar marcas para sempre na pele. Se a acne surgir de forma constante em todo o corpo, é preciso procurar um dermatologista. Senão, pomadas de uso tópico ajudam a aliviar as lesões.


Acne se desenvolve mais frequentemente na face, pescoço, peito, ombros, ou costas e pode variar de leve a grave. Pode durar alguns meses, muitos anos, ou ir e vir durante toda a vida.

Geralmente, a acne provoca apenas espinhas e cravos. Às vezes, pode evoluir para cistos e nódulos. As lesões císticas são espinhas que são grandes e profundas, muitas vezes dolorosas e que podem deixar cicatrizes na pele.

A acne pode levar à baixa autoestima e, por vezes, à depressão. Essas condições necessitam de tratamento, juntamente com o da acne em si.


Pode-se adotar alguns hábitos para prevenir a acne ou evitar que ela fique pior:

·         Lavar gentilmente a pele todos os dias. Evitar esfregar com muita força ou lavar excessivamente
·         Evitar suar muito se você acha que isso tornará a sua acne pior. Caso não seja evitável, higienize o rosto após a atividade
·         Lavar seus cabelos com frequência e evite que eles fiquem muito oleosos
·         Evitar produtos para cabelo (como gel, mousse, leave-in e pomada) que sejam muito oleosos
·         Evitar tocar o rosto com frequência ou encostá-lo em objetos
·         Vestir roupas leves e evite tecidos sintéticos
·         Evitar a exposição da pele a óleos e outros produtos químicos.


A anorexia é um distúrbio alimentar que provoca uma perda de peso acima do que é considerado saudável para a idade e altura. Pessoas com anorexia podem ter um medo intenso de ganhar peso, mesmo quando estão abaixo do peso normal. Elas podem abusar de dietas ou exercícios, ou usar outros métodos para emagrecer.

Um transtorno alimentar comum na adolescência, principalmente entre as meninas, é a chamada anorexia nervosa. Não existe uma causa definida para a anorexia. Sabe-se que ela é influenciada por fatores genéticos e socioculturais. Trata-se de uma doença causada pela obsessão pela magreza e pelo medo de ganhar peso. O comportamento anoréxico faz com que o jovem mantenha um peso muito abaixo do normal para sua idade. Os resultados podem ser catastróficos: de deficiência de crescimento até problemas de fertilidade. A ajuda da família e de um psicólogo é capaz de resolver esse distúrbio alimentar presente entre os jovens.



Os principais sintomas apresentados por uma pessoa com anorexia é:

·         Sentir medo enorme de engordar ou ficar acima do peso ideal, mesmo quando a pessoa está abaixo do peso normal
·         Recusar-se a manter o peso que é considerado normal ou aceitável para sua idade e altura (geralmente, pessoas com anorexia estão no mínimo 15% abaixo do peso normal)
·         Ter uma imagem corporal muito distorcida, ser muito focada no peso ou na forma corporal e se recusar a admitir a gravidade da perda de peso
·         Não menstruar por três ou mais ciclos.

As pessoas com anorexia podem limitar gravemente a quantidade de comida que ingerem e depois provocar vômitos. Outros comportamentos incluem:

·         Cortar a comida em pequenos pedaços ou movêlos no prato em vez de comêlos
·         Exercitar-se o tempo todo, mesmo quando o clima está ruim, a pessoa está machucada ou ocupada
·         Ir ao banheiro imediatamente após as refeições
·         Recusar-se a comer perto de outras pessoas
·         Usar comprimidos para urinar (diuréticos), evacuar (enemas e laxantes) ou reduzir o apetite (comprimidos para perda de peso).

Outros sintomas de anorexia podem incluir:

·         Pele manchada ou amarelada, seca e coberta por pelos finos
·         Pensamento confuso ou lento, junto com memória ou julgamento deficientes
·         Depressão
·         Boca seca
·         Extrema sensibilidade ao frio (vestir várias camadas de roupas para ficar aquecido)
·         Perda de resistência óssea
·         Desgaste dos músculos e perda de gordura corporal.


A vida adolescente também é acompanhada por experiências de drogas lícitas e ilícitas. Trata-se de um tema delicado que deve ser tratado tanto pela família quanto pelos educadores na escola. As festas e as primeiras iniciações na vida noturna levam muitos jovens a experimentar álcool, além de ficarem expostos a outros tipos de drogas. Não é à toa que é alta a quantidade de jovens que abusam dessas substâncias e se tornam dependentes. Muitas drogas, quando utilizadas desde a adolescência, prejudicam o desenvolvimento mental.





De acordo com a matéria apresentada, concluímos que a adolescência é um período de mudanças significativas, como o crescimento físico e a transição psicossocial, que geralmente engloba a segunda década da vida.

Os problemas de saúde ou patologias mais frequentes na adolescência estão relacionados com o crescimento e o desenvolvimento, com as doenças da infância que continuam na adolescência e com a experimentação. Por causa dos seus novos comportamentos, os adolescentes tornam-se vulneráveis a certas condições relacionadas com tais atitudes, como as doenças transmitidas sexualmente.

A adolescência é o momento da vida em que se manifestam certos quadros psiquiátricos, como a depressão e outras perturbações do estado de espírito, o que aumenta consideravelmente o risco de suicídio. As doenças alimentares, como a anorexia nervosa, são especialmente frequentes nos adolescentes. Concluímos ainda, a violência tornou-se a causa principal de doença e morte na adolescência, pois, muitos factores, como os inerentes ao próprio desenvolvimento, a inserção em grupos, o consumo de drogas e a pobreza, contribuem para aumentar o risco de violência entre adolescentes.

Sugerimos assim aos pais cujos seus filhos têm um desvio comportamental que deem uma maior atenção e, caso seja necessário, procurar apoio clínico ou psicológico.







ALVIM, CRISTINA GONÇALVES, Saúde da criança e do adolescente, Belo Horizonte: Coopmed; Nescon UFMG, 2009.

BOGLIOLO, L.; BRASILEIRO FILHO, G. Patologia. 7ªed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006.

MONTENEGRO, M. R. (ed.); FRANCO, M. (ed.). Patologia: Processos Gerais. 4.ed São Paulo: Atheneu, 2004. 320 p. 


ROBBINS, S. L.; KUMAR, V. (ed.); ABBAS, A.K. (ed.); FAUSTO, N. (ed.). Patologia: Bases Patlógicas das doenças. 7ª ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2005.



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