quinta-feira, 25 de agosto de 2016

A TRAJECTÓRIA DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA, ENG.º JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS – UM EXEMPLO PARA A JUVENTUDE - CONCURSO DE REDACÇÃO ACADÉMICA, by Vieira Miguel Manuel

República de Angola
Ministério da Educação
Governo da Província de Luanda
Repartição da Educação de Cacuaco
ASSOCIAÇÃO JUVENTUDE EM MARCHA
CONCURSO DE REDACÇÃO ACADÉMICA









A TRAJECTÓRIA DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA, ENG.º JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS – UM EXEMPLO PARA A JUVENTUDE







VIEIRA MIGUEL MANUEL












LUANDA
2016

VIEIRA MIGUEL MANUEL













A TRAJECTÓRIA DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA, ENG.º JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS – UM EXEMPLO PARA A JUVENTUDE









Redacção de pesquisa bibliográfica apresentada a Associação da Juventude em Marcha, como requisito para atribuição de prémio.













LUANDA
2016





O presente trabalho, no âmbito do concurso de Redacção Académica, visa abordar a Trajectória do Presidente da República, Eng.º José Eduardo dos Santos, como um exemplo para a juventude. Nascido numa família humilde, quando pesquisado a fundo descobre-se o nosso Presidente, tem uma trajectória de vida de superação que pode motivar toda a juventude, não importando a situação social e/ou académica. Para abordagem deste tema foram realizadas buscas de artigos em bases electrónicas, livros e jornais.










José Eduardo dos Santos, carinhosamente também chamado de Zédu, Presidente da República de Angola, nasceu a 28 de Agosto de 1942, filho de Eduardo Avelino dos Santos e de Jacinta José Paulino, ambos já falecidos. Casado com Ana Paula dos Santos. Frequentou a escola primária em Luanda onde também fez o ensino secundário no Liceu Salvador Correia que hoje se chama Mutu-ya-Kevela.

José Eduardo Dos Santos iniciou a sua actividade política militando em grupos clandestinos que se constituíram nos bairros periféricos da cidade, onde o MPLA nascera, a 10 de Dezembro de 1956. Com o eclodir da Luta Armada de Libertação Nacional, a 4 de Fevereiro de 1961, José Eduardo Dos Santos, com a idade de 19 anos, parte para o exterior do país em Novembro do mesmo ano.

Um ano mais tarde desempenha simultaneamente as funções de vice-presidente da JMPLA e de representante do MPLA em Brazzaville. Entre 1963 e 1969 permanece na URSS, onde prossegue os seus estudos superiores no Instituto de Petróleo e Gás de Baku (antiga União Soviética).

Regressado ao país, foi Ministro das Relações Exteriores no primeiro Governo constituído depois da Independência de Angola; 2º Vice-Primeiro Ministro, em 1978, e Ministro do Planeamento, em 1978-79. Foi eleito Presidente do MPLA a 20 de Setembro de 1979 e investido no cargo de Presidente da República Popular de Angola até Outubro de 1992, altura em que decorreram as eleições presidenciais das quais saiu vencedor na primeira volta, com 49,6% dos votos.

Um dado relevante do início do seu consulado foi o facto de José Eduardo dos Santos nunca ter ratificado nenhuma das sentenças proferidas pelos tribunais quando a pena de morte ainda estava em vigor e ter mesmo contribuído decisivamente para a sua abolição em Angola.

De 1986-92 José Eduardo dos Santos esteve na base dos esforços de pacificação no país e na região, que culminaram com a retirada das tropas invasoras sul-africanas, o repatriamento do contingente cubano, a independência da Namíbia e o fim do regime do ‘apartheid’ na África do Sul.

Eliminados os factores externos que agravavam o conflito interno em Angola, José Eduardo dos Santos lançou as pontes para uma solução negociada, dinamizou a abertura ao pluralismo político e à economia de mercado, e organizou eleições democráticas multi-partidárias (29-30/9/92) sob supervisão internacional.

Na grave crise que se seguiu, provocada pela recusa da Unita em aceitar o veredicto da ONU de que as eleições foram “livres e justas”, José Eduardo dos Santos dirigiu pessoalmente a intensa actividade diplomática que culminou no integral reconhecimento internacional do Governo angolano, impulsionou a instituição dos órgãos de soberania eleitos e organizou a defesa das instituições democráticas, forçando os opositores armados a aceitarem uma solução negociada do conflito, consubstanciada nos Acordos de Lusaka de Novembro de 1994.

Nessa base foi constituído um Governo de Unidade e Reconciliação Nacional, integrando elementos oriundos dos partidos com assento no Parlamento, incluindo da própria oposição armada.

Infelizmente, os Acordos de Lusaka também não conduziram Angola à paz definitiva. Em 1998 as forças rebeldes retornam à guerra, depois de se terem rearmado em segredo, convencidas de que poderiam chegar ao Poder pela via militar.

Novamente, José Eduardo dos Santos revelou-se um estadista à altura do momento delicado que o país atravessava. Decidiu combater a subversão armada sem recorrer ao estado de sítio ou de emergência, mantendo em funcionamento todas as instituições democráticas do país e assegurando assim os direitos, as liberdades e as garantias dos cidadãos.

As próprias Nações Unidas o felicitaram em 29 de Julho de 2000 pelo anúncio de que perdoaria todos os rebeldes armados, incluindo o seu líder, desde que reconhecessem as autoridades legítimas e contribuíssem para a consolidação do regime democrático, para a reconciliação nacional e para o desenvolvimento do país.

Dois anos depois, graças à implementação de um programa multilateral de resistência nacional contra a guerra, de iniciativa do Presidente angolano, foi finalmente alcançado um entendimento entre as chefias militares do Governo e das forças rebeldes que levaram ao fim definitivo da guerra em Angola, num acto que se cumpriu solenemente em cerimónia realizada em Luanda no dia 4 de Abril de 2002.

Sensivelmente no mesmo período o Presidente angolano contribuiu de forma decisiva para a estabilização da situação nas Repúblicas do Congo/Brazzaville e Democrática do Congo e para a busca de uma solução política para o conflito militar da região dos Grandes Lagos.


José Eduardo Dos Santos, conforme mostrado acima, dedicou-se aos interesses da pátria desde muito cedo e depois da morte do presidente Agostinho Neto liderou sabiamente o país na defesa contra a agressão externa e no combate à rebelião armada angolana que então devastavam o país.

Depois do fim da guerra civil em 2002, o Presidente José Eduardo dos Santos lançou o amplo programa de reconstrução nacional que em 13 anos de paz permitiu a recuperação e construção de infra-estruturas socioeconómicas de grande dimensão em toda a extensão do território.

Portanto, nosso dever como jovens partidários da nossa querida paz, é de reconhecer e divulgar os esforços do Presidente da República, José Eduardo Dos Santos, na defesa da pátria e no processo de desenvolvimento de Angola.
Pode ainda dizer-se que o Presidente da República, José Eduardo dos Santos, é o modelo da juventude angolana, nesta fase histórica em que o país vive em Paz e em crescimento económico.




Com base no conteúdo exposto acima sobre a trajectória do Presidente da República, Eng.º José Eduardo dos Santos, como exemplo para nós jovens, posso concluir que o principal factor de referência da juventude é a figura do Presidente José Eduardo dos Santos.

Como foi abordado, José Eduardo dos Santos é a figura de referência da juventude angolana porque a sua actuação inspira os jovens. Ainda muito jovem, José Eduardo dos Santos assumiu os destinos do nosso país, dedicou toda a sua juventude à causa do povo angolano e nós jovens de hoje conhecemos melhores momentos na nossa vida diária fruto de uma Paz que é trabalho de todos os angolanos, mas indubitavelmente temos que destacar que teve como timoneiro, como arquitecto o engenheiro José Eduardo dos Santos. E esta Paz, por sua vez, permitiu-nos a todos como jovens e não só a continuar a sonhar.






Dados do cidadão José Eduardo dos Santos, que teve a juventude dedicada à Nação, Portal Angop, Actualizado em 21 Setembro de 2011: http://www.angop.ao/angola/pt_pt/noticias/politica/2011/8/38/Dados-cidadao-Jose-Eduardo-dos-Santos-que-teve-juventude-dedicada-Nacao,56380eda-35b4-4b00-9f19-a260677dde7f.html

Directiva para as comemorações do 48° aniversário da fundação do MPLA recuperado 3 de Setembro 2011; Lúcio & Ruth Lara (orgs), um amplo movimento: Itinerário do MPLA através de depoimentos e anotações de Lúcio Lara, vol. I, até fev. 1961, Luanda: Edição dos organizadores, 1998

East, Roger; Thomas, Richard (2003). Profiles of people in power: the world's government leaders Psychology Press [S.l.] p. 12. ISBN 978-1-85743-126-1.

Embaixada da República de Angola. Disponível em: http://www.embangola.at/dados.php?ref=biografia, Acessado em 15/08/2016.

Jornal Mwangolé, Edição dos Serviços de Imprensa da Embaixada de Angola em Portugal, Agosto de 2011. Disponível em: http://www.embaixadadeangola.pt/wp-content/uploads/2013/11/Mwangole-36.pdf

W. Martin James e Susan Herlin Broadhead, Historical Dictionary of Angola (2004), Scarecrow Press, pagina 145




FREQUÊNCIA RESPIRATÓRIA E EXAME FÍSICO - Trabalho de Terapêutica II - Enfermagem, by Vieira Miguel Manuel

INSTITUTO SUPERIOR POLITÉCNICO DE INTEGRAÇÃO NACIONAL
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE
LICENCIATURA EM ENFERMAGEM


        






TERAPÊUTICA II





FREQUÊNCIA RESPIRATÓRIA E EXAME FÍSICO













LUANDA
2016
INSTITUTO SUPERIOR POLITÉCNICO DE INTEGRAÇÃO NACIONAL
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE
LICENCIATURA EM ENFERMAGEM




TERAPÊUTICA II


FREQUÊNCIA RESPIRATÓRIA E EXAME FÍSICO


INTEGRANTES

     Albertina Massi Massimuanga
     Frederico Costa
     Glória Vemba Catuti
     Landinha Manuel Sebastião Susso
     Leandro Teixeira Paulo
     Mariana Júlia M. Zunza
     Orlando Estêvão André Panzo
     Sabalo Manuel João
     Suzana Domingos Fuafua
     Wilson Samuel Tchimbuangulo


Trabalho de pesquisa bibliográfica apresentado ao Curso de Enfermagem na disciplina de terapêutica II como requisito parcial para obtenção de notas.


Orientadora: Kenguibeni Ester António




LUANDA
2016






Neste trabalho vamos abordar de forma concisa sobre a frequência respiratória bem como o exame físico do aparelho respiratório.  Dentro do mesmo iremos abordar aspectos ligados às técnicas e métodos que visam diagnosticar as patologias deste sistema fazendo com que o paciente tenha um acompanhamento adequado.








Frequência respiratória é a designação dada em fisiologia animal e em medicina ao número de ciclos respiratórios que um animal completa num lapso específico de tempo, sendo mais comum ser expressa em respirações por minuto. Considera-se um ciclo respiratório, ou respiração, o conjunto de um movimento inspiratório, ou inspiração, com o subsequente movimento expiratório, ou expiração. O movimento rítmico entre inspiração e expiração é regulado pelo sistema nervoso e repete-se a um ritmo que é característico de cada espécie e do estado fisiológico de cada indivíduo. Quando a frequência respiratória é superior ao normal para o indivíduo e respectiva situação fisiológica, considera-se que há taquipneia; quando é inferior considera-se que há bradipneia (GAZITÚA, 2014).


A frequência respiratória normal dos seres humanos em função da idade é a seguinte (em repouso, excepto quando outra situação seja indicada):

§  Recém-nascidos: cerca de 44 respirações por minuto;
§  Crianças (de 1 a 7 anos): 18-30 respirações por minuto;
§  Pré-adolescentes: 20-30 respirações por minuto;
§  Adolescentes: 18-26 respirações por minuto;
§  Adultos: 12-20 respirações por minuto.
§  Adultos com mais de 65 anos: 12-28 respirações por minuto;
§  Idosos com mais de 80 anos: 10-30 respirações por minuto;
§  Adultos em exercício físico moderado: 35-45 respirações por minuto;
§  Atletas: 60-70 respirações por minuto (valor máximo).

A frequência respiratória é um dado vital que deve ser avaliado no momento da inspecção dinâmica do tórax. Deve ser feito, de preferência, sem que o paciente saiba ou perceba, para evitar alterações provocadas pelo próprio paciente. Devemos determinar se o paciente encontra-se:
       Eupnéico: frequência respiratória normal e sem sinais de dificuldade respiratória (16 a 20 movimentos respiratórios por minuto é o valor de referência para indivíduos adultos considerados normais)
       Taquipnéico: frequência respiratória maior que 20 mpm. Pode ser encontrada em situações fisiológicas (emocional, exercício) e patológicas (anemia, acidose metabólica)
       Bradipnéico: frequência respiratória menor que 16 mpm. Pode ser encontrada em pacientes com alcalose metabólica, por exemplo.
       Apnéia: Parada dos movimentos respiratórios ou parada respiratória. Ocorre na apnéia do sono, hipertensão intra-craniana.


O exame do tórax deve ser feito de forma ordenada. Inicia-se pela inspecção, seguida pela palpação, percussão e finaliza-se com a ausculta. Um lado sempre deve ser comparado com o outro. A região posterior do tórax e dos pulmões deve ser examinada com o paciente sentado. Já a região anterior pode ser analisada com o paciente sentado ou em decúbito dorsal, posição esta que facilita a ausculta de sibilos.

Observar frequência, ritmo, profundidade e esforço respiratório. O adulto normal em repouso respira calma e regularmente cerca de 14 a 20 vezes por minuto. Suspiros ocasionais são normais.

Verificar a coloração do paciente quanto à presença de cianose. Inspeccionar o pescoço quanto à presença de retracção supraclavicular ou de contracção do esternomastóideo ou de músculos acessórios, durante a inspiração. São indicativos de grave dificuldade respiratória. Normalmente, esses sinais não estão presentes. Ouça a respiração do paciente. Caso identifique ruídos adicionais, como sibilos, posicione-os no ciclo respiratório. Observe o formato do tórax. O diâmetro ântero-posterior aumenta com a idade, mas também pode ser indicativo de doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC).


Posicione-se na linha média por trás do paciente. Observe o formato do tórax e como se movimenta, incluindo deformidades ou assimetrias torácicas, retracção anormal dos espaços intercostais durante a inspiração, mais evidentes nos espaços intercostais inferiores (tiragem). Muitas vezes, está associada a uma retracção supraclavicular. Também observar alterações uni ou bilaterais na movimentação respiratória ou um retardo (ou atraso) unilateral desse movimento.


Possui quatro finalidades possíveis:

§  Identificação de áreas hipersensíveis. A palpação deve ser cuidadosa em qualquer região onde o paciente tenha relatado dor ou onde haja lesões evidentes.
§  Avaliação de anormalidades observadas, como massas ou trajectos fistulosos.
§  Avaliação adicional da expansão respiratória. Para isso, coloque os polegares aproximadamente ao nível e paralelamente à 10ª costela, com as mãos envolvendo a região lateral da caixa torácica. Ao posicionar as mãos, faça-as deslizar um pouco para dentro, a fim de elevar pregas cutâneas frouxas entre os polegares e a coluna. Solicite ao paciente que inspire profundamente. Observe a divergência dos polegares, durante a inspiração, e sinta a amplitude e simetria do movimento respiratório.

Avaliação do frémito toraco-vocal, que consiste nas vibrações palpáveis, transmitidas da caixa torácica para a árvore broncopulmonar, quando o paciente fala. Peça ao paciente que repita as palavras “trinta e três”. Se o frémito for débil, solicite ao paciente que fale mais alto ou com uma voz mais grave.

Regiões simétricas dos pulmões devem ser palpadas e comparadas. Para isso, utilizar a parte óssea da palma das mãos e dos dedos, ou a superfície ulnar da sua mão. Utilizar a sensibilidade vibratória dos ossos da mão, para detectar o frémito. Apenas uma das mãos deve ser utilizada, até se familiarizar com a percepção do frémito.

Identificar e localizar regiões que apresentem aumento, redução ou ausência do frémito. Tipicamente, o frémito é mais acentuado na região interescapular do que nos campos pulmonares inferiores e, com frequência, é mais proeminente do lado direito do que do esquerdo. Abaixo do diafragma, o frémito desaparece.


Observar o formato do tórax e a maneira como se desloca. Atenção para deformidades ou assimetrias, retracção anormal dos espaços intercostais inferiores durante a inspiração, interrupções ou dificuldades locais na movimentação respiratória.


§  A palpação tem quatro finalidades:
§  Identificação de regiões de hipersensibilidade.
§  Avaliação das anormalidades observadas.

 Avaliação adicional da expansão respiratória. Para isso, os polegares do examinador devem ser colocados margeando as costelas, com as mãos ao longo da parte lateral da caixa torácica. Ao posicionar as mãos, elas devem ser deslizadas um pouco para dentro, a fim de levantar pregas cutâneas frouxas entre os polegares. O paciente deve inspirar profundamente. Observar qualquer divergência dos polegares enquanto o tórax se expande. Perceber amplitude e simetria do movimento respiratório.

Avaliação do frémito toraco-vocal. Para isso, compare ambos os lados do tórax, utilizando a parte óssea da mão ou dedos, ou a superfície ulnar da mão. O frémito costuma estar ausente ou diminuído sobre o precórdio. Ao examinar uma mulher, as mamas devem ser afastadas com delicadeza, conforme necessário.


A percussão é importante pois coloca em movimento a parede torácica e os tecidos subjacentes, gerando sons e vibrações palpáveis. Ajuda a identificar o conteúdo do local que se percute (ar, líquido ou se os órgãos são sólidos). A desvantagem é que a percussão penetra de 5 a 7 cm de profundidade e não identifica lesões mais profundas. A técnica para percutir o tórax é a seguinte (para destros):

§  Com o dedo médio da mão esquerda hiperextendido comprima a articulação interfalangeana distal sobre a parte a ser percutida, cuidando para não encostar a outra parte da mão na região;
§  Com o dedo médio da mão direita, parcialmente flectido, relaxado e suspenso, golpeie o dedo que está sobre o tórax com um movimento rápido e seco, porém relaxado (utilizando a ponta do dedo e não a polpa);
§  O dedo que golpeia deve ficar quase em ângulo recto com o dedo a ser golpeado;
§  Afaste rapidamente o dedo que golpeia para não abafar os sons que foram criados.

A percussão do tórax exige uma técnica mais firme devido à espessura de sua parede. Para isso, aplique mais pressão com o dedo que está parado, ao invés de aplicar mais força ao golpe. Ao comparar duas regiões use a mesma técnica em ambas as áreas e percuta duas vezes cada local. Procure percutir os espaços intercostais e sempre omita as regiões escapulares.

Na região anterior do tórax, o coração normalmente produz uma região de macicez do 3º ao 5º espaço intercostal. Percuta o pulmão esquerdo lateralmente a essa área. Nas mulheres, afaste a mama ou peça à paciente que o faça. Na linha hemiclavicular direita identifique a macicez hepática na sua borda superior. Do lado esquerdo, a percussão no sentido caudal é substituída pelo timpanismo da região gástrica. Os pulmões normais são claros e atimpânicos, o que denota presença de ar, mas é importante conhecer os sons produzidos nas patologias.

O som torna-se maciço quando há líquido ou tecido sólido abaixo do local que se percute. Isso ocorre na pneumonia lobar e acúmulos pleurais de líquidos serosos (derrame pleural), sangue (hemotórax), pus (empiema), tecido fibroso ou tumor. A hipersonoridade generalizada pode ocorrer no enfisema e na asma, a localizada ou unilateral pode indicar um pneumotórax; já a hiposonoridade (ou macicez) pode sugerir derrame pleural. Para estimar a extensão da excursão diafragmática determine a distância entre os níveis de macicez na expiração e inspiração completas (no limite entre tórax e abdómen). Esta extensão é de 5 a 6 cm, normalmente.


A ausculta permite avaliar o fluxo aéreo na árvore traqueobrônquica e compreende:

§  Ouvir sons gerados pela respiração;
§  Pesquisar ruídos adventícios;
§  Pesquisar suspeitas de anormalidades.


Devem ser identificados intensidade, tom e duração relativa. O murmúrio vesicular é suave e tem um tom grave. É auscultado durante a inspiração, continua durante a expiração e desaparece em torno do terço inicial da expiração.

Os ruídos broncovesiculares são ruídos inspiratórios e expiratórios de mesma duração, às vezes separados por silêncio. Os ruídos brônquicos são mais intensos e agudos, com um curto silêncio entre os ruídos inspiratório e expiratório, sendo que estes duram mais que os inspiratórios. Ausculte esses sons com o diafragma do estetoscópio e oriente o paciente a respirar pela boca. A regra é a mesma da percussão, ou seja, compare os sons em regiões simétricas. A ausculta deve ser feita por, no mínimo, um ciclo respiratório, observando-se a intensidade dos sons, que são mais intensos na região inferior dos campos pulmonares posteriores. Peça ao paciente para respirar profundamente, o que facilitará sua tarefa.

Os ruídos respiratórios podem diminuir quando há diminuição do fluxo de ar, como na DPOC, ou se a transmissão sonora for precária como acontece no derrame pleural, pneumotórax ou enfisema.


Esses ruídos são sons adicionais superpostos aos ruídos respiratórios normais. São eles: estertores, sibilos e roncos.

Estertores Crepitantes são ocasionados pela presença de líquido no interior dos alvéolos pulmonares, o qual dilui o surfactante, aumenta a tensão superficial e resulta no colabamento alveolar na expiração. Durante a inspiração, a entrada de ar aumenta a pressão intra-alveolar e promove o descolabamento de milhões de alvéolos, cujo som é o dos estertores crepitantes. Esse ruído adventício ocorre no final da inspiração, são agudos, descontínuos, de duração curta e não se modifica com a tosse. O som dos estertores crepitantes pode ser comparado ao atrito entre fios de cabelo e são audíveis principalmente nas zonas pulmonares influenciadas pela força de gravidade. As principais causas de crepitantes são: edema pulmonar, insuficiência cardíaca congestiva, pneumonias.

Estertores Bolhosos são ruídos adventícios decorrentes da presença de secreção viscosa e espessa nas vias aéreas, obstruindo o lúmen; ocorrem no final da inspiração e durante toda a expiração, há formação de bolhas, cujas rupturas produzem o ruído. Esses estertores têm frequência menor e maior duração que os crepitantes, sofrem alteração com a tosse e podem ser ouvidos em todas as regiões do tórax. São comuns na bronquite crónica e nas bronquiectasias. De acordo com o calibre do brônquio, podem ser classificados em grossas, médias e finas bolhas.

Sibilos são sons agudos, de alta frequência, múltiplos e disseminados, inspiratórios e expiratórios, ocasionados pela vibração das paredes bronquiolares e do conteúdo gasoso quando há estreitamento nesses ductos. São provocados por enfermidades que promovem o estreitamento da árvore brônquica, como asma, bronquite, corpos estranhos, tumores. Nesses dois últimos casos, é comum os sibilos serem localizados.
Os roncos são sons graves, de baixa frequência, fugazes, mutáveis, predominantemente expiratórios, ocasionados pela vibração da traquéia e brônquios de primeira ordem e do seu conteúdo gasoso quando há presença de secreção, estreitando seu calibre. São muito comuns em bronquites, bronquiectasias e obstruções localizadas.


Também devem ser comparadas áreas simétricas do tórax. Peça ao paciente que diga “trinta e três”. Os sons transmitidos através da parede torácica em geral são abafados e indistintos, e conhecidos como ressonância vocal. Isso ocorre porque o parênquima pulmonar normal absorve muitos componentes sonoros, mas quando está consolidado (pneumonia, enfarto pulmonar) a transmissão é facilitada.

A ressonância vocal é mais intensa no ápice do pulmão direito, nas regiões interescapulo-vertebrais e esternal superior. Toda vez que houver condensação pulmonar (inflamatória, neoplásica ou pericavitária) há aumento da ressonância vocal ou broncofonia. Ao contrário, na atelectasia, no espessamento pleural e nos derrames, ocorre diminuição da ressonância vocal.










Diante do exposto, podemos concluir que é preciso aferir os sinais vitais do paciente durante o procedimento da anamnese, logo que, pacientes portadores de doenças sistémicas ou não podem apresentar algum tipo de comportamento sistémico indesejado. Para cada sinal vital aferido, existirá uma determinação de normalidade, que quando alterada irá determinar uma possível patologia pré-existente e se não diagnosticado precocemente poderá trazer complicações para o paciente.

É no intuito de minimizar quaisquer complicações durante o atendimento, que se faz necessário o hábito de se verificar os sinais vitais do paciente. Portanto, aferir a pressão arterial, verificar a temperatura corpórea e analisar a frequência respiratória são medidas que devem andar em paralelo na anamnese. Com esta prática, visa-se obter um melhor desempenho satisfatório antes, durante e depois do processo diagnóstico, então anamnese.

Portanto, é preciso conscientizar os profissionais da área saúde da necessidade de se realizar durante a anamnese a aferição dos sinais vitais (frequência respiratória e não só), no intuito de resguardar-se de quaisquer intercorrência ambulatorial, diagnosticar possíveis patologias não identificada pelo paciente durante a entrevista.





BATES, B.; BICKLEY, L.S.; HOEKELMAN, R.A. Propedêutica Médica, 6 ed. Guanabara Koogan, Rio de Janeiro, 1998.

LÓPEZ, M.; LAURENTYS-M BEVILACQUA, F.; BENSOUSSAN, E.; JANSEN, J. M.; CASTRO F. S: Manual do Exame Clínico. Editora Cultura Médica, 2001, 12ª edição, Rio de Janeiro, p. 45-46

FREITAS, FERNANDO; MENKE, CARLOS H.; RIVOIRE, WALDEMAR; PASSOS, EDUARDO P. Rotinas em ginecologia. 4ªed. Artmed. Porto Alegre, 2003.

GAZITÚA, RICARDO. Manual de semiologia. Universidad Católica de Chile, 2014

JARVIS, C.; Exame Físico e Avaliação de Saúde. Editora Guanabara Koogan, 3ª edição, 2002, Rio de Janeiro, p.214-215;252-261

KIGNEL, SOUZA. Estomatologia - Bases do diagnóstico para o clínico geral. São Paulo: Santos, 2007.

NEME, BUSSÂMARA. Obstetrícia básica. 3ªed. Sarvier. São Paulo, 2005.

PORTO, C.C. Semiologia Médica, 5 ed. Guanabara Koogan, Rio de Janeiro, 2001.

REZENDE, J. DE; MONTENEGRO, CARLOS A. B. Obstetrícia fundamental. 8ªed. Guanabara Koogan. Rio de Janeiro, 1999.

ROBBINS, S. L.; COTRAN, R. S. :Patologia – Bases Patológicas das Doenças. Editora Elsevier, 2005, 7ª edição, Rio de Janeiro, p. 824