terça-feira, 26 de abril de 2016

A CURA QUÂNTICA - Trabalho Acadêmico by Vieira Miguel Manuel

INSTITUTO SUPERIOR POLITÉCNICO INOCÊNCIO NANGA (ISPIN)
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE
LICENCIATURA EM ENFERMAGEM


                                            








TERAPÊUTICA





CURA QUÂNTICA  



















LUANDA
2016
INSTITUTO SUPERIOR POLITÉCNICO INOCÊNCIO NANGA (ISPIN)
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE
LICENCIATURA EM ENFERMAGEM







TERAPÊUTICA I





CURA QUÂNTICA






ORLANDO ESTÊVÃO ANDRÉ PANZO





Trabalho apresentado ao Curso de Enfermagem na disciplina de Terapêutica I como requisito parcial para obtenção de notas.

Orientador: Evaristo Baptista
 
 
















LUANDA
2016
SUMÁRIO




 




A cura quântica é, essencialmente, a cura espiritual, realizada pelo pensamento que é um atributo da alma. A cura espiritual vem sendo estudada sob um prisma científico, à luz dos conhecimentos actuais, que identificam um ponto de encontro entre a ciência e a realidade da alma, através do pensamento.

Ao nos dedicarmos a conhecer a medicina quântica nos convencemos que os seres humanos são muito mais que corpo físico, e sim, sistema integrado de energia vital, onde reside nossa essência, nossa alma que impulsiona a vida. Considera-se oportuno dedicar-se parte dos estudos da Psicologia Corporal na aplicabilidade de diferentes tipos de terapias energéticas convergentes a física quântica, como também aos trabalhos da psicologia estudada por Reich no tratamento clínico, desde que não exista uma dicotomia entre físico, psicológico, espiritual e emocional. Acredita-se que nada se passa na mente que o corpo não manifeste. A consciência corporal é um caminho para cura. No momento que conscientizamo-nos de males e dores, estamos accionando o que há de mais precioso e sensível no corpo: vibração celular. E, é a partir dessa consciência que poderemos com mais habilidade intervir nas couraças proporcionando o equilíbrio do corpo, mente, espiritualidade e emoção.







A física clássica teve um grande impulso a partir de Descartes que enunciou o método que sintetizou os princípios do reducionismo, mecanicismo e racionalismo, relegando a consciência a um plano secundário. A partir de então se passou a considerar o corpo como uma máquina e a razão separada do corpo. O cientista já admitia que o mundo físico externo é composto de uma parte macro e outra micro, onde esta última aglomera-se para criar a macro, acrescentando ainda que existia um mundo mental interno. O filósofo francês defendeu também que o homem não tem consciência directa de sua existência (LIIMAA, 2009).

Com o tempo a evolução do conhecimento demonstrou que as verdades do estudioso francês não eram absolutas.

O físico alemão Max Planck em 1990 desenvolveu a física quântica que veio incrementar a física propondo um novo olhar sobre os objectos dessa ciência. Sob essa óptica a matéria só pode emitir ou absorver energia em pequenas unidades chamadas quanta e a partir deste princípio pode-se descrever as propriedades dinâmicas das partículas subatómicas e as interacções entre a matéria e a radiação. Em sequência Werner Heisenberg, Paul Dirac e Edwin Schrödinger incrementaram esse ramo com o desenvolvimento do princípio da incerteza no qual partículas minúsculas não possuíam mais posição nem velocidades definidas. Isto cresce numa proporção directa, quanto mais indeterminada for a velocidade mais indeterminada será a posição da partícula (HAWKING, 2002).

Na mesma linha revolucionária da física, Einstein desenvolveu a teoria da relatividade que, entre outras implicações, trouxe à ciência a idéia de que a matéria e a energia são equivalentes (E=mc2) e que existe a possibilidade da curvatura da linha espaço-tempo a sua volta.

Mais tarde a teoria electrodinâmica quântica unificou os conceitos da relatividade e da teoria quântica, no que diz respeito à interacção entre electrões, positrões e a radiação electromagnética. Nos últimos anos, Stephen Hawking tem encabeçado um movimento que tem se dedicado a integrar por completo a mecânica quântica com a teoria da relatividade.

Essa revolução trouxe ao mundo da física clássica determinística a idéia das possibilidades nos conceitos e teorias tratadas sob sua óptica. A área tradicional tem como característica ser materialista reducionista, onde tudo pode ser reduzido a partículas elementares de matéria e suas interacções, e os objectos possuem movimentos determinados por leis e condições iniciais. A estes conceitos foi acrescida a idéia de que os objectos podem ser descritos também como ondas de possibilidade, assim podem estar em dois ou mais lugares ao mesmo tempo.

Partindo-se do princípio de que os objectos são ondas de possibilidade, para a física quântica, toda matéria, física ou subtil, apresenta uma determinada frequência e os eventos se processam em saltos quânticos, não-localizados, num comportamento ainda não previsível pelos estudos actuais. Aqui deve ser ressaltado que no meio físico-micro, de possível verificação, as ondas de possibilidade são muito lentas quase tocando a certeza.

O corpo físico tem sua substancialidade estrutural, é um corpo individual, já o vital é funcional mantendo a natureza subtil mesmo nas suas manifestações. Isto pode ser evidenciado no caso do membro fantasma, no qual o homem sente o membro mesmo depois de amputado.

Os corpos físicos e vital (mental e supranatural) são constituídos de substâncias diferentes que correm em paralelo, sendo esta situação mantida pela consciência. Neste contexto considera-se a substância como possibilidades, cuja manifestação só ocorre pelo colapso.

A mente é a possibilidade da consciência que permite a expressão do pensar e a matéria é a possibilidade colapsada, compreendida aqui como limitação de expressão. Por definição, consciência é a faculdade de compreender as relações das coisas, que toma em cada indivíduo certos valores e formas (CARREL) e também reconhecer valores dando-lhes significado. Esse processo, que se dá no cérebro através de estruturas microscópicas, também faz parte do grupo de estudo da física quântica.

O universo nesta visão é uno e a limitação está no indivíduo. Quando esta limitação é transcendida, a existência é percebida de maneira diferente e o sentimento de identidade muda. Nesse momento se vivencia o cosmos como algo unificado e não uma forma física isolada e separada de todo o resto (WHITE;1997).

O ser é uma série complexa de energia em equilíbrio dinâmico. A matéria física está em equilíbrio com os campos de dimensões superiores do espaço-tempo negativo sendo de frequências mais elevadas - etéreas, astrais, mentais, causais - proporcionando a personalidade informações energéticas, estrutura e conhecimento superiores provenientes da fonte espiritual. Esse arranjo possibilita um veículo de expressão para a alma poder se desenvolver através de experiências nos mundos materiais (GERBER, 1988).


Nas ciências, os conceitos e os valores largamente utilizados estão chegando a saturação, tornando o actual modelo limitador inadequado para lidar com os problemas e questionamentos que ora se apresentam. Isso leva a crer que se está trabalhando com uma visão de mundo obsoleta. Também se verifica o crescimento de um movimento que vem construindo um novo paradigma e uma nova linha de estudo. Pesquisadores da ciência, de movimentos sociais e de redes alternativas vêm desenvolvendo uma linha de pensamento, na qual uma nova idéia de realidade pode transformar as bases das tecnologias, sistemas económicos e instituições sociais construídas sob o antigo paradigma. Pode-se dizer que está havendo um retorno ao modelo que dominou a cultura por vários séculos antes da concepção mecanicista do universo e do corpo humano, e que considera a vida como uma eterna competição. Essa perspectiva, que enfoca uma visão holística de mundo, vem estimulando o estudo de todo o complexo em lugar da análise de suas partes. (CAPRA, 1983).

A biologia também vem sofrendo essa influência. Observa-se a necessidade de revisão, já que a separação dos seres vivos de seu ambiente e a segmentação, sob a qual vem desenvolvendo seus conceitos, é uma visão meramente ilusória que distorce os resultados das pesquisas. A idéia do organismo-máquina, na qual esse ramo da ciência está sustentado, retira do homem a capacidade da escolha, reduzindo a sua vida a uma existência determinística.

O modelo redutivista do dualismo cartesiano separa matéria do espírito, objecto exterior do ego interior, cérebro de consciência. Essa base filosófica se mostra incompleta quando o enfoque se dá na experiência fenomenológica directa.

Teorias levam a crer que a vida se originou na Terra há 4 bilhões de anos, nos oceanos que cobriam o planeta. Isto em decorrência de colisões aleatórias entre átomos que formaram macro moléculas capazes de se reproduzir e de se reunir em estruturas ainda mais complexas.

O DNA, base de toda a vida na Terra, surgiu como estrutura molecular altamente elaborada há 3,5 bilhões de anos e até hoje vem evoluindo e tornando-se mais complexo (HAWKING, 2002).

Os sistemas vivos são sistemas abertos tanto do ponto de vista material quanto do energético. Eles utilizam constantemente matéria e energia para produzir, reparar e perpetuar a si mesmos. Devido às condições do ambiente que o cerca, os sistemas promovem a criação de novas estruturas e novas formas de organização que os levam ao desenvolvimento e à evolução (CAPRA, 2005).

A vida não evolui em progressão mas num movimento pendular, movimentos opostos, às vezes aparentemente contraditórios de avanço e retrocesso (WHITMONT, 1989). Isso é resultado da interacção energética que mobiliza o universo sendo responsável pelo comportamento dos seus elementos. Verifica-se que a evolução biológica não trilha um caminho linear, e que o retrocesso faz parte do processo.

A vida está directamente ligada à rede que constitui o padrão básico de organização de qualquer sistema vivo. O ecossistema se arruma na forma de cadeia alimentar, no qual os organismos são órgãos e sistemas de órgãos formados por células e mais ainda, as células são redes de moléculas. Isso demonstra que onde há vida há rede, que é o padrão comum da existência. Também há de ser ressaltado que essas redes não são somente estruturais e materiais, mas funcionais de relação entre vários processos (CAPRA, 2007).

A essência do ser é uma força maior universal que algumas correntes de pensamento chamam de alma. A alma possui vários corpos, um visível e outros invisíveis à visão ordinária com os quais se relaciona com os mundos mental e emocional (LEADBEATER, 1980) devendo, por isso, serem objecto de pesquisa quando se busca o entendimento do complexo ser humano.

Enquanto a biologia trata da matéria, as religiões e correntes filosóficas trabalham os aspectos do ser relacionados à alma, espírito, força vital, mente, considerando que esses elementos compõem a entidade energética-espiritual. Sabe-se que ambas fazem parte de um único sistema e que a entidade energética-espiritual se sobrepõe a parte orgânica-material, além do que é atribuído ao elemento imaterial a característica de eternidade e imortalidade, contrapondo-se a existência limitada e passageira do corpo material (TEIXEIRA, 2000).

Com essa percepção leva-se a compreender que os organismos funcionam de acordo com os comandos e estímulos, muitos decorrentes do mundo externo. Internamente o gestor das funções orgânicas se localiza em uma esfera superior a esfera mental – supramental, que é o reservatório de leis do movimento e das funções vitais, havendo uma gama de matrizes vitais das quais a consciência pode recorrer para fazer a reconstrução da mesma força vital.

O salto quântico de oportunidade para o supranatural é o instrumento que se usa na escolha de uma nova matriz mental a fim de fazer o ajuste no novo contexto. Isso permite a criação de modelos para accionar os órgãos físicos ou mesmo reconstruí-los a fim de que executem a função vital exigida (GOSWAMI, 2006).

Pode-se por fim dizer que “os seres humanos são sistemas dinâmicos de energia que reflectem os padrões evolutivos do crescimento da alma" (GERBER, 1988 p.411). A consciência humana está em constante processo de aprendizagem, evolução e desenvolvimento, e a medida que o processo se dissemina há uma transformação em toda a espécie humana. Não se pode falar acerca da natureza sem ao mesmo tempo falar dos homens.


A medicina quântica trata a doença visualizando todos os níveis envolvidos, tentando analisar todos os movimentos em todos os cinco corpos ampliando assim o campo da cura e em decorrência promovendo uma cura mais ampla e eficaz.

O pensamento quântico e a idéia de consciência facilitam a compreensão da saúde integral.

Segundo Goswami (2006) o médico quântico é um praticante da medicina que reconhece as falhas de um mundo decorrente do pensamento determinista newtoniano, vivenciando a mensagem da física quântica em sua prática. A formação desse novo profissional deve ser baseada na idéia da teia interdependente, interactiva entre as partes em si e entre elas e o todo.

A medicina quântica pode ser dividida em 3 grupos principais. Aquele que entende que a mente está cima do corpo físico; o que acredita numa força vital como sendo a motriz da estabilização da existência do ser, sendo responsável pelo enfermamento e consequentemente instrumento da cura e por fim o grupo que considera a existência de um espírito não-físico como agente de cura (GOSWAMI, 2006).


O significado da doença é construído internamente a partir das orientações elaboradas pela dominação ideológica vivenciada, exprimindo então as contradições decorrentes da sua elaboração, explicitando a dificuldade de uma sintonia entre os preconceitos e as vontades (MONTERO, 1989).

A medicina habitualmente considera a doença como um processo de desgaste. Por este raciocínio, o homem assim como uma máquina sofre desgaste e por isso necessita reparar as partes avariadas ou desgastadas. Este conceito está na concepção mecanicista do mundo já que todos envelhecem, desgastam-se e eventualmente morrem.

A doença deve ser entendida como um processo dinâmico, com passado presente e futuro, tendo assim desenvolvimento. Nesse contexto também se pode observar três etapas em sua evolução – sensorial, funcional e orgânica -, sendo que uma fase se infiltra na outra havendo uma difícil separação no quadro real.

Partindo-se do princípio de que a saúde vem da harmonia do fluxo da energia vital, a doença decorre da perturbação no fluxo e vibração desta energia. Estas influências podem advir de outras formas de energia como físicas – calor, radiação, vibração, etc. – Químicas – tóxicos, medicamentos, alimentos, etc. – Biológicas – contágio de microrganismos – e psíquicas – frustrações, alegrias, emoções, conflitos, etc. (BAROLLO, 1996).

A debilidade ou adoecimento resulta, do ponto de vista energético, em uma situação de desequilíbrio, onde há oscilação numa frequência diferente da frequência padrão, sendo esta nova situação menos harmoniosa. Este novo quadro reflecte o estado geral do desequilíbrio energético celular no corpo físico. Quando isso ocorre o indivíduo altera o modo energético com o objectivo de retornar ao padrão basal, o qual permite que o sistema imunológico defenda com eficácia o organismo. Caso não consiga, será necessária a aplicação de certa dose de energia subtil para que o complexo bioenergético passe a ressoar no modo vibracional apropriado a eliminar as toxinas da doença.

A doença muitas vezes reflecte simbolicamente os estados internos de intranquilidade emocional, bloqueio espiritual e desassossego. As influências externas produzem efeitos negativos mas só conseguem causar o adoecimento caso haja susceptibilidade do homem. Os sistemas energéticos subtis traduzem os problemas emocionais e espirituais em debilidades fisiológica que podem terminar em adoecimento.

A doença manifesta é a tradução da restrição do fluxo natural da consciência criativa e energias vitais subtis através dos complexos multidimensionais corpo-mente-espírito. A área onde está afectada a energia deve ser equilibrada para atingir o estado permanente de saúde.

A terapia quântica fundamenta-se na premissa de que a doença, antes da manifestação de sintomas e sinais e possibilidade de ser diagnosticada pelas técnicas disponíveis na medicina convencional, já está presente no desequilíbrio do nível informativo e das correntes de energia no corpo humano. Nesta fase inicial em que as modificações são primordialmente a nível energético, já surgem as primeiras mudanças morfológicas da célula, processo que resulta no surgimento dos sinais e sintomas que caracterizam a doença. Na medida em que se restaura o potencial enérgico da célula, o equilíbrio retorna e consequentemente a doença desaparece. Esta lógica possibilita a medicina quântica a agir na prevenção de enfermidades assim como na cura da maioria das doenças.


Cura, healing na língua inglesa, tem a mesma raiz etimológica de totalidade wholeness, do que se conclui que cura se coaduna com totalidade. A doença, por outro lado, é o pensamento ilusório de que se está separado do todo, daí a cura se dá pelo reconhecimento de que esta separação é imaginária e a consciência do todo, retomando a unidade, é caminho a ser tomando quando se pretende anular a enfermidade.

Na abordagem quântica a doença é concebida como uma criação do próprio paciente, sendo traduzida como uma expressão de incongruência física ou mental, dependendo de onde se manifesta. O pensar, o agir e o falar harmónicos fazem com que a mente, as energias vitais e a representação física actuem em concordância e isso se dá com a inteligência supranatural que actua no campo subtil. Daí se tem na doença a oportunidade para trabalhar essa inteligência, promovendo a cura através do salto quântico que harmoniza o ser. Hipócrates já defendia que physis equivalia à força natural de cura governando as funções orgânicas (DIAS, 2001).

Diante disso conclui-se que o doente pode dar um significado positivo ou negativo a enfermidade.

A experiência adquirida com o processo de adoecimento provém da consciência, através do seu comportamento supranatural, e a utilização do mecanismo em busca do reequilíbrio decorre da escolha do novo contexto para que a mente processe o significado das emoções e a descoberta do que é preciso para o salto ou saltos quânticos necessários para o processamento da cura.

A doença mente-corpo traduz-se em distúrbios físicos em decorrência à desarmonia oriunda do campo mental reflectindo no físico. Assim, em muitos casos só a mudança no contexto do processamento do significado pela mente já rearruma as vibrações trazendo a cura física. Por esta linha de pensamento o domínio supranatural da consciência possibilita a cura, mas para que esse domínio ocorra é necessário também um salto quântico para o nível supranatural, salto descontínuo como ocorre em todo processo quântico (GERBER, 1988 e W. CARVALHO, 2009).

A mente e as energias vitais são aceitas como base original das doenças, devendo por isso a cura partir delas, tornando o processo mais longo porém com resultados mais duradouros.

A cura é entendida e trabalhada de forma quando se vislumbra o quadro sob a óptica da medicina ocidental e sob o prisma das práticas integrativas. Em geral, a práticas não convencionais trabalham uma abordagem totalizante para abranger aspectos físicos, emocionais, mentais e ambientais que, de forma simultânea, estão envolvidos no processo. A medicina ocidental objectiva a identificação e combate dos agentes das doenças, para obter o retorno às funções normais do corpo e consequentemente à saúde. Assim, o ato de curar pode ser visto como guerra ou como harmonização dependendo do ponto de vista da escola escolhida.

Vários são os caminhos na busca desta reintegração da unidade dependendo da base de sua conduta. A medicina dos chacras procura desobstruir os chacras, fazendo com que a energia volte a fluir. A yoga busca integrar o corpo físico, o corpo energético e o corpo mental fazendo com que o ego se integre ao todo quântico. A ayurveda, a homeopatia e a medicina natural chinesa usam a energia vital como agente envolvido no processo de cura do corpo. Na actual sociedade que elegeu a ciência e a técnica como orientadoras específicas de todos os fenómenos, são considerados estranhos aqueles que acreditam e trabalham em busca da "cura mágica" (GERBER, 1988).

No campo subtil deve-se ir em busca do equilíbrio dos corpos vital, mental e supranatural, a visão do não palpável para se atingir a cura.

A higiene tanto se processa no campo físico como no vital e mental, a psicóloga Uma Goswami (citada por GOSWAMI, 2006) dispões que as emoções são mais contagiosas que as bactérias e os vírus.

A nutrição também se processa nos dois campos já que os pensamentos positivos alimentam os corpos subtis de maneira benéfica enquanto os negativos o deixam depreciado. Isto pode ser traduzido pela boa literatura, música, poesia e outras artes. O exercício na área mental se dá pelo relaxamento, o controle mental e a concentração.

A maioria das abordagens ortodoxas da cura parte do princípio de que o homem é uma máquina complexa, seguindo os princípios newtonianos. Por outro lado a medicina quântica vê o homem como um organismo multidimensional constituído de sistemas físico-celulares em interacção dinâmica com complexos campos energéticos reguladores. Assim, a instrumentalização da medicina vibracional além do uso de drogas e procedimentos físicos para trabalhar células e órgãos como o faz a newtoniana, ela busca a manipulação dos campos energéticos subtis.

Os remédios vibracionais como elixires de pedras, florais e medicamentos homeopáticos são produzidos a partir de substâncias biológicas ou minerais e usam as propriedades de armazenamento de energia da água para transferir ao paciente a quantidade de energia subtil de frequência específica objectivando a promoção da cura nos vários níveis do indivíduo (GERBER, 1988).

A água, veículo universal, pode carregar energias subtis dos cristais e vibrações puras da luz proporcionando outras fontes de cura energética - elixires de pedras e de tintura das cores.

No caso das cores o processo de cura só se dá quando a ressonância da frequência de certas cores for compatível com a de determinados chacras, assim elas energizam e reequilibram os chacras que eventualmente estejam bloqueados ou com alguma anormalidade por um processo de doença. Quando o chacra defeituoso é reequilibrado o fluxo normal de energia para o sistema do órgão doente é restabelecido (LEADBEATER, 1980).

Os sistemas eletroacupunturais como máquina de Voll são úteis para fazer o casamento das frequências subtis das diversas essências vibracionais com os estados de doença e desequilíbrio específico (GERBER, 1988).

A ampliação da visão investigativa sobre o funcionamento dos organismos, fazendo incluir o mundo subtil, faz nascer um arsenal de instrumentos que em conjunto com as ferramentas disponíveis na medicina ortodoxa amplia as possibilidades de sucesso na busca e manutenção da saúde no planeta.









De acordo com conteúdo apresentado acima, cheguei a conclusão que a cura é um processo estabelecido pelo corpo de dentro para fora. A disposição mental. E a intenção e o desejo podem ser percebidos por todas as células. Que passam a actuar visando à cura e a esse processo conferimos o nome cura quântica que por sua vez cura quântica é um sistema de tratamento energético que recorre à energia universal no processo de cura, uma vez que ao restabelecer o equilíbrio energético do paciente influi directamente na sua saúde. 





BAROLLO, Célia Regina. Aos que se tratam pela Homeopatia. 8. ed. revisada e ampliada. São Paulo: Robe, 1996.

CARREL, Alexis. O Homem esse desconhecido. Porto: Educação Nacional, 2002.

CAPRA, Fritjof. O tao da física. Um paralelo entre a física moderna e o misticismo oriental. 2. ed. São Paulo: Cultrix, 1983.

CAPRA, Fritjof. A Teia da Vida: uma nova compreensão científica dos sistemas vivos. São Paulo: Cultrix, 1996.

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DIAS, Aldo Farias. Fundamentos da Homeopatia: Princípios da Prática Homeopática -
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GERBER, Richard. Medicina Vibracional: Uma Medicina para o Futuro. São Paulo: Cultrix, 1988.

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HAWKING, Stephen. O universo numa casca de noz. 6. ed. São Paulo: Arx, 2002.

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MONTERO, Paula. Da Doença à Desordem. A magia na Umbanda. Rio de Janeiro: Opus, 1989.

TEIXEIRA, Marcus Zulian. A Natureza Imaterial do Homem: Estudo comparativo do vitalismo homeopático com as principais concepções médicas e filosóficas. São Paulo: Petrus, 2000.

WHITE, John (org.). O mais elevado estado da consciência. São Paulo: Cultrix-Pesnamento, 1997.

WHITMONT, Edward C. Psique e Substância: a homeopatia á luz da psicologia junguiana. São Paulo: Summus, 1989.





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