quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

HUMANIZAÇÃO NOS CUIDADOS DE ENFERMAGEM DA MEDICINA I DO HOSPITAL JOSINA MACHEL - Organizado por Vieira Miguel Manuel


Curso Superior de Enfermagem Geral

TRABALHO DE CONCLUSÃO DE FIM DO CURSO

HUMANIZAÇÃO NOS CUIDADOS DE ENFERMAGEM DA MEDICINA I DO HOSPITAL JOSINA MACHEL



                                              
Autores: Ana Nadiezda Xavier Ferreira
                Tomás Manuel                                             






Trabalho de Conclusão do Curso apresentado ao Instituto Superior Politecnico Kangonjo como parte dos requisitos para a obtenção do Título de Licenciado(a) em Enfermagem.
                                                     
Tutor: Dr. Henrique Jeremias Matapalo





LUANDA
2015
FOLHA DE ROSTO


Autores
Ana Nadiezda Xavier Ferreira Nº 00182/11
Tomás Manuel Nº 0068/11



HUMANIZAÇÃO NOS CUIDADOS DE ENFRMAGEM




Trabalho de Conclusão do Curso apresentado ao Instituto SuperiorPolitecnicoKangonjo como parte dos requisitos para a obtenção do Título de Licenciado(a) em Enfermagem.

Tutor: DR: Henrique Jeremias Matapalo.









LUANDA
2015

FICHA CATALOGRÁFICA

00182/11 Ferreira, Ana
0068/11 Manuel Tomás
Enfermagem Geral
             Ana Nadiezda Xavier Ferreira.
Tomás Manuel, Luanda, Instituto Superior Politécnico Kangonjo de Angola, (ISKA) 2015
            Tutor: Dr. Henrique Jeremias Matapalo

           Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) Instituto Superior Politécnico Kangonjo
deAngola,Licenciatura em Enfermagem Geral.
1 - A humanização e à Ética.
 2 - Estratégias de Atuação.
 3 - A problemática da sua inserção a nível Hospitalar















FOLHA DE APROVAÇÃO
Ana Nadiezda Xavier Ferreira Nº 00182/11
Tomás Manuel Nº 0068/11

HUMANIZAÇÃO NOS CUIDADOS DE ENFERMAGEM

Trabalho de conclusão de Curso, aprovado
Como requisito parcial para obtenção do
Grau de Licenciatura em Enfermagem Geral no
Instituto Superior Politécnico Kangonjo
de
Angola.

Habilitação: Licenciatura em Enfermagem Geral
Data de Aprovação:
__/__/___

Corpo de Jurados
___________________

DR: Henrique Jeremias Matapalo.
Tutor
Instituto Superior Politécnico Kangonjo
de Angola
________________________
Dr. ( ass. legível)
___________________________
Dr. ( ass. legível)





DEDICATÓRIA



  









Dedicamos este trabalho a todos aqueles que de uma forma direita ou indireta sofreram os infortúnios de uma desumanização intra - hospitalar por parte de muitos técnicos que uns por desconhecimentos, outros por maldade, tornaram a saúde como um campo de tortura e desumanização.
Aos que se consideram nossos inimigos e adversários que pela informação do mal que sempre desejaram o nosso insucesso, fazendo com que nos tornássemos mais fortes, e que este sonho fosse uma realidade.





AGRADECIMENTOS













Torna-se fundamental expressar os nossos agradecimentos e reconhecimento a todas as pessoas que contribuíram para a sua concretização e ajudaram ao longo deste percurso:
Assim aproveitamos este espaço para deixar nossos agradecimentos:
Primeiramente agradecendo Deusque permitiu que tudo isso acontecesse, ao longo de nossa vida e não somente nestes anos como universitários, mas ao longo de toda trajetória estudantil.
A dona Isabel Xavier (mãe da Nady) um Xi coração, por ser uma mãe conselheira, batalhadora, incansável e acima de tudo vencedora que nos momentos mais difíceis da minha vida foi determinante para que este sonho se tornasse uma realidade. 
A dona Isabel Cahungo (esposa do Tomas) e filhos,por amor incondicional compreensão e incentivo constante, e por lutar junto comigo para vencer obstáculos, que não são poucos, durante essa jornada. Essa conquista é nossa.

  

EPÍGRAFE
  
"Onde houver amor pela arte demedicina,
também haverá amor pela humanidade”
Hipócrates – 400 a.C.




RESUMO

IntroduçãoO termo "humanização" tem sido empregado constantemente no âmbito da saúde. É a base de um amplo conjunto de iniciativas, mas não possui uma definição mais clara, geralmente designando a forma de assistência que valoriza a qualidade do cuidado do ponto de vista de enfermagem, associada ao reconhecimento dos direitos do paciente, de sua subjetividade,cultura e valores, além do reconhecimento do profissional.Neste contexto,humanizar significa acolher o paciente, a partir de uma ação efetiva da solidariedade na compreensão do ser doente em sua singularidade e na apreciação da vida. É abrir-se ao outro e acolher, solidária e legitimamente a diversidade, tornando o ambiente, mais agradável e menos tenso, de forma a proporcionar ao paciente um atendimento, mais seguro, afetuoso e terno. Tal conceito pretende-se norteador de uma nova práxis na produção do cuidado em saúde. Este artigo, de cunho exploratório, visa analisar o discurso do Ministério da Saúde sobre a humanização da assistência.

Objetivos:Compreender o significado que a humanização representa para o enfermeiro e aprofundar os conhecimentos sobre a humanização nos cuidados de enfermagem.
 Conhecer qual a percepção dos enfermeiros em relação aos cuidados de enfermagem humanizados.
Metodologia: Estudo bibliográfico e de campo sobre a humanização. A investigação ocorreu no Hospital JosínaMachel propriamente na secção da medicina 1(um).
Resultados: A combinação de metodologias permitiu traçar o perfil dos técnicos de saúde quanto ao conhecimento e compreensão sobre a matéria e o domínio ético no campo da humanização, e obter respostas aos utentes em relação ao seu grau de satisfação.
Conclusões: A humanização passou a ser um problema não só entre o técnico de saúde e o utente, mas também uma preocupação do executivo, traçando políticas onde  o campo da humanização aparece como um elemento "sinequanon" na busca da satisfação de que procura os serviços de saúde. 
Palavra- Chave:Palavra- Chave: Humanização, Cuidados, Enfermagem.

 INTRODUÇÃO

Este estudo busca estabelecer uma reflexão sobre a humanização na assistência à saúde. Traz um resgate histórico sobre o entendimento do homem, do humano e da humanidade, até a humanização na humanidade e na saúde. Aborda o programa nacional de humanização da assistência hospitalar e tece reflexões sobre essa proposta e a questão da humanização na assistência à saúde em Angola e em particular no hospital Josina Machel. Pode-se dizer que a comunicação é factor imprescindível para o estabelecimento da humanização, assim como as condições técnicas e materiais.

É dar lugar tanto à palavra dos usuários quanto aos profissionais de saúde, construindo uma rede de diálogo que pense e promova ações singulares de humanização. Para que esse processo se efetive é necessário o envolvimento do conjunto que compõe um serviço de saúde, que compreende profissionais de todos os setores, gestores, formuladores de políticas públicas, além dos conselhos profissionais e instituições formadoras. Neste trabalho procuramos mostrar através do nosso estudo, as vantagens biunívocas no  concerne ao relacionamento que poderá existir entre a equipa  de saúde e os utentes que procurarem os respectivos serviços.

A humanização é hoje um tema frequente nos serviços públicos de Saúde, nos textos oficiais e nas publicações da área da Saúde Coletiva. Embora o termo laico humanização possa guardar em si um traço maniqueísta, seu uso histórico o consagra como aquele que rememora movimentos de recuperação de valores humanos esquecidos, ou solapados em tempos de frouxidão ética. No nosso horizonte histórico, a humanização desponta, novamente, no momento em que a sociedade pós-moderna passa por uma revisão de valores e atitudes. Não é possível pensar a humanização na saúde sem antes dar uma olhada no que acontece no mundo contemporâneo.

Em uma visão panorâmica, a época da pós-modernidadese caracteriza pelo reordenamento social decorrente do capitalismo multinacional e a globalização econômica. Desabaram os ideais utópicos, políticos, éticos e estéticos da modernidade que creditavam ao projeto iluminista a construção de um mundo melhor, movido pela razão humana. As pessoas, cada vez mais descrentes da política e das ideias revolucionárias que, na prática, deram poder a governos corruptos e incapazes de promover o bem da nação, não buscaram mais seus referenciais de identificação nos grandes coletivos sociais, mas sim em si mesmas. Para certos autores, essa é uma das principais características do que eles chamam de época hipermoderna ou supermoderna: a figura do excesso e da deformação notadamente no que se refere ao “eu”.

Nessa vertente, Lasch dá aos tempos atuais o nome de Cultura Narcísica, e Debors, de Sociedade do Espetáculo, ora ressaltando o individualismo, o culto ao corpo e a supervalorização dos aspectos da aparência estética, ora ressaltando o exibicionismo, a captura pela imagem e o comportamento histriônico que se realiza como espetáculo. No campo das relações, a perda de suportes sociais e éticos, somada ao modo narcísico de ser, cria as condições para a intolerância à diferença, e o outro é visto não como parceiro ou aliado, mas como ameaça. Tal disposição, associada à rapidez e pouco estímulo à reflexão sobre os aspectosexistenciais e morais do viver humano, faz com que a violência – que (por motivos que fogem ao alcance deste artigo) é parte do nosso cotidiano – se apresente também como modo de resolver conflitos.

No contraponto, do meio do século XX para cá, começam a se desenhar respostas para a sociedade assim estabelecida. Direitos Humanos, Bioética, Proteção Ambiental, Cidadania, mais do que conceitos emergentes, são práticas que vão ganhando espaço no dia-a-dia das pessoas, chamando-nos para o trabalho de construção de outra realidade. Na área da Saúde surgiram várias iniciativas com o nome de humanização. É bem provável que esse termo tenha sido forjado há umas duas décadas, quando os acordes da luta anti-manicomial, na área da Saúde Mental, e do movimento feminista pela humanização do parto nascimento, na área da Saúde da Mulher, começaram a ganhar volume e produzir ruído suficiente para registrar marca histórica.Desde então, vários hospitais, predominantemente do setor público, começaram a desenvolver ações que chamavam de “humanizadoras”. Inicialmente, eram ações que tornavam o ambiente hospitalar mais afável: atividades lúdicas, lazer, entretenimento ou arte, melhorias na aparência física dos serviços. Não chegavam a abalar ou modificar substancialmente a organização do trabalho ou o modo de gestão, tampouco a vida das pessoas, mas faziam o papel de válvulas de escape para diminuir o sofrimento que o ambiente hospitalar provoca em pacientes e trabalhadores. Pouco a pouco, a ideia foi ganhando consistência, resultando alterações de rotina (por exemplo, visita livre,acompanhante, dieta personalizada).
  

1.1 - PROBLEMÁTICA:

A humanização hospitalar sempre foi uma preocupação do executivo angolano tanto em nível da atenção primária em saúde, no que se refere ao relacionamento entre o técnico de saúde e o doente, bem como aos familiares e acompanhantes do mesmo. Por notar - se com alguma freqüência as quebras cívico morais dentro das unidades hospitalares, quebrando as relações saudáveis  entre os técnicos de saúde e os utentes, leva-nos a levantar a seguinte questão;


                                FORMULAÇÃO DO PROBLEMA

Será o elemento material (financeiro), grande motivador da força e vontade humana, bem como a superação e capacitação permanente do técnico, influenciador no relacionamento inter pessoal para com o doente e familiar ou simplesmente a falta de ética profissional conduz as  alterações dos valores cívico - morais dentro da profissão? Desta feita:
 Quais os fatores que levam a falta de humanização nas unidades hospitalares em especial entre os tecnicos de saúde e os utentes prejudicando deque maneira o relacionamento saudável que deveria existir entre o doente e a equipa de saúde?

I. 3 - DELIMITACÃO DO TEMA:
        
O HOSPITAL JOSINA MACHEL passou a ser uma referencia Nacional quando têm que se abordar questões relacionadas com atenção a saúde, e em especial a área ligada a humanização hospitalar.
Para melhor visão e estruturação sobre o tema, delimitou-se o trabalho no referido  hospital especificamente  na enfermaria de medicina 1(um).


I. 4 - IMPORTÂNCIA DO TEMA:


Partindo da definição de saúde estabelecida pela OMS como "o " completo bem estar físico, mental, social,espiritual  e não apenas a ausência da doença", vê-se que o tema escolhido é de suma importância para  a sociedade em geral e em especial ao técnico de saúde que precisa conhecer e identificar os elementos ligados a humanização e  por se tratar de um assunto corrente que  vem causando um mau clima entre  funcionários ligados ao ramo de saúde e os utentes que procuram os  serviços de saúde nas unidades hospitalares.


CAPÍTULO II
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Gênese do conceito
Por ‘humanização’ entende-se menos a retomada ou revalorização da imagem idealizada do Homem e mais a incitação a um processo de produção de novos territórios existenciais (Benevides & Passos, 2005a).
Neste sentido, não havendo uma imagem definitiva e ideal do Homem, é preciso aceitar a tarefa sempre inconclusa da reinvenção da humanidade, o que não pode se fazer sem o trabalho também constante da produção de outros modos de vida, de novas práticas de saúde.
Tais afirmações indicam que na gênese do conceito de ‘humanização’ há uma tomada de posição de que o homem para o qual as políticas de saúde são construídas deve ser o homem comum, o homem concreto. Deste modo, o humano é retirado de uma posição-padrão, abstrata e distante das realidades concretas e é tomado em sua singularidade e complexidade. Há, portanto, na gênese do conceito, tal como ele se apresenta no campo das políticas de saúde, a fundação de uma concepção de ‘humanização’ crítica à tradicional definição do humano como “bondoso,humanitário” (Dicionário Aurélio). Esta crítica permite argüir movimentos de ‘coisificação’ dos sujeitos e afirmar a aventura criadora do humano em suas diferenças. ‘Humanização’, assim, em sua gênese, indica potêncialização da capacidade humana de ser autônomo em conexão com o plano coletivo que lhe é adjacente.
Para esta capacidade se exercer é necessário o encontro com um ‘outro’, estabelecendo com ele regime de trocas e construindo redes que suportem diferenciações. Como o trabalho em saúde possui “natureza eminentemente conversacional” (Teixeira, 2003), entendemos que a efetuação da ‘humanização’ como política de saúde se faz pela experimentação conectiva/ afetiva entre os diferentes sujeitos, entre os diferentes processos de trabalho constituindo outros modos de subjetivação e outros modos de trabalhar, outros modos de atender, outros modos de gerir a atenção.
Desenvolvimento Histórico
Nos anos 90, o direito à privacidade, a confidencialidade da informação, o consentimento em face de procedimentos médicos praticados com o usuário e o atendimento respeitoso por parte dos profissionais de saúde ganham força reivindicatória orientando propostas, programas e políticas de saúde. Com isto vai-se configurando um “núcleo do conceito de humanização [cuja] idéia [é a] de dignidade e respeito à vida humana, enfatizando-se a dimensão ética na relação entre pacientes e profissionais de saúde” (Vaitsman & Andrade, 2005, p. 608).
Cresce o sentido que liga a ‘humanização’ ao campo dos direitos humanos referidos, principalmente ao dos usuários, valorizando sua inserção como cidadãos de direitos. As alianças entre os movimentos de saúde e os demais movimentos sociais, como por exemplo,o feminismo,desempenham aí papel fundamental na luta pela garantia de maior eqüidade e democracia nas relações.
A XI Conferência Nacional de Saúde, CNS (2000), que tinha como título “Acesso, qualidade e humanização na atenção à saúde com controle social”, procura interferir nas agendas das políticas públicas de saúde. De 2000 a 2002, o Programa Nacional de Humanização da Atenção Hospitalar (PNHAH) iniciou ações em hospitais com o intuito de criar comitês de ‘humanização’ voltados para a melhoria na qualidade da atenção ao usuário e, mais tarde, ao trabalhador. Tais iniciativas encontravam um cenário ambíguo em que a humanização era reivindicada pelos usuários e alguns trabalhadores e, por vezes, secundarizada por gestores e profissionais de saúde. Por um lado, os usuários reivindicam o que é de direito: atenção com acolhimento e de modo resolutivo; os profissionais lutam por melhores condições de trabalho. Por outro lado, os críticos às propostas humanizantes no campo da saúde denunciavam que as iniciativas em curso se reduziam, grande parte das vezes, a alterações que não chegavam efetivamente a colocar em questão os modelos de atenção e de gestão instituídos (Benevides & Passos, 2005a).
Entre os anos 1999 e 2002, além do PNHAH, algumas outras ações e programas foram propostos pelo Ministério da Saúde voltados para o que também foi-se definindo como campo da ‘humanização’. Destacamos a instauração do procedimento de Carta ao Usuário (1999), Programa Nacional de Avaliação dos Serviços Hospitalares (PNASH –1999); Programa de Acreditação Hospitalar (2001); Programa Centros Colaboradores para a Qualidade e Assistência Hospitalar (2000); Programa de Modernização Gerencial dos Grandes Estabelecimentos de Saúde (1999); Programa de Humanização no Pré-Natal e Nascimento (2000); Norma de Atenção Humanizada de Recém-Nascido de Baixo Peso – Método Canguru (2000), dentre outros. Ainda que a palavra ‘humanização’ não apareça em todos os programas e ações e que haja diferentes intenções e focos entre eles, podemos acompanhar a relação que vai-se estabelecendo entre humanização qualidade na atenção-satisfação do usuário (Benevides & Passos,
Desde o início da década de 50, com o surgimento dos primeiros equipamentos mais sofisticados e das UTIs, foi havendo um distanciamento dos profissionais de saúde em relação aos pacientes. Nos anos 60 e 70 iniciou em todo o Mundo um movimento de “humanização” dos hospitais, na tentativa de recuperar a proximidade com o doente e os assistentes de saúde.
Quando iniciamos a idéia de construir um novo hospital, fizemos questão de ter uma equipe multidisciplinar onde arquitetos com diferentes formações pensassem num hospital diferente, onde a humanização estaria sendo pensada desde o início do projeto.


CONCEITOS E FINALIDADES

Segundo a pesquisa bibliográfica efetuada o conceito varia de autor para autor, mais cursam para um único objetivo comum que é da relação direta entre o utente e o técnico de saúde, buscando benefícios que venham afetar positivamente na recuperação física e psicológica do paciente e no fator motivacional do técnico. Nesta vertente procura-se mostrar o empenho mesmo que não feito em linha recta mais o objeto social a ser estudado é o humano...
Conceito de Humanização:
Segundo Clayton a  "Humanização como  acção ou efeito de humanizar, ou  acto de tornar humano, tornar sociável e tornar-se, mais compreensivo". (Clayton, 2000 pag65)
                        ..."Humanização gera Humanização" « afirma Cabral, 2001».

Tendo em conta que a humanização dos cuidados respeita efetivamente os profissionais de saúde e em particular a classe de enfermagem, visto que é a que presta cuidado de forma continua tem habilidades e competências, ou seja, saber ser e saber fazer e sempre presente o código deontológico e os aspectos éticos da enfermagem, visto que é gente que cuida de gente (Manual de Enfermagem Pediátrica, 2011, pag 44-45).
            Nesta perspectiva, a Humanização é entendida como eixo norteador de uma prática em todas as Unidades de Saúde, para que contribua para a melhoria e manutenção dos cuidados a prestar, desenvolva uma dinâmica de maior satisfação e bem-estar pessoal e profissional e articule os objetivos pessoais e profissionais com o objetivo institucionais." DR I Série nº 91 de 15 de Maio de 2014".

                A Humanização dos Serviços de Saúde implica a valorização de todos os intervenientes na prestação de cuidados de saúde, desde o utente e seus familiares, aos trabalhadores, diretores e responsáveis pela gestão dos serviços. "DR I Série nº 91 de 15 de Maio de 2014".
O conceito de humanização extrapola o projeto de arquitetura e se espalha na formação e capacitação dos profissionais que atendem em nosso serviço, e aproveitamos nossa experiência de 50 anos para ir a fundo nisto.
Podemos conceituar a Humanização como ação ou efeito de humanizar, ou ato de tornar humano, tornar sociável e tornar-se, mais compreensivo (Clayton, 2000 pag65)

O internamento hospitalar é percebido pelos utentes como sendo uma experiência desagradável, uma vez que é permeada do medo do desconhecido, pela utilização dos recursos tecnológicos, muitas vezes dolorosos, pelo uso de uma linguagem técnica rebuscada que aumenta a ansiedade do doente, pela inquietação de estar num ambiente estranho de estruturas rígidas que o descaracteriza, partilhando o mesmo espaço físico com pessoas de fora do seu convívio familiar, o que se agudiza principalmente com o afastamento dos mais chegados, e ainda pela preocupação da sua doença.

A enfermagem como profissão na área de saúde que permanece mais tempo ao lado do doente, tendo como objeto de trabalho o´´cuidar´´ , deve ser facilitadora na promoção da saúde e do bem estar bio-psico-socioespiritual e emocional do doente, melhorando a sua vivência no processo de doença e hospitalização.

O instrumento que é utilizado para humanizar o cuidado é a comunicação, dialogando com o doente, visando esclarecer dúvidas quanto ao seu tratamento, exames, diagnósticos ou procedimentos clínicos, minimizando a sua ansiedade causada pela sua condição de doente hospitalizado. É por tanto necessário que os profissionais de enfermagem procurem comunicar com o paciente de modo atencioso, respeitoso, utilizando uma linguagem acessível bem como a priorização da comunicação não verbal. Deste modo a comunicação na relação paciente- profissional de enfermagem mostra-se como instrumento básico na construção de estratégias que almejem um cuidado humanizado como, por exemplo, a utilização de uma linguagem acessível, valorização da escuta atenta, de um sorriso que expresse confiança, de um olhar que demonstre tranquilidade, de um toque carinhoso que proporcione apoio e conforto, de uma palavra de animo que eleve a auto - estima do paciente.

Atualmente, o cuidar focaliza-se nos cuidados centrados na família, sendo uma filosofia que considera a unidade familiar como foco fundamental das intervenções da atenção a saúde. A família é o pilar central da vida, não podendo ser descurado pelos profissionais de enfermagem num plano de cuidados do doente.

Tendo em conta que a humanização dos cuidados, respeita efetivamente os profissionais de saúde e em particularmente a classe de enfermagem, visto que é a que presta cuidados de forma continua tenha habilidades e competências, ou seja saber ser e saber fazer é sempre presente o código deontológico e os aspectos éticos da enfermagem, visto que é gente que cuida de gente (Manual de Enfermagem Pediátrica, 2011, pag 44-45).

PERCEPÇÃO: É o processo automático de organizar e de estruturar as características oriundas de um conjunto complexo de estímulos num todo interpretável e com significado. É sabido que qualquer pessoa é confrontada com uma quantidade de estímulo que são interpretados através de um fenómeno que se chama percepção. Tal atividade ocorre na base de uma estruturação de estimulo, cuja a finalidade consiste em integrar numa unidade: Interpretação e atribuição de significado.

Pretendemos assim conhecer, a percepção dos enfermeiros sobre a humanização e as suas práticas humanizadas.

SAÚDE: É o estado e, simultaneamente a representação mental da condição individual, o controlo do sofrimento, o bem-estar físico e o conforto emocional e espiritual. Tratando-se de uma representação mental, é um estado subjetivo, por tanto não pode ser oposto de doença porque cada pessoa procura o equilíbrio em cada momento, de acordo com os desafios que cada situação lhe coloca.

Neste contexto, a saúde é o reflexo de um processo dinâmico e contínuo: Toda pessoa deseja atingir o estado de equilíbrio que se traduz no controlo do sofrimento, no bem-estar físico, no conforto emocional, espiritual e cultural (MINSA 2014).


A ENFERMAGEM:

Com as definições acima referidas pode-se então associar humanização com os cuidados de enfermagem.
Pós, enfermagem é a arte de cuidar e também uma ciência cuja a essência e especificidade é o cuidado ao ser humano, na família ou na comunidade de modo integral e holístico, desenvolvendo de forma autónoma ou em equipa atividades de promoção, proteção, prevenção e recuperação da saúde. A humanização dos cuidados de enfermagem expande-se pela ética em enfermagem, pela relação entre o doente e o enfermeiro e pelo respeito dos direitos dos doentes.

Segundo a Ordem dos Enfermeiros de Angola (ORDENFA), os enfermeiros constituem atualmente uma comunidade profissional e cientifica de maior relevância no funcionamento do sistema de saúde e na garantia do acesso da população a cuidados de saúde de qualidade especialmente em cuidados de enfermagem (ORDENFA2012).

PESSOA:

É um ser social e agente intencional de comportamentos baseados nos valores, nas crenças e nos desejos de natureza individual, o que torna cada pessoa num ser único com dignidade própria e direito a auto determinar-se. Os comportamentos da pessoa são influenciados pelo ambiente no qual ela vive e se desenvolve. Assim a pessoa tem de ser encarada como ser uno e indivisível (MINSA2014).

CUIDADOS DE ENFERMAGEM (DEFINIÇÃO)

São todos os cuidados prestados ao doente pelos profissionais de enfermagem com a finalidade de promover, manter e recuperar a saúde ( doc. Dra. Judith Luacuti,2008)

Cuidado: é precaver pelo outro o pensamento e algo a alguém, refletir, tratar, considerar, atender a um e ao outro, portanto é inquietar-se por algo ou alguém. Se morrer, morre também o ser. Por isso cuidar não é somente um procedimento técnico de enfermagem, no qual triunfa aspectos técnicos científicos – embora este tenha um papel indispensável, mas é principalmente usar a mina humanidade para assistir o outro como ser único.
No cuidado há uma atitude favorável a nossa natureza, que nos impede de nos tornar desumanos, no sentido comportamental (BALZER, 2014).

            A humanização dos cuidados de enfermagem passa primeiramente pela relação que tem com o doente. Este relacionamento requer por parte do enfermeiro atender as necessidades do utente que são: (TUMBY 2007).
- Segurança, ambiente de cuidados efetivos
- Promoção e manutenção da saúde
- Integridade psicossocial

Cuidar é, pois, manter a vida garantindo a satisfação de um conjunto de necessidades indispensáveis á vida, mas que são diversificadas na sua manifestação, velar, cuidar, tomar conta, representa um conjunto de atos que tem por fim e por função manter a vida dos seres vivos, com objetivo de permitir reproduzirem-se e perpetuar a vida do grupo.
Neste sentido NIGHTINGALE caracteriza a enfermagem como uma ciência humana de pessoas e experiências saúde-doenças humanas que são mediadas pelas transações de cuidados profissionais, pessoas, estéticos e éticos, onde o objetivo é auxiliar o indivíduo a atingir um elevado grau de harmonia dentro de si, de modo a promover a saúde, prevenir a doença cuidar o doente e restaurar a sua saúde.




ORIGEM E PRATICAS DE CUIDADOS (FUNDAMENTOS BÍBLICOS)

Desde que o homem foi criado a imagem de Deus, foi preocupação do criador manter a unidade entre eles através do amor, colocando-os no jardim do Edem com o único princípio de manter sobre a sua égide cultivando e tratar, e cuida-la com amor.
E sempre foi preocupação divina manter o amor ao próximo como uma unidade fundamental de união entre os seres vivos
1)... " amar à Deus de todas as coisas e ao teu próximo como ati mesmo"..
Desde que surge a vida, que existe cuidados, porque é preciso tomar conta da vida para que ela possa permanecer. O Senhor Deus colocou o homem no jardim do Edem para cuidar dele e cultivá – lo.(GENESIS 2:15, PAG:2). Recebam o Amor que tenho por todos vocês em Cristo Jesus. Amém (1corintios 16:24, pag: 923 Bíblia Sagrada NVI 2002 Rosa Ferreira)

ENFERMAGEM E A ÉTICA

Na prática de enfermagem, os profissionais devem ter em conta muitos valores, e nessa perspectiva a carta dos direitos e deveres do doente. Os enfermeiros tem o dever de assegurar, promover e respeitar os mesmos. A dignidade humana é o núcleo essencial dos direitos humanos. Deste modo compete ao enfermeiro garantir a qualidade e continuidade dos cuidados, assumindo esta responsabilidade e contribuindo para criar um ambiente propício. (MINSA, 2014).


ENFERMAGEM E OS DIREITOS DO DOENTE

A humanização dos cuidados de enfermagem surge também pelo respeito dos direitos dos doentes que são: (MINSA, 2014).
- Ser tratado no respeito pela dignidade humana,
- Receber cuidados apropriados ao seu estado de saúde,
- Confidencialidade de toda informação clínica,
- Privacidade na prestação de todo e qualquer ato.

No desenvolvimento destes direitos e com base na relação de ajuda que se estabelece entre o enfermeiro e doente existem ainda vários princípios a ter em conta:
- Uma investigação sistemática e precisa das suas preocupações, relacionadas com saúde através de um serviço de enfermagem bem organizado,
- Confiar no sigilo em relação a qualquer confidencia,
- Obter uma ajuda adequada, sem discussões ou barreira,
-Receber consistentemente cuidados de qualidade de todos enfermeiros,
-  Ser informado a cerca de qualquer plano de ação a desenvolver para o seu benefício,
- Esperar ser tratado com cortesia e que os enfermeiros sintam por eles um interesse verdadeiro,
- Receber cuidados de enfermagem de enfermeiro que tem conhecimento do seu diagnóstico e tenham capacidade de proporcionar cuidados seguros e eficazes,
- Ser informado acerca do seu estado de saúde, ter resposta para as suas perguntas, compreender claramente o que o enfermeiro lhe explica.

Devera, com estes princípios poder-se-á estabelecer uma interação humana, que engloba o calor humano, o respeito, a autenticidade, a empatia, a auto exposição, a especificidade, as perguntas, a expressão de opinião, o humor e o espiritualismo. (BALZER, 2004).


O PAPEL DO ENFERMEIRO NA HUMANIZAÇÃO

Os profissionais de enfermagem para serem agente de humanização devem necessariamente ser possuidor de uma identidade pessoal dinâmica e em constante atualização, que apresentam valores e crenças individuais mas que sejam capazes de se adaptar as situações que lhes vão surgindo, desenvolvendo suas capacidades intelectuais, praticando a sua relação interpessoal com a pessoa doente, aceitando o seu quadro de valores, crenças e desejos individuais. Sabendo que humanizar é cuidar do outro tendo em conta os seus valores e o modo gosta ou quer ser cuidado. E não como o enfermeiro acha que ele quer ser cuidado, ou seja atender as necessidades.

Humanizar o trabalho da enfermagem: implica em oferecer assistência (cuidado) que valorize o ser humano, que leve em conta sua cultura, seus valores e suas necessidades. Implica na capacidade de ouvir o doente com o coração, o olhar, a expressão e a mente também contribuem para preservação da saúde, do bem-estar pessoal e social, para ampliação de possibilidades de exercer autonomia e de transformar o contexto em que se vive.

 ENQUADRAMENTO DO TEMA NO CONTEXTO HOSPITALAR EM ANGOLA

 Fundamentação
É atualmente consensual que os serviços de saúde têm alcançado um enorme avanço científico e tecnológico, permitindo diminuir o índice de mortalidade, curar mais e prevenir mais doenças, numa expressão, obter maiores ganhos em saúde. Exemplos desse avanço são os sofisticados aparelhos de diagnóstico, as técnicas cirúrgicas cada vez mais avançadas, a multiplicidade de medicamentos e o desenvolvimento das ações da medicina preventiva.

A HUMANIZAÇÃO EM ANGOLA COMO UM CONCEITO NORMATIVO

A humanização em angola tem sido preocupação do executivo, criando políticas relacionadas com o bem estar do trabalhador de saúde bem como o utente e o cidadão em geral que procura os  serviços de saúde,  e criando assim relações biunívocas no sentido de se alcançar a satisfação de quem presta os serviços e de quem os recebe.
Nesta senda foi aprovado o despacho número 1114/14 de 15 de maio em Diário da República Iª Série n.º 91 de 15 de Maio de 2014 nas Páginas números 2285, como um órgão normativo em todo o sistema de saúde acautelando assim conflitos entre os técnicos e os utentes dos serviços de saúde.

DIREITOS E DEVERES

Este despacho basea-se principalmente nos direitos e deveres dos técnicos em relação a assistência na saúde sub dividindo -se em:
a) DIREITOS E DEVERES DOS UTENTES DO SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE no seu artigo 13.0 como estatuto dos utentes           
b) DIREITOS E DEVERES DOS CIDADÃOS NOS CUIDADOS DE SAÚDE no seu artigo 5.0  como Direitos e Deveres dos Cidadãos.             
            Parafraseando o Conteúdo do Diploma, o executivo considera"que o Sistema de Saúde está fortemente ligado à qualidade do relacionamento humano estabelecido entre os profissionais e os usuários no processo de atendimento hospitalar; tal como diz Neves no seu livro  sobre humanização em REFLEXÃO,
(…) até que ponto as condições dadas, nomeadamente aos enfermeirosnão são, por vezes, elas proprias, factor de desumanização na saúde,como o já referido deficiente racio enfermeiro\ doente, existentenalgumas instituições e serviço. Do ainda pouco reconhecimento dascompetências profissionais dos enfermeiros, apesar de possuirem cadavez maior e mais qualificada  formação. A escassez de recursos,normeadamente materiais, com que se deparam no dia-a-dia da suaprática. (Neves,2005)
...Considerando que a humanização dos serviços de saúde é um valor básico para se conquistar uma melhor qualidade no atendimento dos usuários e nas condições de trabalho dos profissionais de saúde;
Tornando-se necessário implementar medidas que visem a integração do utente como um elemento da equipa de cuidados, na qual os seus direitos enquanto cidadão sejam respeitados pelos profissionais de saúde e pelas próprias instituições, estabelecendo orientações básicas e parâmetros adequados aos profissionais de saúde e aos utentes do Serviço Nacional de Saúde, na construção de uma cultura de humanização".
PROPOSTA DE FUNDAMENTAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DE DECRETO REGULAMENTAR PARA O PROGRAMA NACIONAL DE HUMANIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA NA SAÚDE DE ANGOLA HUMANIZAR A SAÚDE EM ANGOLA
A definição da saúde pela OMS em que " a saúde é um bem estar físico, mental social, econômico e espiritual e não só a ausência da doença..." ilustra de forma tão firme e clara o lema «A saúde é o bem mais precioso a que todos podemos aspirar».
Também consideramos a saúde como o fator de unidade e coesão nacional, tal como referiu o Ministro da Saúde de Angola numa intervenção recente, «A saúde é um fator chave no processo de consolidação social e no fortalecimento da coesão nacional, assim como um pressuposto básico e incontornável do desenvolvimento socioeconômico do País e da melhoria da qualidade de vida dos cidadãos».

Nesta perspectiva, a Humanização é entendida como eixo norteador de uma prática em todas as Unidades de Saúde, para que contribua para a melhoria e manutenção dos cuidados a prestar, desenvolva uma dinâmica de maior satisfação e bem-estar pessoal e profissional e articule os objetivos pessoais e profissionais com os objetivos institucionais.


 OBJETIVOS DO TRABALHO:

 OBJECTIVO GERAL:

1 - Aprofundar os conhecimentos sobre a humanização nos cuidados de enfermagem.

OBJECTIVO ESPECIFICO:

1 - Compreender o significado que a humanização representa para o enfermeiro
2- Descrever as atitudes que os enfermeiros utilizam para prestar cuidados humanizados;
3 - Identificar impactos da Humanização no Hospital Josina Machel;
4 - Identificar as pratica que os enfermeiros utilizam para favorecer a humanização dos cuidados no utente;
5 - Identificar as dificuldades presentes na prestação de cuidados de enfermagem;
6 -  Identificar as necessidades do enfermeiro para melhorar a humanização de cuidados.
7 - Mensurar o grau de satisfação das equipas de trabalho na unidade de saúde, quanto a humanização interna;



COM BASE A METODOLOGIA OBTEVE-SE O SEGUINTE RESULTADO:

            Tipo de Estudo

 Foi realizado um estudo descritivo transversal com abordagem qualitativa e quantitativa, para a pesquisa do grau de conhecimento sobre a humanização nos cuidados de enfermagem  no hospital Josina Machel no segundo semestre do ano de 2015.
          
  Local de Estudo

O nosso estudo foi realizado no Hospital Josina Machel Localizado  no município de Luanda distrito da Maianga Província de Luanda, limitada geograficamente:
            Norte: Rua do Primeiro Congresso do MPLA, com o Centro Nacional de Sangue Direção Nacional de Saúde Pública e adiante com o Instituto Nacional do Sida.

            SUL: Hospital Pediátrico e Morgue Central de Luanda (IMS Escola de Formação de Técnicos de Saúde de Luanda).

            LESTE: Ministério da Saúde, Serviços de Migração e Estrangeiro e o Instituto Nacional de Saúde Publicam.

            OESTE: Estrada principal da Samba e adiante as futuras Instalações da Assembléia Nacional.
É um hospital de nível terciário, e um dos maiores da África em termo de dimensão, fundada a 01 de Julho de 1883.

            O H.J.M é uma unidade com quatro pisos ocupando uma área de quatro centos mil metros quadrados num terreno de cinco hectares, de nível terciário cujo órgão de tutela é o MINSA, com boa aparência de cor creme presta serviços a pacientes de diferentes extratos sociais sem qualquer descriminação. Quanto ao fornecimento de energia é feita através da rede pública com alternativa de dois grupos geradores. Tem água canalizada, não dispondo um sistema de tratamento de lixo hospitalar (incinerados ou aterro sanitário), cujo destino é dado pela empresa responsável pela limpeza do hospital (Serviclean).

 TEM COMO:

            MISSÃO
Criar serviços com um nível técnico e cientifico equiparado universalmente que satisfaça as necessidades dos pacientes.

         VISÃO:
            Constituir-se num hospital de referência nacional e de África Austral no atendimento especializado de média e de alta complexidade.
        
         VALORES:

1 – Humanização no atendimento
2 – Respeito a diferença cultural, política, economica e social.
3 – Desenvolvimento e valorização dos recursos humanos com apoio e capacitação permanente
4 – Atuações com competência ética e profissionalismo
5 - Comunicações responsabilidade de todos
6 - Pontualidades dos compromissos
7 - Defesa da imagem histórica do H.J.M
        
         COMPETÊNCIA:

Compromisso com o atendimento humanizado e especializado de alta complexidade.
           
            ÁREAS DE SERVIÇOS

            Dispõe dos seguintes serviços: Cirurgia Pediátrica, Ortopedia Infantil, Ort Mulher, Unidade de Terapia Intensiva, Ortopedia 1-A e 1B Homens, Cir Geral, Cir Plástica, Cir Séptica, Cir Cardíaca, Cir Maxilo-Facial, Neuro Cirurgia, Otorrinolaringologia, Oftalmologia, Urologia, Colonproctologia, Banco de Urgência de Cirurgia, B.U Medicina, Medicina1 e 2, Infectologia, Neurologia, Cuidados Intermédios, Nefrologia, Serviço de Hemodiálise, Angiologia, Gastro Enteriologia, Endocrinologia, Hematologia, Serviço Ambulatório, Serviço de Imagiologia, Laboratório e Fisioterapia, albergando 577 camas reais.

         População

População é um conjunto completo de pessoas que representam determinadas características em comum. (Hulley 2008, pag46)
A população alvo do estudo é constituída por enfermeiros do HJM- Medicina 1 que trabalham diretamente com doentes internados.
A população esteve constituída por todos osenfermeiros  colocados na medicina I com um numero de 42 técnicos de enfermagem
        
Amostra

Amostra consiste num subgrupo da população selecionada para obter informações reativas a esta população (Hulley e Tal 2008). Esta deve ser representativa da população visada, ou seja, ter as mesmas características, sendo considerada, “uma replica em miniatura da população alvo” (Fortin, 2003, pag. 2002).
         
Critério de Seleção

         Como critério de seleção para definir a amostra do estudo estipula-se dois critérios:
·         Trabalhar diretamente com utentes;
·         Trabalhar em contexto hospitalar.

A nossa  amostra esteve constituída por 22 técnicos de enfermagem, dos quais 14 do gênero feminino e 8 do gênero masculino, feita deforma aleatória.
         
Critérios de Inclusão

Foram incluídos todos os técnicos de enfermagem colocados na área de medicina I que voluntariamente concordaram em participar do estudo após o esclarecimento dos objetivos.

         Critérios de Exclusão

Não fizeram parte do nosso estudo os enfermeiros afetos a outras áreas de saúde e os que não concordaram em participar do estudo.       
        
          Instrumentos de Recolha de Dados

Os dados foram colhidos através de um inquérito ( questionário), aos 22 enfermeiros da medicina 1 que efetuaram a leitura e assinatura do termo de consentimento livre e esclarecido.elaborado comperguntas dirigidas, abertas e fechadas.

         Variáveis de Estudo

Sócio demográfico - Idade, Sexo, Estado Civil, Nivel Acadêmico,
Anos de pratica e escolha da profissão

PROCEDIMENTOS ÉTICOS

O projeto foi submetido a aprovação no conselho cientifico do ISKA, que enviou um oficio a direção do HJM, que após a merecida autorização, entrou em contacto com os profissionais de enfermagem, que consultaram o termo de consentimento livre e esclarecido e aceitaram participar no estudo.

  APRESENTAÇÃO ANALISE E DISCUSSÃO DE RESULTADOS

  
DISCUSSÃO DE RESULTADOS

De modo a retirar conclusão dos resultados e as implicações que deles decorrem FORTIN(1999,P.329 Refere que:

``O investigador é levado a comprar e constatar os resultados e servir-se da teoria dos trabalhadores de investigação que tratam o mesmo fenômeno a da prática profissionalpara fazer inferência".

Através dos resultados obtidos nas entrevistas pode-se verificar que a maioria das respostas vai de encontro cm a revisão bibliográfica efetuada, embora algumas questões ficarem além das afirmações dos outros.


 DISTRIBUIÇÃO DA AMOSTRA SEGUNDO O GÊNERO MED1 NO 2º SEMESTRE DE 2015

Tabela: nº 01
Gênero
Numero
Percentagem
Masculino
8
36%
Feminino
14
64%
Total
22
100%

Fonte: Ficha de Inquérito

A distribuição dos técnicos segundo o gênero verifica-se uma amostra constituída por 14 que corresponde a 64% do sexo feminino e 8 que corresponde a 36% do sexo masculino. Este achado é concordante com outros estudos que evidenciam o sexo feminino mais frequente entre os profissionais de enfermagem quando comparado ao masculino no activo, e como confirma Pereira (2006, pag 114), a enfermagem foi sempre desenvolvida no seio de uma profissão predominantemente feminina.

 DISTRIBUIÇÃO DA AMOSTRA SEGUNDO A IDADE, MED1 NO 2º SEMESTRE / 2015
Tabela: nº02

IDADE
NUMERO
%
25-30
5
22,5%
31- 35
7
32%
36-40
3
14%
41-45
2
9%
46-50
5
22,5%
Total
22
100%

Fonte: Ficha de inquérito                   


Em relação a faixa etária, esta situa-se entre os 25 e os 50 anos de idade. De referenciar que 5 destas enfermeiras têm entre 25- 30 anos, 7 enfermeiras têm entre 31-35 anos, 3 entre 36 - 40 anos, 2 entre 41-45 anos enfim 5 entre os 46- 50 anos.


DISTRIBUIÇÃO DA AMOSTRA DE ACORDO COM O ESTADO CIVIL MED1 2º SEMESTRE/ 2015
 Tabela: nº 03

Estado Civil
Numero
%
Casado (a)
9
40,9%
Solteiro (a)
8
36,3%
Divorciado (a)
5
22,7%
Total
22
100%

Fonte: Ficha de  inquérito                     
Quanto ao estado civil é possível constatar que nove (9) que corresponde 40,9% dos profissionais de enfermagem são casados, oito (8) que corresponde 36,3% solteiros, e apenas cinco (5) que correspondem 22,7% divorciados.


 DISTRIBUIÇÃO DA AMOSTRA DE ACORDO AO GRAU ACADEMICO MED1 2º SEMESTRE/ 2015

Tabela: nº04
Distribuição da amostra de acordo ao grau acadêmico med1 2º semestre/ 2015
Grau Académico
Numero
%
Auxiliar de Enfermagem
8
36,3%
Técnicos de Enfermagem
12
54,5%
Bacharel em Enfermagem
1
4,5%
Licenciado em Enfermagem
1
4,5%
Total
22
100%

Fonte: Ficha de inquérito                    

            Concernente ao grau acadêmico este engloba oito (8) que corresponde 36,3 % auxiliares de enfermagem, doze (12) que corresponde a 54,5% técnicos de enfermagem, um (1) que corresponde 4,5% com o bacharelato de enfermagem, e apenas um (1) que corresponde 4,5% com licenciatura em enfermagem.


 DISTRIBUIÇÃO DA AMOSTRA DE ACORDO COM OS ANOS DE PRATICA 2º SEMESTRE 2015
Tabela nº05
Anos de pratica
Numero
%
1 -5 anos
7
31,8%
6 - 10 anos
5
22,7%
11 -15 anos
2
9%
16 -20 anos
5
22,7%
21 -25 anos
3
13,6%
Total
22
100%
Fonte: Ficha de inquérito                    
                                                        
Relativamente aos anos de pratica desta profissão esta vai de 5- 25 anos, sendo que sete(7) enfermeiros já trabalham entre 1-5 anos, cinco (5) enfermeiros entre 6-10 anos, duas (2) enfermeiras entre 11-15 anos, cinco (5) entre 16-20 anos e três (3) enfermeiros entre 21-25 anos.

 DISTRIBUIÇÃO DA AMOSTRA DE ACORDO A ESCOLHA DE PROFISSÃO 2º Semestre 2015
Tab: nº06
Escolha de Profissão
Numero
%
1ª Escolha
13
59%
2ª Escolha
7
31,8%
Outra
2
9%
Total
22
100%
Fonte: Ficha de inquérito                    


A escolha desta profissão foi para treze (13) que corresponde 59% de enfermeiros entrevistados a primeira escolha, entre tanto sete (7) que correspondem 31,8% ser a segunda escolha, e apenas duas (2) como sendo a ultima escolha.

   
IMPACTO DA HUMANIZAÇÃO NO H.J.M 2º SEMESTRE 2015
Tabela Nº 07


IMPACTO
Enfª feminina
Enfº masculino
%
%
%
1
Cultura de humanização
0
0
0
0
0
0
2
Dinamização de canais de comunicação
1
7,14
1
12,5
2
9,09
3
Qualidade de instalações e condições ambientais
1
7,14
0
0
1
4,54
4
Condições de trabalho no H.J.M
2
14,28
1
12,5
3
13,63
5
Relações interpessoais no trabalho
2
14,28
1
12,5
3
13,63
6
Valorização do trabalho e motivação profissional
1
7,14
0
0
1
4,54
7
Qualidade de informação dada aos doentes
1
7,14
0
0
1
4,54
8
Qualidade da assistência de enfermagem prestada
2
14,28
2
25
4
18,18

9
Nível de atendimento
3
21,46
2
25
5
22,76

10
Fluxograma de atendimento
1
7,14
1
12,5
2
9,09


Total
14
100
08
100
22
100


Fonte: Ficha de inquérito                    
Relativamente a opinião oferecida pelos vinte e dois profissionais de enfermagem sobre o impacto da humanização dos itens apresentados, 22,76 % identificaram o nível de atendimento como o de maior impacto, e os impactos da qualidade das instalações,valorização do trabalho e motivação bem como a qualidade de informação prestada aos doentes representaram uma percentagem mínima de 4,54 %. .
Querendo dizer que o impacto da humanização ainda não é entendido pelos profissionais de enfermagem da medicina 1 do H.J.M. como um principio fundamental a se ter em conta.


PRATICAS PARA FAVORECIMENTO DA HUMANIZAÇÃO 2º Semestre 2015
Tabela Nº08


Praticas

Enfª Feminina

Enfº Masculino

Total

%
%
%

1

Comunicação

2

14,29

1

12,5

3

13,6

2

Empatia

1

7,14

0

0

1

5

3

Honestidade

3

21,43

2

25

5

22,7

4

Disponibilidade

2

14,29

1

12,5

3

13,6

5

Atenção

1

7,14

1

12,5

2

9,0

6

Responsabilidade

1

7,14

1

12,5

2

9,0

7

Competência

3

21,43

1

12,5

4

18,1

8

Flexibilidade

1

7,14

1

12,5

2

9,0


Total

14

100

08

100

22

100
Fonte: Ficha de inquérito                    
Quanto a esta temática sobre práticas para favorecimento da humanização, 22,7 % dos técnicos acham que a honestidade e um dos elementos mais importantes no plano da humanização. E 5% do total acha que a empatia representa uma das necessidades dentro da humanização.
As práticas para o favorecimento da humanização só são tidas em conta pelas enfermeiras, carecendo assim de um refrescamento sobre a temática ao grupo de enfermeiros tendo em conta a importância da mesma.

DIFICULDADES NA PRESTAÇÃO DE CUIDADOS 2º SEMESTRE 2015

Tabela Nº 09


Dificuldades

Enfª Feminina

Enfº Masculino

Total

%


%


%

1

Recursos humanos

7

50

5

62,50

12

54,5

2

Espaço fisico

2

14,29

1

12,50

3

13,5

3

Higienização

1

7,14

0

0

1

5

4

Remuneração baixa(motivação)

2

14,29

0

0

2

9,0

5

Mobilidade interna

0

0

0

0

0

0

6
Não reconhecimento do profissional

1

7,14

1

12,50

2

9,0

7
Falta de formação permanente

1

7,14

1

12,50

2

9,0


Total

14

100

08

100

22

100
Fonte: Ficha de inquérito                    
Relativamente os sete itens de dificuldades na prestação de cuidados enumerados os recursos humanos representaram o maior índice com  50% do técnicos e a higienização com o menor índice representando 05 %;Quanto a mobilidade interna tivemos um nulo zero por cento.


NECESSIDADES DE ACTUALIZAÇÃO E MELHORIA DE CONDIÇÕES DO ENFERMEIRO 2º SEMESTRE 2015
Tabela Nº 10


Necessidades

Enfª Feminino

Enfº Masculino

Total

%
%
%

1

Atualização permanente

1

7

1

12,5

2

9.09

2

Formação permanente

1

7

1

12,5

2

9,09

3

Aumento de recursos humanos

4

29

1

12,5

5

22,73

4

Melhora das condições materiais e financeira do enfº

8

57

5

62,5

13

59,09


Total

14

100

08

100

22

100

Fonte:Ficha de inquérito
Concernente as necessidades de atualização e melhorias de condições 59,09% dos tecnicos corrobora na melhoria das condições materiais e financeiros. E 9% corroboram na formação e atualização permanente dos técnicos.
 Somos unânime que estes fatores são necessários para a implementação da humanização nos cuidados de enfermagem.


GRAU DE SATISFAÇÃO DOS ENFERMEIROS EM RELAÇÃO AOS CUIDADOS PRESTADOS 2º SEMESTRE 2015

Tabela Nº 11


Grau de satisfação

Enfª feminino

Enfº masculino

Total

%
%
%

1

Mau

1

7,14


0

0

1

4,54

2

Suficiente

8

57,14

6

75

14

63,63

3

Bom

4

28,58

2

25

6

27,29

4

Muito bom

1

7,14

0

0

1

4,54


Total

14

100

08

100

22

100

Fonte: Ficha de inquérito                     
Quanto aos técnicos inquiridos 63,63 % acham que o grau de satisfação é suficiente, encontrando um empate técnico entre o mau e muito bom  com 4,54%.
No desdobramento do grau de satisfação " Mau" apenas o género feminino considerou em detrimento ao género Masculino.
Também no desdobramento do grau de satisfação " Muito bom" apenas o género feminino considerou em detrimento do género Masculino.
Esperamos que a humanização efectiva elevasse mais o grau de satisfação em relação aos cuidados prestados pela enfermagem.


CONCLUSÕES

A realização desse trabalho sobre Humanização hospitalar permitiu fazer uma incursão mais profunda sobre o âmago do caráter e da personalidade do enfermeiro, no que concerne a valorização da vida e da importância etico-moral do indivíduo perante o doente.
Procurou-se  mostrar os diferentes conflitos e interesses existentes entre o elemento moral e o elemento material quando são transportados no quadro da assistência em enfermagem, onde muitas das vezes por falta de humanismo nas equipas de saúde, os resultados não tem sido os mais desejados.

A enfermagem como disciplina em evolução e em constante procura de melhoria dos cuidados prestados, com objetivo de atingir a excelência busca na investigação contributos preciosos;

De uma forma global e após análise de todas as questões de investigação, verificou se completa concordância entre toda pesquisa bibliográfica e a respectiva análise de conteúdo efetuado;

E também na apresentação e analises dos dados concluiu-se que as unidades hospitalares deveriam empenhar-se mais na formação ética deontológica e moral dos técnicos com a finalidade de se recuperar a personalidade e a cultura de um verdadeiro enfermeiro, perante o doente ou na elação deste com a família.

Verificou se que os conhecimentos dos profissionais sobre esta temática não estão totalmente eficazes, notando se uma necessidade de repensar nas práticas que levam a humanização. Os entrevistados não conseguiram identificar as práticas utilizadas para humanizar, no entanto, estas podem ser praticadas, mas os enfermeiros não as vêm com tal, conforme os resultados percentuais apresentados nas diversas tabelas ilustradas nessa obra;

Também conclui-se que a motivação é um Handicap para elevar os níveis de confiança ao trabalhador e esse por sua vez deverá responder de acordo com a relação que este mantiver com o meio envolvente no seu ambiente de trabalho. Então motivar o trabalhador vai elevar os níveis de humanização.

Para finalizar pode se dizer que esta experiência foi extremamente enriquecedora e gratificante, pois contribuiu para o desenvolvimento da investigação apesar que as dificuldades inicialmente previstas foram de fato sentidas, dada a inexperiência neste tipo de trabalho, mas no entanto foram sendo ultrapassadas com o empenho pessoal e com a colaboração, apoio e disponibilidade do orientador. Além disso, espera se que deste trabalho retire-se idéias úteis que levadas a prática possam enriquecer a prestação de cuidados de enfermagem..

            
SUGESTÕES E RECOMENDAÇÕES

 1-A Direção do Hospital Josina Machel nas suas jornadas científicas insira temas realçam a magnitude da humanização e suas vantagens
  2-A Direção de enfermagem sendo a que mais insere quadros adotar políticas de convivência salutar de respeito mutua e recíproco entre os seus integrantes para que o produto final se reflita no atendimento humanizado do utente e suas famílias.
3-Que os membros da equipa de Saúde busquem o exemplo das equipas de futebol, tanto o guarda redes, defeso. Atacantes, laterais e outros trabalham, em harmonia se uma posição falhar todos perdem o jogo.
4 - Padronizar os serviços de assistência e incutir na mente do   profissional a importância da atenção no tratamento psico-terapêutico e na resposta auto-imune no organismo quando esse é bem tratado.
5 - Capacitar os técnicos permanentemente sobre matérias ligadas a deontologia e a ética  profissional, bem como na área de educação cívico  e moral.
6 - Adequar o rácio dos profissionais de enfermagem nas unidades de saúde;


REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
  
1 – Bernardino Luis,Vicente Maria e Silva Maria (2011) Manual de Enfermagem Pediatrica.

2– Bragança Mario (2010) Os Segredos da Liderança.

3- Fernandes Almenesilda e Karila Ana (2009) Manual do Estagiario em Enfermagem.

4- Figueiredo Abilio (2004) Etica e Formação em Enfermagem.

5- Finuras Paulo(2014) Em Quem Confiamos? Valores Culturais e(des)confiança nas instituições, 1ª edição, Lisboa,março de 2014.

6- Lima Idelma, e Matão Maria (2012) Manual do Tecnico em Enfermagem.

7- Ministerio da Saúde ( MINSA), Diario da Republica 1ª Série nº 91, 15 de Maio de 2014, Despacho nº 1114/14. Humanização no Servico Nacional de Saúde- Angola.

8- Pocinho Margarida (2012) Metologia de Investigação  e Comunicação do Conhecimento Cientifico. 

9- Nova Versão Internacional 2002 - Rosa Ferreira (Biblia Sagrada).

10- Reis Francisco Firmino e Rodrigues Vítor Manuel C.P. 2002,Eclimepsi editores.

11 - Diário da República I Série - N.º 91 de 15 de Maio 2014 despacho n.º 1114/14 - programa nacional de humanização da assistância na saúde

12 - Diário da República I Série - N.º 254 de 10 de Novembro 2010 - Regime jurídico da carreira de enfermagem.


REFERÊNCIAS ELECTRÓNICAS

1- www. Ordem dos enfermeiros.pt. Conselho Internacional de Enfermagem (2001) Divulgar, Padrões de Qualidade dos Cuidados de Enfermagem, (consultado em 24-04-15).
2- www.ohchr.org/EN/Pages/welcomePage.aspx -Declaração de Salamanca
3 - https://pt.wikipedia.org/wiki/Declaração- universal dos Direitos Humanos
4 – https:/hdl.handle.net/10961/307 BALZER.J.R(2004)comunicação em enfermagem lusociencia 4.ª edição ( consultado em 22-04-15, 23h)
5 – repositorio(PDF)esenfc.pt/private indix.php nº 24 Cabral,Dinora G.C (2001) Informar revista de formação continua de enfermagem ( consultado 29-04-15 as 22h)
6 – www.sep.org.pt/seporgCoutinho,C (2005) Revista de formação continua em enfermagem( Quais motivações). ( consultado 21-04-15 as 16h)
7 – ice.mac.org/pdf/colectanea/4.pdf Heesben,W(2000)cuidar no hospital: enquadrar os cuidados de enfermagemnuma perspetiva de cuidar. Lusociençia 1.º edição (consultado 23-03-15 pag 67)
8 – www.ebah.com.br Lakatos,E,Marconi,M. (2007) Tecnicas de pesquisa. São Paulo, 6.ª edição. Editoraatlas SA.( consultado 05-05-15 as 22h pag 92)
9 – www.scm.gov.ao/diploma Minsa (2014) direitos e deveres dos doentes ( consultado 15- 06-15 as 15h e 10-07-15 as 0h)
10 – www.ese.walg/pt Pinto V.F(1996) Revista servir. Humanização e qualidade de vida. Vol44 (n.º 1 Janeiro/Fevereiro). ( consultado 26-05-15 as 0h10´ pag 12-20)
11 – bdigital.ufp.pt/bitstream Rafael.P.A.M (1994) Divulgação. A humanização nos serviços de saúde (n.º 30 Abril). ( consultado 15-04-15 as 23h 20´pag 26-33)
12 – www.edubrazuca.com.br Timby,B.K(2007).Conceitos e habilidades fundamentais no atendimento de enfermagem, Artmedeu 8.ª edição ( consultado 03-04-15 as 0h10´)
13 – bdigital.ufp.pt/bitstream Queirois,A.A (2001).Etica e enfermagem, quarteto editora, 1.ª edição ( consultado 03-04-15 as 0h40´)
14 – bdigital.ufp.pt/bitstream Neves,L.G.(2005).Informar, revista de formação continua em enfermagem,alguns constragementos atuais a humanização. (consultado 01-04-15 as 5h) 


GLOSSÁRIO
·         Altruísta: que se dedica aos outros
·         Altruísmo: amor ao outro, abnegação e filantropia.
·         Afecto: sentimento de leitura ou afeto por alguém
·         Atitude: procedimento
·         Coesão: física força com que se atraem mutuamente as moléculas de um corpo,  coerência de um pensamento, teoria discurso ou obra
·         Coisificação: personificar os objetos do pensamento
·         Coisificar:reduzir o ser humano a um objecto
·         Conexão: estado de coisas ligadas
·         Cronograma: relativo ao temporal
·         Cunho: marca, carimbo
·         Dedutivo: que parte do geral para o particular
·         Delimitação: demarcar
·         Empatia: identificação pessoal do eu com o outro, entendimento
·         Epigrafe: citação de um fragmento de texto ou capítulo
·         Estrapolar: ultrapassar, além de.
·         Feedback: realimentação
·         Forjar: moldar, dar forma, falsificar, inventar, imaginar
·         Fundamentação: dar como razão de, provar, justificar
·         Gênese: geração, origem, ponto de partida, processo pelo qual uma coisa chegou ao estado em que se encontra
·         Handicap: obstáculo ou incapacidade
·         Hipotético: que é possível mais ainda não se promove (suposição)
·         Impacto: impressão profunda provocada por uma ocorrência grave ou inesperada
·         Infortúnio: infelicidade, desgraça
·         Laico: que não é religioso, leigo
·         Mensurar: avaliar, medir
·         Metodologia: conjunto de regras e princípios empregados no ensino de uma ciência ou arte
·         Multifaceta: que tem várias faces ou vários aspectos
·         Narcismo: rever-se nos seus méritos
·         Padronizar: estandardizar, uniformizar
·         Procedimento: maneira de proceder (processo – modo de fazer uma coisa)
·         Processo: medo de fazer uma coisa
·         Rotina: pratica constante
·         Sistematizar: organizar
·         Solapado: encoberto, disfarçado, dissimulado
·         Tabu: atitudes sagradas ou impuras
·         Transcendência: excelência, superioridade, sagacidade

  
ESTATUTO ORGANICO DO HOSPITAL JOSINA MACHEL

ESTATUTO ORGÂNICO DO HOSPITAL JOSINA MACHEL
CAPÍTULO I

DISPOSIÇÕES GERAIS

ARTIGO 1º
(Noção e Natureza)

1.      O Hospital Josina Machel (Maria Pia), abreviadamente HJM, é um estabelecimento público de saúde da rede hospitalar de referência Nacional, integrado no Serviço Nacional de Saúde para a prestação de assistências médica, medicamentosa e de enfermagem, diagnóstico e terapêuticas diferenciadas à população.
2.      O Hospital Josina Machel, em conformidade com o Decreto nº 41/02, de 9 de Agosto, é uma pessoa coletiva de direito público, dotada de autonomia administrativa, financeira e patrimonial, cuja capacidade jurídica abrange todos os direitos e obrigações necessários ao cumprimento das suas atribuições.

Artigo 2º
(Missão e Visão)

O Hospital Josina Machel tem como missão e visão:
1.      Prestar atendimento humanizado e especializado a todos os utentes para promover sua reintegração digna na sociedade, com pessoal qualificado e habilitado em equipas multidisciplinares, por meio da tecnologia e logística atualizadas, contribuindo para a redução da taxa de mortalidade no país.

2.      Ser referência em atendimento humanizado e especializado na região da SADC (Southern African Development Community).

Artigo 3º
(Valores)

No desenvolvimento da sua atuação, o Hospital Josina Machel e os seus colaboradores regem-se, nomeadamente, pelos seguintes valores:
a)      Respeito das diferenças socioculturais e políticas;
b)      Humanização no atendimento;
c)      Ética e Profissionalismo;
d)     Humildade e honestidade;
e)      Capacitação permanente: valorização e desenvolvimento dos Recursos Humanos;
f)       Pontualidade nos compromissos;
g)      Comunicação: responsabilidade de todos;
h)      Defesa da imagem e história do Hospital Josina Machel.


Artigo 4º
(Atribuições)

São atribuições do Hospital Josina Machel:
1.      Assegurar a população assistência médica, medicamentosa, de enfermagem, diagnóstico e terapêutica que dela necessita.
2.      Contribuir na redução da morbimortalidade pelas doenças mais correntes nas suas áreas de jurisdição;
3.      Prestar cuidados de saúde gerais e diferenciados na área de medicina e cirurgia, aos doentes tanto inseridos localmente como transferidos das unidades sanitárias periféricas, através do sistema de referência e contra referência;
4.      Contribuir no desenvolvimento das unidades sanitárias periféricas da sua zona de jurisdição, através da retroinformação, diagnóstico e superação dos seus problemas ligados aos doentes transferidos;
5.      Promover ações que visem a melhoria da qualidade para consecução dos seus objetivos;
6.      Promover a formação e investigação em saúde e o desenvolvimento profissional dos técnicos;
7.      Realizar outras tarefas que lhe sejam incumbidas pelo órgão de tutela.

Artigo 5º
(Legislação aplicável)

O Hospital Josina Machel rege-se pelo presente Estatuto e pela seguinte legislação:

a)      Lei de Bases do Sistema Nacional de Saúde (Lei nº 21-B/92, de 28 de Agosto);

b)     Diploma de transformação em Instituto Público (Decreto nº 41/02, de 9 de Agosto);
c)      Decreto Presidencial nº 260/10, de 19 de Novembro sobre o Regime Jurídico da Gestão Hospitalar;
d)     Decreto nº 54/03, de 5 de Agosto Regulamento Geral das Unidades Sanitárias do Serviço Nacional;
e)      Regime Jurídico aplicável aos Institutos Públicos;
f)       Normas aplicáveis à Administração Pública;
g)      Outras normas especiais decorrentes das suas atribuições.

Artigo 6º
(Superintendência e Tutela)

O Hospital Josina Machel, funciona sob a superintendência e a tutela do Ministério da Saúde a serem exercidas de acordo com os artigos 10º e 11º do Decreto Presidencial nº 260/10.


CAPÍTULO II
ESTRUTURA ORGÂNICA

SECÇÃO I

ÓRGÃOS

Artigo 7º
Classificação dos Órgãos e suas naturezas

A estrutura orgânica do Hospital Josina Machel compreende os seguintes órgãos:
1.      Órgãos Unipessoais de Direção
a)      Diretor Geral
b)      Diretor Clínico
c)      Diretor de Enfermagem
d)     Diretor Pedagógico e Cientifico
e)      Diretor Administrativo

2.      Órgão Colegial de Deliberação
                          Conselho Diretivo
3.      Órgão Consultivo

              Conselho Geral

4.      Órgão de Fiscalização
   Conselho Fiscal
5.      Órgãos Colegiais de Apoio Técnico

a)      Conselho Clínico
b)      Conselho de Enfermagem
c)      Conselho Administrativo
d)     Conselho Pedagógico Cientifico
6.      Comissões Especializadas
7.      Gabinete do Utente
8.      Serviço de Admissão e Arquivo Médico-Estatístico



SECÇÃO IV
Diretor de Enfermagem

Artigo 13º
(Provimento, Regime de Trabalho e Formação Requerida)

1.      O Diretor de Enfermagem é nomeado em comissão de serviço por um período de 3 anos renováveis por despacho do Ministro da Saúde, sob proposta do Diretor Geral.

2.      O Diretor de Enfermagem deve possuir no mínimo o bacharelato em enfermagem.

3.      O cargo de Diretor de Enfermagem é incomparável com o exercício de outras funções públicas ou privadas, que colidam com as finalidades e valores que lhe são inerentes, exceto a docência e investigação.

Artigo 14º
(Competências)

1.      Ao Diretor de Enfermagem compete:

a)      Dirigir, orientar e coordenar os serviços de enfermagem, velando pela correção e qualidade técnica e humana dos cuidados prestados;

b)      Apoiar os enfermeiros responsáveis pelos serviços na elaboração e implementação de planos de trabalho e de prestação de cuidados de saúde;

c)      Coordenar a elaboração dos protocolos;

d)     Participar no processo de admissão e promoção do pessoal de enfermagem, em conformidade com a legislação em vigor sobre a respectiva carreira;

e)      Promover a atualização e valorização profissional do pessoal de enfermagem;

f)       Colaborar com a Direção do Hospital na elaboração e implementação de planos de ação no domínio da atualização e valorização do pessoal de enfermagem;

g)      Definir padrões de cuidados de enfermagem e indicadores de avaliação dos cuidados de enfermagem prestados;

h)      Presidir ao Conselho de Enfermagem;

i)        Assumir as funções que diretamente lhe delegue o Diretor Geral em relação as suas áreas de atividades;

j)        No exercício das suas funções, o Diretor de Enfermagem é coadjuvado por três supervisores, sendo um responsável pela área do internamento, outro para o ambulatório e outro para as urgências.

SECÇÃO XI
(Conselho de Enfermagem)

Artigo 27º
(Composição e Modo de Funcionamento)

1.      O Conselho de Enfermagem é um órgão de apoio técnico ao Diretor de Enfermagem que o preside e é constituído por:

a)      Supervisores de Enfermagem;

b)      Enfermeiros Chefes dos Serviços de Enfermagem.

2.      O Conselho de Enfermagem reúne-se mensalmente, por convocatória do seu presidente, sendo sempre elaborada uma ata das reuniões, contendo o resumo dos principais temas debatidos, as conclusões enunciadas e recomendações adotadas, a qual deverá ser submetida à Direção Geral.

Artigo 28º
(Atribuições)

Ao Conselho de Enfermagem corresponde o exercício das seguintes funções:

a)      Avaliar a qualidade dos cuidados de enfermagem prestados e propor as medidas que julgar convenientes para sua melhoria;

b)      Colaborar na realização dos planos de atualização profissional do pessoal de enfermagem;

c)      Colaborar com o Diretor Pedagógico e Cientifico nos planos de formação dos enfermeiros;

d)     Dar parecer sobre assuntos submetidos à sua apreciação pelo Diretor Geral;

e)      Dar parecer, quando consultado, sobre as queixas e reclamações que sejam formuladas acerca da correção técnica e profissional da assistência de enfermagem prestada aos doentes;
f)       Verificar a implementação das normas da carreira de enfermagem;

g)      Pronunciar-se sobre o cumprimento das normas de rotina de enfermagem;

h)      Aprova o plano anual e o relatório de balanço do Diretor de Enfermagem.

CAPÍTULO III
SERVIÇOS EXECUTIVOS

SECÇÃO I
Serviços Clínicos

Artigo 37º
(Classificação)

Os serviços clínicos do Hospital Josina Machel classificam-se em 4 grupos:

1.      Serviços de Urgência que compreendem:
a)      Banco de Urgência e Emergências;
b)      Triagem;
c)      Laboratório de Urgência;
d)     Bloco Operatório de Urgência.

2.      Serviços de Ambulatório que compreendem:
a)      Consultas Externas
b)      Hospital Dia
3.      Serviços de Apoio ao Diagnostico e Terapêutica que compreendem:
a)      Serviço de Patologia Clínica;
b)      Anatomia Patológica;
c)      Farmácia;
d)     Imagiologia;
e)      Hemoterapia e Banco de Sangue;
f)       Esterilização;
g)      Fisioterapia;
h)      Estomatologia;
i)        Nutrição;
j)        Psicologia;
k)      Assistência Social;
l)        Bloco Operatório Central;
m)    Bloco Operatório Cardíaca.



4.      Serviços de Internamento que compreendem:
a)      Medicina 1 e 2;
b)      Cirurgia 1 e 2;
c)      Ortopedia 1, 2 e 3;
d)     Cardiologia;
e)      Cardiologia de Intervenção (Hemodinâmica);
f)       Urologia;
g)      Neurocirurgia;
h)      Cirurgia Pediátrica;
i)        Neurologia;
j)        Nefrologia;
k)      Cirurgia Cardíaca;
l)        Gastrenterologia;
m)    Cuidados Intermédios;
n)      UTI;
o)      Hematologia;
p)      Unidade de Cuidados Coronários;
q)      Unidade de Hemodiálise;
r)       Maxilo Facial;
s)       Otorrinolaringologia (ORL)

SECÇÃO II
(Serviços de Enfermagem e sua Organização)

Artigo 42º
(Unidades de Enfermagem)

Unidades de Enfermagem são grupos de enfermeiros de todas as categorias, hierarquicamente organizados em cada serviço, assegurando os cuidados de enfermagem, o cumprimento dos tratamentos prescritos e a realização dos exames complementares necessários.

Artigo 43º
(Objetivos)

Os serviços de enfermagem têm como objetivo:
1.      Prover assistência de Enfermagem ao paciente/cliente, por meio da utilização racional de procedimentos, de normas e rotinas, bem como de tratamentos e terapêuticas especificas de enfermagem, num contexto multiprofissional.

2.      Assistir o paciente, utilizando-se de uma metodologia de trabalho fundamentalmente representada pelos planos globais ou individuais de assistência.






Artigo 44º
(Enfermeiro Supervisor)

1.      Os serviços de Enfermagem são dirigidos superiormente pelo Diretor de Enfermagem coadjuvado por:

a)      Enfermeiro Supervisor para área de Banco de Urgência;
b)      Enfermeiro Supervisor para área de Ambulatório;
c)      Enfermeiro Supervisor para área de Internamento

2.      Os Supervisores de Enfermagem são nomeados pelo Diretor Geral, sob proposta do Diretor de Enfermagem de entre enfermeiros com perfil e capacidade requeridos para o cargo.

3.      Aos Enfermeiros Supervisores compete:

a)      Colaborar com o Diretor de Enfermagem na definição dos padrões de enfermagem para a Instituição;

b)      Supervisor os cuidados de enfermagem e coordenar tecnicamente a actividade de enfermagem nas suas respectivas áreas;

c)      Participar no processo de admissão de enfermeiros e sua distribuição nos serviços, tendo em conta as necessidades quantitativas e qualitativas;

d)     Avaliar os enfermeiros Chefes e participar extensivamente na avaliação dos outros enfermeiros;

e)      Colaborar na preparação de planos de ação e respectivos relatórios das áreas e promover a utilização otimizada dos recursos, com especial relevo para o controlo dos consumos;

f)       Incrementar métodos de trabalho que favoreçam um melhor nível de desempenho do pessoal de enfermagem e responsabilizar-se pela garantia da qualidade dos cuidados de enfermagem prestados em suas respectivas áreas;

g)      Cumprir e fazer cumprir o regulamento interno de enfermagem;

h)      Promover a divulgação da informação com interesse para o pessoal de enfermagem.


Artigo 45º
(Enfermeiro Chefe)

1.      A enfermagem desenvolve as suas atividades em todas as áreas assistenciais, proporcionando de forma contínua cuidados de enfermagem aos doentes sob orientação médica e do enfermeiro chefe de serviço:

2.      Cada Serviço Clínico conta com um Enfermeiro-Chefe que é nomeado pelo Diretor Geral de entre os enfermeiros de reconhecido mérito, experiência e capacidade adequadas às funções do serviço em causa, sob proposta do Diretor de Enfermagem.

3.      Compete, em especial, ao Enfermeiro-Chefe:

a)      Programar as atividades de enfermagem, definindo as obrigações especificas dos enfermeiros e bem como do pessoal de apoio hospitalar sob sua responsabilidade;

b)      Colaborar na preparação do plano de acção, da proposta do respectivo orçamento e contribuir para a sua execução;

c)      Promover racionalmente a utilização económica dos recursos, dando particular atenção ao controlo dos consumos e motivando nesse sentido todo pessoal da unidade;
d)     Propor medidas destinadas a adequar os recursos disponíveis ``as necessidades, nomeadamente quando da elaboração de horários e planos de férias;

e)      Acompanhar a visita médica fazendo anotações e interpretar todas as indicações dadas pelo clínico;

f)       Manter a disciplina do pessoal sob sua orientação e assegurar o cumprimento integral do regulamento interno de enfermagem;

g)      Distribuir tarefas concretas aos enfermeiros em função de horário de trabalho;

h)      Propor o nível e tipo de qualificação exigido ao pessoal de enfermagem, em função dos cuidados de enfermagem a prestar;

i)        Elaborar as escalas de serviço e plano de férias dos enfermeiros e pessoal de apoio hospitalar sob sua responsabilidade;

j)        Manter informado o Supervisor sobre todos os assuntos relevantes do serviço;

k)      Elaborar e apresentar o relatório mensal, trimestral, semestral e anual ao Supervisor da sua área;

Artigo 46º
(Regulamentação)

Os serviços Enfermagem reger-se-ão por regulamentos próprios a serem aprovados pelo Conselho Diretivo.
SECÇÃO IV
FORMAÇÃO E INVESTIGAÇÃO

Artigo 59º
(Actividade docente e investigadora)

1.      O Hospital desenvolve três tipos de formação:

a)      Formação básica dos profissionais de saúde (Pré-Graduação);

b)      Formação de Pós-Graduação especializada dos profissionais de saúde;

c)      Formação contínua para o pessoal (clínico, técnico, administrativo e de apoio hospitalar);

2.      Para desenvolver as atividades de formação e investigação, o Hospital pode estabelecer acordos com os hospitais, universidades, as escolas de enfermagem correspondentes e outras instituições da área de ensino, no país e no estrangeiro.

3.      Nestes acordos, será definido o financiamento, plano e programa de estudos, o currículo de cada formação, o respectivo corpo docente, e mecanismo de certificação.

4.      A formação Especializada dos médicos rege-se pelo Regulamento dos Internatos Complementares.

O desenvolvimento do programa de investigação deve reger-se por regulamento interno próprio discutido e aprovado pelo Conselho de Direção, sem prejuízo das normas estabelecidas em legislação.

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