sexta-feira, 8 de abril de 2016

ITS PROVOCADAS POR AGENTES VIRAIS - Trabalho eleaborado por Vieira Miguel Manuel

INSTITUTO SUPERIOR POLITÉCNICO INOCÊNCIO NANGA (ISPIN)
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE
LICENCIATURA EM ENFERMAGEM


                                            





ENFERMAGEM EM DOENÇAS TRANSMISSÍVEIS





ITS PROVOCADAS POR AGENTES VIRAIS





















LUANDA
2016

     



INSTITUTO SUPERIOR POLITÉCNICO INOCÊNCIO NANGA (ISPIN)
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS HUMANAS
LICENCIATURA EM ENFERMAGEM




ENFERMAGEM EM DOENÇAS TRANSMISSÍVEIS





ITS PROVOCADAS POR AGENTES VIRAIS
- HIV/SIDA E HERPES GENITAL





MARIANA JÚLIA M. ZUNZA
SUZANA DOMINGOS FUAFUA
FREDERICO COSTA
WILSON SAMUEL






Trabalho apresentado ao Curso de Enfermagem na disciplina de Enfermagem em Doenças Transmissíveis como requisito parcial para obtenção de notas.

Orientadora: Guilhermina Guilherme
 
 













LUANDA
2016

SUMÁRIO





As infecções sexualmente transmissíveis (IST) ou Infecções Transmissíveis Sexualmente (ITS) continuam a ser um importante problema de saúde pública, com enorme significado em muitas partes do mundo. Crê-se que as IST agudas tenham uma elevada incidência em muitos países. A incapacidade de diagnosticar e tratar as IST numa fase inicial pode ter como resultado complicações e sequelas graves, incluindo infertilidade, perda fetal, gravidez ectópica, cancro anogenital e morte prematura, bem como infecções em recém-nascidos e lactentes. Os gastos dos indivíduos e das nações no tratamento das IST podem ser substanciais.

O surgimento do VIH e da SIDA chamaram mais as atenções para o controlo das IST. Há uma forte correlação entre a difusão das IST convencionais e a transmissão do VIH, tendo-se descoberto que as IST, ulcerativas ou não ulcerativas, aumentam o risco da transmissão do VIH por via sexual. O surgimento e difusão da infecção por VIH e da SIDA vieram também complicar o tratamento e controlo de outras IST. Ora, temos como objecto principal neste trabalho falarmos acerca das IST provocadas por agentes virais.

As infecções sexualmente transmissíveis (ITS) estão entre os problemas de saúde pública mais comuns em todo o mundo. A adolescência compreende um período de grande vulnerabilidade às IST, fato justificado, pois muitos adolescentes iniciam a vida sexual quando ainda apresentam pouco conhecimento sobre as mesmas, tendo uma visão equivocada sobre o risco pessoal de adquiri-las. Esse período é marcado por mudanças anatómicas, fisiológicas, psíquicas e sociais. O presente trabalho vai retratar, quanto à ITS virais do HIV/Sida e a Herpes Genital, da epidemiologia, etiologia, quadro clínico, diagnóstico, seus tratamentos, complicações apresentadas e até mesmo assistência da enfermagem prestada para os pacientes com essas patologias.




Infecções sexualmente transmissíveis também conhecidas por IST, são doenças infecciosas que se transmitem essencialmente (porém não de forma exclusiva) pelo contacto sexual. Antigamente eram denominadas de doenças venéreas. O uso de preservativo (camisinha) tem sido considerado como a medida mais eficiente para prevenir a contaminação e impedir a sua disseminação.


O VIH é um vírus bastante poderoso que, ao entrar no organismo, dirige-se ao sistema sanguíneo, onde começa de imediato a replicar-se, atacando o sistema imunológico, destruindo as células defensoras do organismo e deixando a pessoa infectada (seropositiva), mais debilitada e sensível a outras doenças, as chamadas infecções oportunistas que são provocadas por micróbios e que não afectam as pessoas cujo sistema imunológico funciona convenientemente. Também podem surgir alguns tipos de tumores (cancros).

A SIDA é provocada pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH), que penetra no organismo por contacto com uma pessoa infectada. A transmissão pode acontecer de três formas: relações sexuais; contacto com sangue infectado; de mãe para filho, durante a gravidez ou o parto e pela amamentação.


O herpes genital é uma doença sexualmente transmissível (DST) causado pelo vírus herpes simplex. O herpes genital é habitualmente transmitido nos períodos de doença activa, ou seja, quando há lesões visíveis na região genital. Porém, mesmo nos períodos de remissão da infecção, quando não existem úlceras ou bolhas visíveis, podem haver vírus nas secreções genitais de homens e mulheres, o que favorece o contágio.


As ITS virais são doenças causadas por vírus. Estes vírus são essencialmente transmitidos por contacto sexual. Este pode ser vaginal, anal ou oral, mas não requerem apenas que fluidos sejam passados de um parceiro para o outro. As ITS virais não podem ser totalmente curada, mas podem ser controladas ao ponto em que mal são notadas.

Apesar dos tipos mais comuns de infecções virais como o herpes genital e as verrugas, serem improváveis de ser perigosas, o VIH tem o potencial de causar complicações muito graves. Tal como as ITS bacterianas, as ITS virais podem não ser notadas ao início, mas o herpes genital e as verrugas podem começar a causar sintomas visíveis como as verrugas dentro e fora da zona genital e ânus (verrugas genitais) ou as vesículas tipo rash cutâneo, acompanhadas de desconforto (herpes genital). O herpes genital pode causar surtos esporádicos que desaparecem passado algum tempo.

ITS virais comuns incluem:

·         Herpes genital (causado pelo vírus do herpes simplex tipo II)
·         Verrugas genitais (causadas pelo vírus do papiloma humano, ou HPV)
·         VIH (causado pelo vírus da imunodeficiência humana)


As ITS são agravos de grande importância para a saúde pública, estando entre os dez principais motivos de procura por serviços de saúde no mundo, segundo a OMS. A repercussão de suas sequelas em ambos os sexos, como o aumento da morbimortalidade materna e infantil, do câncer genital e pelo papel facilitador da transmissão sexual do HIV estão bem documentados, evidenciando a relevância deste grupo de enfermidades. O reconhecimento dos dados epidemiológicos é relevante, pois demonstra a necessidade de desenvolver métodos que objectivem a interrupção da cadeia de transmissão de forma efectiva e imediata.

Como referido anteriormente, é conhecido que as ITS estão entre as principais facilitadoras da transmissão do HIV. A via de transmissão deste vírus é predominantemente sexual e as estatísticas actuais mostram que o contingente de portadores do HIV tem se estendido por faixas etárias cada vez mais baixas. De acordo com dados recentes do Ministério da Saúde, nos indivíduos com 13 anos ou mais de idade, a transmissão pela via sexual do HIV correspondeu a 94,9% e 97,4% em homens e mulheres, respectivamente.

Com relação à hepatite C (HCV), a transmissão sexual é pouco frequente e ocorre, principalmente, nos indivíduos com múltiplos parceiros e com pratica sexual de risco (sem uso de preservativos). Segundo o Ministério da Saúde, em 2011, a soro-prevalência do HCV na população geral foi de 1,38%, sendo 0,75%, na faixa etária entre 10 e 19 anos. Esses dados demonstram que os adolescentes representam uma parcela da população com elevada susceptibilidade à infecção pelos HBV e HCV. Este fato ocorre em função da adopção de comportamentos de risco, sinalizando a necessidade de programas preventivos, os quais devem ser instituídos com base no conhecimento da situação epidemiológica e da dinâmica de transmissão.

O vírus do papiloma humano (HPV) é considerado uma importante infecção de transmissão sexual com repercussão mundial. As adolescentes sexualmente activas apresentam as taxas mais altas de infecciones por HPV, variando entre 50 e 80%, a partir de dois a três anos do início da actividade sexual.

O vírus herpes simples (HSV) é considerado uma pandemia sem precedentes, disseminando-se por todo o mundo. Estudos soroepidemiológicos confirmam que mais de 90% da população, em geral na quarta década de vida, possui anticorpos séricos contra pelo menos uma das cepas do HSV. A infecção pelo HSV-1 (principal agente do herpes extra genital) tem-se tornado cada vez mais precoce na população, estando presente na forma latente em indivíduos cada vez mais jovens. O aumento na incidência da infecção herpética genital pelo HSV-1 é, também, tendência mundial e foi demonstrado como agente causal de 28,5% das ulcerações genitais de certas populações. O HSV-2 é o agente preponderante nas formas perigenitais e sua prevalência aumenta com a idade, com incremento cumulativo após a puberdade.

Apesar de, em Angola, não haver dados consistentes por subnotificação sobre a prevalência das ITS nos adolescentes ou noutras faixas etárias, os dados disponíveis a partir de muitos estudos epidemiológicos que são realizados em serviços que atendem às ITS ou grupos seleccionados nos sugerem a magnitude deste grupo de enfermidades nesta população.


A classificação abaixo procura relacionar as principais ITS com o agente etiológico viral.

·         Herpes simples: herpes genital primário/recorrente, meningite asséptica, herpes neonatal, aborto espontâneo, parto prematuro.
·         Vírus da hepatite B: hepatite aguda /crónica /fulminante, carcinoma hepatocelular primário.
·         Vírus da hepatite A: hepatite A.
·         Papovavírus: condiloma acuminado, papiloma laríngeo, neoplasia intraepitelial cervical, carcinoma do colo uterino.
·         Vírus do molusco contagioso: molusco contagioso genital.
·         Citomegalovírus: infecção congênita, mononucleose infecciosa.
·         HIV - AIDS.


O grupo das Infecções Transmissíveis Sexualmente é bastante heterogêneo, por isso os sintomas são muito variados. De modo didáctico, amos dividir o quadro clínico das ITS em 2 grupos: HIV/SIDA e Herpes Genital.


Os primeiros fenômenos observáveis para Aids são fraqueza, febre, emagrecimento, diarréia prolongada sem causa aparente. Na criança que nasce infectada, os efeitos mais comuns são problemas nos pulmões, diarréia e dificuldades no desenvolvimento.

Fase sintomática inicial da Aids: candidíase oral, sensação constante de cansaço, aparecimento de gânglios nas axilas, virilhas e pescoço, diarréia, febre, fraqueza orgânica, transpirações noturnas e perda de peso superior a 10%.

Infecção aguda da Aids: sintomas de infecção viral como febre, afecções dos gânglios linfáticos, faringite, dores musculares e nas articulações; ínguas e manchas na pele que desaparecem após alguns dias; feridas na área da boca, esófago e órgãos genitais; falta de apetite; estado de prostração; dores de cabeça; sensibilidade à luz; perda de peso; náuseas e vómitos.


Muitas vezes, as pessoas não sabem que foram infectadas com os vírus do herpes genital, porque é comum que a doença não manifeste sinais ou sintomas. Mas pode acontecer de a pessoa presenciar alguns sintomas característicos:

·         Dores e irritação que surgem de dois a dez dias após o contágio.
·         Manchas vermelhas e pequenas bolhas esbranquiçadas que costumam surgir dias após a infecção.
·         Úlceras na região dos genitais, que podem até mesmo sangrar e causar dor ao urinar.
·         Cascas que se formam quando as úlceras cicatrizam.

Nos primeiros dias após o contágio, a pessoa infectada pode apresentar sintomas muito parecidos com os da gripe:

·         Apetite reduzido
·         Febre
·         Mal-estar geral
·         Dores musculares na parte inferior das costas, nádegas, coxas ou joelhos.

As feridas características do herpes genital surgem imediatamente quando o vírus entra no organismo. Você pode espalhar a ferida tocando-a e, depois, passando as mãos por outras partes do corpo.

Herpes genital pode causar feridas no pênis, saco escrotal, coxas e na uretra, bem como na vagina, vulva e colo do útero. Feridas também podem aparecer nas nádegas, boca e no ânus.

Uma segunda crise pode aparecer semanas ou meses depois da primeira. Essa crise é quase sempre menos grave e de menor duração que a primeira. Com o tempo, o número de crises pode diminuir.

Uma vez que uma pessoa é infectada, no entanto, o vírus se esconde nas células nervosas e permanece no corpo. O vírus pode permanecer "dormente" (adormecido) por um longo período (chamado de latência).

Os ataques podem acontecer com pouca frequência, como uma vez por ano, ou com tanta frequência que os sintomas parecem ser contínuos. As infecções recorrentes em homens normalmente são mais moderadas e duram menos que nas mulheres.


A maioria das ITS pode ser diagnosticada por um exame local pelo médico. Exames de sangue e culturas de secreções retiradas das áreas genitais podem também identificar o agente causador da doença

O diagnóstico e testes para ITS podem envolver:

·         Exame pélvico e físico. O médico pode procurar por sinais de infecção.
·         Exame de sangue.
·         Teste de urina.
·         Amostra de fluido ou tecido.


Um exame físico muitas vezes basta para o diagnóstico. Mas o médico pode optar também por realizar alguns exames para certificar-se de que acertará no diagnóstico, como:

·         Cultura de vírus: neste procedimento, o especialista coletará uma amostra da ferida causada por herpes e levará para análise de laboratório.
·         Exame de reação de polimerase em cadeia: conhecido como PCR, por causa da sigla em inglês, este exame faz um esboço do DNA do paciente por meio da análise de uma pequena amostra da ferida presente na genitália. A partir deste DNA, o médico poderá dizer se há presença de vírus causador do herpes ou não.
·         Exame de sangue: os resultados deste exame mostrarão se há presença ou não de anticorpos contra os vírus do herpes genital, indicando se houve infecção no passado.


O diagnóstico faz-se a partir de análises sanguíneas para detectar a presença de anticorpos ao VIH. Estes anticorpos são detectados, normalmente, apenas três a quatro semanas após a fase aguda, não podendo haver uma certeza absoluta sobre os resultados nos primeiros três meses após o contágio.

As primeiras análises a um infectado podem dar um resultado negativo se o contágio foi recente, por isso, os testes devem ser repetidos quatro a seis semanas e três meses após a primeira análise. O período em que a pessoa está infectada, mas não lhe são detectados anticorpos, chama-se «período de janela». Com os testes actualmente disponíveis é possivel detectar a infecção mais cedo e reduzir este «período de janela» para 3 a 4 semanas.

O teste usado é o ELISA («Enzime Linked Immuno-Sorbent Assay»). Pode usar-se também um outro teste, o «Western Blot», para confirmar o resultado.

Aos seropositivos realizam-se também testes de carga vírica para avaliar o nível de VIH no sangue. Estes, juntamente com os exames para efectuar a contagem de células CD4, são fundamentais para fazer um prognóstico sobre a evolução da doença. Se a carga vírica for elevada e a contagem das células CD4 baixa, e se o seropositivo não começar a fazer tratamento, a doença progredirá rapidamente. Os testes à carga vírica são, igualmente, importantes para avaliar a reacção do doente aos tratamentos. Os dois exames são, geralmente, repetidos de três em três meses.

Uma pessoa saudável tem entre 500 e 1 500 células CD4 por mililitro de sangue. A seropositividade transforma-se em SIDA quando as células CD4 baixam para menos de 200 por mililitro de sangue, ficando assim o organismo mais desprotegido e tornando-se um alvo fácil das chamadas doenças oportunistas.


Uma doença sexualmente transmissível é uma infecção que se transmite primeiramente por contacto sexual. Esta pode ser por sexo vaginal, oral ou anal, ou por vezes até por contacto genital externo. A maioria destas infecções pode não causar danos imediatos à nossa saúde ou causar sintomas desconfortáveis, mas pode fazer com que desenvolva eventualmente, complicações de saúde graves.

As infecções virais podem afectar a nossa saúde. As complicações a longo-prazo possíveis de desenvolver geralmente dependem do tipo de infecção, mas existem algumas semelhanças entre os diferentes grupos de ITS.


Herpes genital não tratada pode acarretar em problemas mais graves, a exemplo de:
·         Outras doenças sexualmente transmissíveis (DST’s), incluindo Aids;
·         Infecção de recém-nascidos por meio do contacto do bebé com o vírus durante o trabalho de parto. O contágio de herpes por bebês recém-nascidos pode resultar em danos cerebrais, cegueira e pode levar até mesmo à morte em casos mais severos;
·         Problemas de bexiga, resultantes da presença de feridas na região da uretra, obstruindo-a e impedindo a saída da urina. Nesses casos, é necessário o uso de um cateter para fazer a drenagem da bexiga;
·         Meningite está entre as possíveis complicações do herpes genital, causada pela inflamação das membranas e do líquido cefalorraquidiano presente no sistema nervoso;
·         Outro problema que pode ser causado é a retite – inflamação do recto, provocada muitas vezes por sexo anal.

Algumas pessoas podem desenvolver infecções muito graves por herpes que abrangem cérebro, olhos, esôfago, fígado, medula espinhal ou pulmões. Essas complicações normalmente se desenvolvem em pessoas com um sistema imunológico enfraquecido, como aquelas que estão passando por quimioterapia, radioterapia ou que tomam doses altas de cortisona.


O vírus da AIDS é silencioso e nem sempre quem está infectado apresenta a doença.

No entanto é necessário fazer o exame para que o paciente, se no caso for soropositivo, fique atento a sua saúde. Os medicamentos e seus efeitos colaterais ligados à deficiência imunológica podem facilitar que outras doenças se instalem. Aids pode desencadear várias doenças ou complicações, porém, vamos apenas destacar algumas.

       Doenças renais

Pelo fato da Aids enfraquecer o sistema imunológico o organismo fica mais suscetível às inflamações e infecções, favorecendo o aparecimento de infecções renais e consequentes complicações como a perda da filtragens dos rins.

       Doenças cardíacas

Medicamentos usados por soropositivos podem levar a um aumento da produção de lipídios, o que pode favorecer ao surgimento de problemas cardíacos, como o infarto. Além de que um organismo com o sistema imunológico frágil pode levar à deposição de gordura nos vasos sanguíneos e causar derrame.

       Pneumonia

A pneumonia causada por Pneumocystis jiroveci não consegue se desenvolver em pessoas com um sistema imunológico forte, porém em organismos frágeis pode levar à morte.

       Câncer

Pessoas com HIV têm lidado bem com doenças que se instalam devido à imunodeficiência, porém neoplasias ligadas ao vírus ainda são difíceis de serem combatidas, como o linfoma. Hábitos que estejam directamente ligados a essas doenças como o tabagismo e o sedentarismo devem ser abolidos.


O tratamento depende do tipo de ITS. Para algumas ITS o tratamento pode envolver medicamentos ou injecção. Para outras ITS que não têm cura, como herpes, o tratamento pode ajudar a aliviar os sintomas. O paciente deve usar somente os medicamentos prescritos pelo médico.


Existem, até o momento, duas classes de drogas liberadas para o tratamento anti-HIV:

Inibidores da transcriptase reversa

São drogas que inibem a replicação do HIV bloqueando a acção da enzima transcriptase reversa que age convertendo o RNA viral em DNA.

Inibidores da protease

Estas drogas agem no último estágio da formação do HIV, impedindo a acção da enzima protease que é fundamental para a clivagem das cadeias protéicas produzidas pela célula infectada em proteínas virais estruturais e enzimas que formarão cada partícula do HIV.


Ainda não há cura para herpes genital, mas o tratamento pode ajudar a evitar a recorrência da doença e impedir que ela cause complicações mais graves e que se espalhe pelo corpo. Acompanhamento médico pode, também, agir para amenizar os sintomas e para não transmitir herpes para outras pessoas.

O tratamento é feito basicamente por meio de medicamentos antivirais, que aliviam a dor e o desconforto causados durante uma crise, curando as lesões com maior rapidez.

Para crises recorrentes, comece a tomar o medicamento assim que o formigamento, a queimação ou a coceira começar, ou assim que você notar o aparecimento de bolhas.

As pessoas que têm muitas crises podem tomar esses medicamentos diariamente durante um tempo. Isso pode ajudar a evitar crises e a diminuir sua duração. Isso pode diminuir a chance de transmitir herpes para outra pessoa.

Mulheres grávidas podem receber tratamento contra herpes durante o último mês de gestação para diminuir as chances de ter uma crise no momento do parto. Se houver uma crise no momento do parto, será recomendada uma cesariana para diminuir a possibilidade de infecção do bebé.

Os possíveis efeitos colaterais dos medicamentos contra herpes incluem:

Fadiga, Dor de cabeça, Náusea e vómito, Erupções, Convulsão e Tremores.
  

Por conta do estigma e da possível ameaça aos relacionamentos emocionais, aqueles com sintomas de ITS frequentemente relutam ou hesitam em procurar os cuidados de saúde de uma maneira adequada. As ITS podem progredir sem sintomas, semelhante a muitas doenças infecciosas. Os riscos de complicação e transmissão de um indivíduo infectado aumentam com o passar do tempo, por conta desta temática um atraso no diagnóstico e tratamento é potencialmente perigoso (SMELTZER,S.C.;BARE,B.G, 2006)

Devido a essa problemática, para abordar um paciente portador de ITS, o profissional deve estar bem treinado e capacitado para tal. O nível de conhecimento do enfermeiro sobre a infecção deve incluir estratégias de tratamento, fontes de encaminhamento e medidas preventivas. Além disso, o enfermeiro deve ser especializado em orientações e aconselhamentos e deve sentir-se confortável quando se deparar com pacientes que apresentam diagnóstico de infecção.

Os enfermeiros necessitam ser particularmente sensíveis ao abordar pacientes com ITS, pois, os pacientes sentem-se envergonhados e ainda tem a questão do estigma social ligado às ITS. Diante desse fato, cria-se a necessidade de buscar atendimento diferenciado a esses pacientes. Diante da complexidade da doença, permeada por estigmas e preconceitos o portador ou doente sofre mudanças diversas, muitas vezes drásticas, no meio em que vive e com quem convive, por isso o impacto que ele sofre desde o momento da constatação do diagnóstico, o leva à deparar-se com suas relações afectivas, íntimas e familiares, trazendo conflitos que muitas vezes não são fáceis de serem enfrentados e solucionados.

Programas educacionais efectivos devem ser iniciados pelo enfermeiro para educar o público em relação a práticas sexuais mais seguras a fim de diminuir os riscos de transmissão. A participação do enfermeiro na prevenção primária é de fundamental importância para limitar as ocorrências das infecções. Além de avaliar o paciente a procurar sinais e sintomas frequentes e dos factores de riscos, o enfermeiro pode ajudar o paciente a evitar ITS e suas ocorrências ensinando-lhe a adoptar as precauções descritas nas directrizes (RICCI, Susan Scott, 2008).

O profissional enfermeiro deve utilizar intervenções educativas que promovam o conforto e liberdade para discussão do tema entre a população alvo, alertando sobre práticas sexuais seguras inclusive no período gestacional motivando o interesse e aplicação do conhecimento adquirido pelos pacientes atendidos para que estes utilizem o novo aprendizado.

A capacitação da equipa de enfermagem tem como directriz qualificar a assistência. Quanto mais qualificada estiver essa equipa, mais facilmente ela poderá abordar e satisfazer as necessidades da clientela. Quando se educa uma equipa, dignifica-se o profissional e o cliente, pois os cuidados de enfermagem são realizados por uma equipa. O enfermeiro tem um papel imprescindível neste factor, ele deve estar apto para elaborar uma proposta de capacitação eficaz. O treinamento de capacitação de Recursos Humanos que prestam atendimento directo e/ou indirecto a pacientes portadores de ITS é essencial para a prevenção diagnóstico e tratamento em tempo hábil.

As atribuições e responsabilidades de cada um são diferentes, de acordo com a Lei do Exercício Profissional nº 7498 de 25/06/86, regulamentada pelo Decreto-lei nº 94406. Para que a assistência de enfermagem ao paciente portador do HIV e da AIDS seja resolutiva e solidária, faz-se necessário a capacitação dos profissionais.


  
A incidência das ITS, particularmente no nosso país, vem aumentando e já podem ser consideradas um problema de saúde pública. O início precoce da actividade sexual, associado à baixa adesão ao uso do preservativo, contribui para o aumento da incidência. Portanto, a implementação de políticas públicas de saúde sexual e reprodutiva, que incluem educação em saúde e acompanhamento psicológico em Angola podem, seguramente, ser de extrema importância no combate às ITS.
  

MINISTÉRIO DA SAÚDE, Protocolo Clínico e Directrizes Terapêuticas, Infecções Sexualmente Transmissíveis, Editora CONITEC, Brasília, 2015.

MINISTÉRIO DA SAÚDE, Protocolo Clínico e Directrizes Terapêuticas para Atenção Integral às Pessoas com Infecções Sexualmente Transmissíveis, 2ª edição revisada, Editora MS/CGDI, Brasília, 2016.

MOHERDAUI F. Abordagem sindrômica das doenças sexualmente transmissíveis. DST - J Bras Doenças Sex Transm. 2000;12(4):40-9

NERY JAC, PÉRISSÉ ARS, AMARO FILHO SM, CÔRTES JÚNIOR JCS. Doenças Sexualmente Transmissíveis. In: Coura JR, ed. Dinâmica das Doenças Infecciosas e Parasitárias. 2a ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2013. p.1598-609.

ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE, Orientações para o Tratamento de Infecções Sexualmente Transmissíveis, Genebra, Suíça, 2005.

SMELTZER,S.C.;BARE,B.G., Brunner/Suddarth Tratado de Enfermagem Médico-Cirúrgica, Rio de Janeiro, Editora Guanabara Koogan 2006 10ª edição, v.4.



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