quinta-feira, 25 de agosto de 2016

A TRAJECTÓRIA DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA, ENG.º JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS – UM EXEMPLO PARA A JUVENTUDE - CONCURSO DE REDACÇÃO ACADÉMICA, by Vieira Miguel Manuel

República de Angola
Ministério da Educação
Governo da Província de Luanda
Repartição da Educação de Cacuaco
ASSOCIAÇÃO JUVENTUDE EM MARCHA
CONCURSO DE REDACÇÃO ACADÉMICA









A TRAJECTÓRIA DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA, ENG.º JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS – UM EXEMPLO PARA A JUVENTUDE







VIEIRA MIGUEL MANUEL












LUANDA
2016

VIEIRA MIGUEL MANUEL













A TRAJECTÓRIA DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA, ENG.º JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS – UM EXEMPLO PARA A JUVENTUDE









Redacção de pesquisa bibliográfica apresentada a Associação da Juventude em Marcha, como requisito para atribuição de prémio.













LUANDA
2016





O presente trabalho, no âmbito do concurso de Redacção Académica, visa abordar a Trajectória do Presidente da República, Eng.º José Eduardo dos Santos, como um exemplo para a juventude. Nascido numa família humilde, quando pesquisado a fundo descobre-se o nosso Presidente, tem uma trajectória de vida de superação que pode motivar toda a juventude, não importando a situação social e/ou académica. Para abordagem deste tema foram realizadas buscas de artigos em bases electrónicas, livros e jornais.










José Eduardo dos Santos, carinhosamente também chamado de Zédu, Presidente da República de Angola, nasceu a 28 de Agosto de 1942, filho de Eduardo Avelino dos Santos e de Jacinta José Paulino, ambos já falecidos. Casado com Ana Paula dos Santos. Frequentou a escola primária em Luanda onde também fez o ensino secundário no Liceu Salvador Correia que hoje se chama Mutu-ya-Kevela.

José Eduardo Dos Santos iniciou a sua actividade política militando em grupos clandestinos que se constituíram nos bairros periféricos da cidade, onde o MPLA nascera, a 10 de Dezembro de 1956. Com o eclodir da Luta Armada de Libertação Nacional, a 4 de Fevereiro de 1961, José Eduardo Dos Santos, com a idade de 19 anos, parte para o exterior do país em Novembro do mesmo ano.

Um ano mais tarde desempenha simultaneamente as funções de vice-presidente da JMPLA e de representante do MPLA em Brazzaville. Entre 1963 e 1969 permanece na URSS, onde prossegue os seus estudos superiores no Instituto de Petróleo e Gás de Baku (antiga União Soviética).

Regressado ao país, foi Ministro das Relações Exteriores no primeiro Governo constituído depois da Independência de Angola; 2º Vice-Primeiro Ministro, em 1978, e Ministro do Planeamento, em 1978-79. Foi eleito Presidente do MPLA a 20 de Setembro de 1979 e investido no cargo de Presidente da República Popular de Angola até Outubro de 1992, altura em que decorreram as eleições presidenciais das quais saiu vencedor na primeira volta, com 49,6% dos votos.

Um dado relevante do início do seu consulado foi o facto de José Eduardo dos Santos nunca ter ratificado nenhuma das sentenças proferidas pelos tribunais quando a pena de morte ainda estava em vigor e ter mesmo contribuído decisivamente para a sua abolição em Angola.

De 1986-92 José Eduardo dos Santos esteve na base dos esforços de pacificação no país e na região, que culminaram com a retirada das tropas invasoras sul-africanas, o repatriamento do contingente cubano, a independência da Namíbia e o fim do regime do ‘apartheid’ na África do Sul.

Eliminados os factores externos que agravavam o conflito interno em Angola, José Eduardo dos Santos lançou as pontes para uma solução negociada, dinamizou a abertura ao pluralismo político e à economia de mercado, e organizou eleições democráticas multi-partidárias (29-30/9/92) sob supervisão internacional.

Na grave crise que se seguiu, provocada pela recusa da Unita em aceitar o veredicto da ONU de que as eleições foram “livres e justas”, José Eduardo dos Santos dirigiu pessoalmente a intensa actividade diplomática que culminou no integral reconhecimento internacional do Governo angolano, impulsionou a instituição dos órgãos de soberania eleitos e organizou a defesa das instituições democráticas, forçando os opositores armados a aceitarem uma solução negociada do conflito, consubstanciada nos Acordos de Lusaka de Novembro de 1994.

Nessa base foi constituído um Governo de Unidade e Reconciliação Nacional, integrando elementos oriundos dos partidos com assento no Parlamento, incluindo da própria oposição armada.

Infelizmente, os Acordos de Lusaka também não conduziram Angola à paz definitiva. Em 1998 as forças rebeldes retornam à guerra, depois de se terem rearmado em segredo, convencidas de que poderiam chegar ao Poder pela via militar.

Novamente, José Eduardo dos Santos revelou-se um estadista à altura do momento delicado que o país atravessava. Decidiu combater a subversão armada sem recorrer ao estado de sítio ou de emergência, mantendo em funcionamento todas as instituições democráticas do país e assegurando assim os direitos, as liberdades e as garantias dos cidadãos.

As próprias Nações Unidas o felicitaram em 29 de Julho de 2000 pelo anúncio de que perdoaria todos os rebeldes armados, incluindo o seu líder, desde que reconhecessem as autoridades legítimas e contribuíssem para a consolidação do regime democrático, para a reconciliação nacional e para o desenvolvimento do país.

Dois anos depois, graças à implementação de um programa multilateral de resistência nacional contra a guerra, de iniciativa do Presidente angolano, foi finalmente alcançado um entendimento entre as chefias militares do Governo e das forças rebeldes que levaram ao fim definitivo da guerra em Angola, num acto que se cumpriu solenemente em cerimónia realizada em Luanda no dia 4 de Abril de 2002.

Sensivelmente no mesmo período o Presidente angolano contribuiu de forma decisiva para a estabilização da situação nas Repúblicas do Congo/Brazzaville e Democrática do Congo e para a busca de uma solução política para o conflito militar da região dos Grandes Lagos.


José Eduardo Dos Santos, conforme mostrado acima, dedicou-se aos interesses da pátria desde muito cedo e depois da morte do presidente Agostinho Neto liderou sabiamente o país na defesa contra a agressão externa e no combate à rebelião armada angolana que então devastavam o país.

Depois do fim da guerra civil em 2002, o Presidente José Eduardo dos Santos lançou o amplo programa de reconstrução nacional que em 13 anos de paz permitiu a recuperação e construção de infra-estruturas socioeconómicas de grande dimensão em toda a extensão do território.

Portanto, nosso dever como jovens partidários da nossa querida paz, é de reconhecer e divulgar os esforços do Presidente da República, José Eduardo Dos Santos, na defesa da pátria e no processo de desenvolvimento de Angola.
Pode ainda dizer-se que o Presidente da República, José Eduardo dos Santos, é o modelo da juventude angolana, nesta fase histórica em que o país vive em Paz e em crescimento económico.




Com base no conteúdo exposto acima sobre a trajectória do Presidente da República, Eng.º José Eduardo dos Santos, como exemplo para nós jovens, posso concluir que o principal factor de referência da juventude é a figura do Presidente José Eduardo dos Santos.

Como foi abordado, José Eduardo dos Santos é a figura de referência da juventude angolana porque a sua actuação inspira os jovens. Ainda muito jovem, José Eduardo dos Santos assumiu os destinos do nosso país, dedicou toda a sua juventude à causa do povo angolano e nós jovens de hoje conhecemos melhores momentos na nossa vida diária fruto de uma Paz que é trabalho de todos os angolanos, mas indubitavelmente temos que destacar que teve como timoneiro, como arquitecto o engenheiro José Eduardo dos Santos. E esta Paz, por sua vez, permitiu-nos a todos como jovens e não só a continuar a sonhar.






Dados do cidadão José Eduardo dos Santos, que teve a juventude dedicada à Nação, Portal Angop, Actualizado em 21 Setembro de 2011: http://www.angop.ao/angola/pt_pt/noticias/politica/2011/8/38/Dados-cidadao-Jose-Eduardo-dos-Santos-que-teve-juventude-dedicada-Nacao,56380eda-35b4-4b00-9f19-a260677dde7f.html

Directiva para as comemorações do 48° aniversário da fundação do MPLA recuperado 3 de Setembro 2011; Lúcio & Ruth Lara (orgs), um amplo movimento: Itinerário do MPLA através de depoimentos e anotações de Lúcio Lara, vol. I, até fev. 1961, Luanda: Edição dos organizadores, 1998

East, Roger; Thomas, Richard (2003). Profiles of people in power: the world's government leaders Psychology Press [S.l.] p. 12. ISBN 978-1-85743-126-1.

Embaixada da República de Angola. Disponível em: http://www.embangola.at/dados.php?ref=biografia, Acessado em 15/08/2016.

Jornal Mwangolé, Edição dos Serviços de Imprensa da Embaixada de Angola em Portugal, Agosto de 2011. Disponível em: http://www.embaixadadeangola.pt/wp-content/uploads/2013/11/Mwangole-36.pdf

W. Martin James e Susan Herlin Broadhead, Historical Dictionary of Angola (2004), Scarecrow Press, pagina 145




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