quarta-feira, 14 de setembro de 2016

AUDITORIA INTERNA - A IMPORTÂNCIA DOS CONTROLOS INTERNOS NO SECTOR DE RECURSOS HUMANOS - Gestão - by Vieira Miguel Manuel


INSTITUTO SUPERIOR POLITÉCNICO DE KANGONJO
ÁREA DE CIÊNCIAS ECONÓMICAS, JURÍDICAS
SOCIAIS E TECNOLÓGICAS
LICENCIATURA EM GESTÃO

                                            





AUDITORIA DE RECURSOS HUMANOS





AUDITORIA INTERNA - A IMPORTÂNCIA DOS CONTROLOS INTERNOS NO SECTOR DE RECURSOS HUMANOS COMO FERRAMENTA PARA PREVENIR E MINIMIZAR OS RISCOS TRABALHISTAS



















LUANDA
2016

CASIMIRO MONTEIRO DA SILVA







AUDITORIA DE RECURSOS HUMANOS





AUDITORIA INTERNA - A IMPORTÂNCIA DOS CONTROLOS INTERNOS NO SECTOR DE RECURSOS HUMANOS COMO FERRAMENTA PARA PREVENIR E MINIMIZAR OS RISCOS TRABALHISTAS













Trabalho a apresentado ao curso de Gestão na disciplina de Auditoria de Recursos Humanos como requisito parcial para obtenção de Notas.


Professor: Dr. Samuel Wassuca








LUANDA
2016







































Agradeço, primeiramente, a Deus pela vida concedida, aos meus pais, ao ISKA pela oportunidade e em especial ao Dr. Samuel Wassuca pelo tema sugerido.









































Dedico este trabalho a toda comunidade estudantil e em especial a do ISKA.






O presente trabalho tem como principal tema a auditoria interna - a importância dos controles internos no sector de recursos humanos como ferramenta para prevenir e minimizar os riscos trabalhistas. A auditoria busca revisar os controlos internos das empresas para identificar o cumprimento das normas com a legislação e daquelas estabelecidas pela administração, examinando a necessidade de novas rotinas para desenvolver o aprimoramento do processo. O presente estudo revisa e apresenta as rotinas trabalhistas decorrentes da legislação, visando à prevenção de passivos trabalhistas. A metodologia utilizada para consumação deste trabalho foi o método indutivo. O objectivo principal é evidenciar a importância da Auditoria Interna e o quão ela se torna imprescindível para conseguir o sucesso, visto que as empresas carecem de instrumentos que as auxiliem no seu processo de gestão, e que os ajudem a se precaver de prováveis falhas, bem como ponderando e analisando as actividades realizadas por ela, dessa forma prevenindo e minimizando os passivos trabalhistas.


Palavras-Chave: Auditoria Interna. Controles Internos. Auditoria de RH.






Diante da grande mudança e crescimento das organizações, faz-se necessária a busca de instrumentos, que possam ajudar e auxiliar no processo de gestão, e é neste contexto que se insere a auditoria interna, pois a mesma surgiu da necessidade de controlar os registos contábeis e movimentações financeiras.

Em razão da complexidade das normas e dos possíveis conflitos e passivos trabalhistas delas decorrentes, as empresas estão tendo que alterar e aprimorar os procedimentos de controlos internos, bem como, seus conceitos em relação as suas práticas trabalhistas, uma vez serem os colaboradores elementos importantes e fundamentais para o crescimento das organizações. Desta forma a auditoria interna juntamente com um controle interno bem elaborado e optimizado, assegura à protecção ao património e auxilia os administradores na gestão eficaz dos negócios, com o constante acompanhamento e avaliação.

Fiscalizar e acompanhar a eficiência dos controles internos no sector de RH assegura a maior correcção dos registos e factos ocorridos, dificultando desvios de conduta. A Auditoria Interna contribui para a obtenção de melhores informações sobre a real situação económica, patrimonial e financeira das empresas, assim como o acompanhamento das políticas internas, cursos de aperfeiçoamento, orientação e análise de desempenho nas actividades operacionais. Dando uma visão ampla de como a empresa está trabalhando.

A grande maioria dos empresários só faz uso da auditoria contábil interna, após constatarem irregularidades em seu processo operacional, deixando de utilizá-la como procedimento preventivo. Porém, visando resguardar seus interesses, algumas empresas, juntamente com os administradores, implantam um espaço destinado para o uso da auditoria interna, e esta, por sua vez, tem por finalidade, fornecer informações precisas e confiáveis que os auxiliem na tomada de decisões.

Desta forma, conforme instruído pela NBC PI 01 – Normas Profissionais do Auditor Interno 3.1.1, o Contador, na função de auditor interno, deve manter o seu nível de competência profissional pelo conhecimento actualizado das Normas Brasileiras de Contabilidade, sendo assim este deve agir com presteza, tendo ciência da legislação inerente à profissão, como também das considerações e métodos administrativos e da legislação aplicável à Entidade.

A prática de auditoria de RH também é de grande importância para a organização, pois a mesma estuda como os processos estão acontecendo e identificando procedimentos prejudiciais para a empresa, sendo que o auditor de RH examina detalhadamente as operações trabalhistas e posteriormente emite um laudo, apontando possíveis irregularidades e sugerindo acções que a empresa poderá tomar. A falta dela pode resultar em grandes prejuízos, sendo eles produtivos ou financeiros.


Em virtude das mudanças ocorridas no ambiente empresarial nos últimos anos faz-se necessária uma melhor compreensão da importância de se auditar os sistemas de controlo das empresas. As operações das empresas estão se tornando cada vez mais complexas aumentando-se, portanto, a necessidade da utilização de normas e procedimentos eficientes de gestão. Neste sentido, o tema a ser abordado neste trabalho é a auditoria interna – a importância dos controlos internos no sector de recursos humanos como ferramenta para prevenir e minimizar os riscos trabalhistas.

A cada dia que passa os Controlos Internos se tornam mais necessários, principalmente devido ao aumento da competitividade entre as empresas, onde os membros da alta administração através dos mecanismos de gestão podem controlar as operações realizadas pela empresa, auxiliando-os na análise das perspectivas futuras, tendências de crescimento, rentabilidade actual e pagamento de dividendos.

Assim sendo o problema desta pesquisa é: Qual a importância dos controlos internos no sector de recursos humanos como ferramenta para prevenir e minimizar os riscos trabalhistas?


Diante das grandes mudanças no mercado, em um ambiente globalizado e competitivo, é crucial para o desenvolvimento das empresas que elas busquem ferramentas que as auxiliem no processo de optimização das suas actividades. O contador não pode mais ser apenas um espectador, responsável em preparar e emitir relatórios deve assumir uma postura participativa.

Pois o avanço tecnológico e as modernizações ocorridas nos últimos anos, obrigam as empresas a se adaptarem as novas exigências do mercado. Fazendo com que procurem o aperfeiçoamento de seus negócios, optimizando seus Controlos Internos e desenvolvendo suas rotinas de trabalho visando o seu crescimento e a sua estabilidade económica.

A contabilidade passou a exercer um papel importante dentro da visão dos administradores, acompanhando as decisões tomadas por eles e auxiliando-os na execução de seus trabalhos, em busca das metas almejadas pela empresa.

Desta forma Attie (1992, p.26) enfatiza que:

A partir desse momento, a administração passa a necessitar de alguém que lhes afirme que os controlos e as rotinas de trabalho estão sendo habitualmente executados e que os dados contábeis, com efectividade, merecem confiança, pois espelham a realidade económica e financeira da empresa. A Auditoria Interna neste momento é concebida, toma forma embrionária como uma actividade necessária à organização e desenvolve-se a fim de seguir a gerência activa, concedendo-lhe alternativas, como ferramenta de trabalho, de controlo, assessoria e administração.

Desta forma, a Auditoria Interna se constitui como uma função de apoio à gestão, auxiliando a organização a alcançar seus objectivos, tornando-se uma ferramenta indispensável, focada na melhoria dos controlos e processos, minimizando riscos e optimizando suas actividades.
A contabilidade utiliza a Auditoria Interna com o objectivo de avaliar e comunicar se os sistemas gerenciais da empresa estão sendo utilizados com eficiência, bem como verificar se os dados contábeis representam efectivamente a situação económica e financeira da empresa.

Justifica-se, este trabalho, pela contribuição tanto para o meio académico no que diz respeito ao enriquecimento do conhecimento, como, principalmente, para os empresários no que se refere às deficiências que podem ser encontradas no processo de gestão e nos sistemas de Controlos Internos através da Auditoria Interna. Dentro deste contexto, deve-se ressaltar a importância da Auditoria Interna na prevenção, identificação, correcção de irregularidades dentro das sociedades mercantis.



·         Evidenciar a importância do Controlo Interno como ferramenta de suma importância para assegurar a fidedignidade e integridade dos registos e demonstrações contábeis, bem como proteger os activos. Sua utilização torna-se indispensável para resguardar o administrador na sua tomada de decisões.


·         Conceituar a auditoria;
·         Compreender a importância e a necessidade da auditoria interna;
·         Analisar a auditoria trabalhista.


As desordens nas relações de trabalho entre empregador e colaborador existentes decorrem do uso incorrecto das normas/legislações;

O Auditor de RH é um profissional apto a examinar, substancial e analiticamente todas as operações trabalhistas, direitos e deveres do empregado e empregador.


Para o bom desempenho da pesquisa, utilizou-se de procedimentos metodológicos para a realização desta. Sendo assim, a pesquisa caracteriza-se como aplicada, uma vez que envolve verdades e interesses locais. Também se fez uso, da pesquisa bibliográfica, buscando explicar e discutir um tema ou problema baseado em referências teóricas já publicadas em estudos de livros, artigos científicos, sites, os quais serão desenvolvidos em materiais já elaborados.

Desta forma Silva (2006, p.54) explica:

As principais fontes bibliográficas podem assim ser classificadas: livros de leitura corrente; livros de referências; como dicionários, enciclopédias, anúncios e almanaques; publicações periódicas, como jornais e revistas; impressos diversos.

Quanto ao método, foi direccionado pelo método indutivo, que parte do particular para o geral, no qual fundamentou em assuntos designadamente teóricos, generalizados, e que conforme o autor Lakactos (2010, p.110), é “partindo de teorias e leis, na maioria das vezes prediz a ocorrência dos fenómenos particulares (conexão descendentes) ”.

Foi feita também uma abordagem qualitativa, onde alguns autores escreveram através de explanações bibliográficos assuntos direccionados ao problema exposto, buscando uma interpretação dos métodos e análise mais profunda.

A metodologia utilizada para tal pesquisa foi dividida em etapas, para que atingisse aos objectivos propostos, assim sendo, aplicou-se a pesquisa exploratória, a qual visou formular e proporcionou uma maior explicação e intimidade com o problema, embaçado em levantamentos bibliográficos, como também uma pesquisa quantitativas – descritivas: investigação empírica, com o objectivo de conferir hipóteses, delineamento de um problema, análise de um facto, avaliação de programa e isolamento de variáveis principais.






















Em busca de um controlo adequado para protecção de seu património e com o surgimento da globalização e expansão de grandes mercados, as empresas tiveram que investir em tecnologia e aprimorar os controlos e procedimentos internos, com o interesse de reduzir custos e tornar seus negócios mais competitivos.

O surgimento da auditoria está ancorado na necessidade de confirmação por parte dos investidores e proprietários quanto à realidade económico-financeira espelhada no património das empresas investidas e, principalmente, em virtude do aparecimento de grandes empresas multi, geograficamente distribuídas e simultâneo ao desenvolvimento económico que propiciou participação acionária na formação do capital de muitas empresas. (ATTIE, 2000, p. 27).

Da necessidade de controlar os registos contábeis, obter informações e confirmações se os mesmos foram efectuados de acordo com princípios fundamentais e normas de contabilidade e se estão realmente relacionados com o controlo do património de uma entidade é que surge então a auditoria.

A auditoria compreende o exame de documentos, livros e registos, verificações e obtenção de informações e confirmações, internas e externas, relacionados com o controlo do património, com o objectivo de mensurar a perfeição desses registos e das demonstrações contábeis deles decorrentes.

Para Lopez (apud SÁ, 2002, p.25).

As palavras auditoria ou censura de contas se relacionam com a revisão e verificação de documentos contábeis, registos, livros e listagens de contas, utilizadas no processo de captação, representação da realidade económico-financeira da empresa.

Segundo Attie (1998, p.25) “A auditoria é uma especialização contábil voltada a testar a eficiência e eficácia do controlo patrimonial implantado com o objectivo de expressar uma opinião sobre determinado dado”.

Desta forma ela vem com o intuito e objectivo básico de assegurar à protecção ao património e auxiliar os administradores na gestão activa dos negócios, com o constante acompanhamento e avaliação.


Cada autor tem uma concepção diferente sobre auditoria interna, mas Franco e Marra (2000, p.217) define:

A auditoria interna é uma actividade de avaliação independente e de assessoramento da administração, voltada para o exame e avaliação da adequação, eficiência e eficácia dos sistemas de controlo, bem como da qualidade do desempenho das áreas, em relação às atribuições e aos planos, às metas, aos objectivos e às políticas definidos para as mesmas.

Ainda segundo Franco e Marra (2000, p. 217) a auditoria tem suas vantagens e desvantagens.

A vantagem da auditoria interna é a existência, dentro da própria organização, de um departamento que exerce permanentemente controlo-prévio, concomitante e consequentemente de todos os actos da administração. A desvantagem da auditoria interna é o risco de que os funcionários do departamento de auditoria sejam envolvidos pela rotina de trabalho e só examinam aquilo que lhes é oferecido para exame.

A auditoria deve ser exercida em carácter de entendimento e que o trabalho executado tenha e mereça toda a credibilidade possível, não sendo permitida a existência de qualquer sombra de dúvida quanto à honestidade e aos padrões morais do auditor.


Para o autor Paula (1999, p.40):

A Auditoria Interna é importante para a entidade por que:

§  É parte essencial do sistema global do controlo interno;
§  Leva ao conhecimento da alta administração o retracto fiel do desempenho da empresa, seus problemas, pontos críticos e necessidades de providências, sugerindo soluções;
§  Mostra os desvios organizacionais existentes no processo decisório e no planeamento;
§  É uma actividade abrangente, cobrindo todas as áreas da empresa;
§  É medida pelos resultados alcançados na assessoria à alta administração e à estrutura organizacional, quanto ao cumprimento das políticas traçadas, da legislação aplicável e dos normativos internos;
§  Apresenta sugestões para melhoria dos controlos implantados ou em estudos de viabilização;
§  Recomenda redução de custos, eliminação de desperdícios, melhoria da qualidade e aumento da produtividade;
§  Assegura que os controlos e as rotinas estejam sendo correctamente executados, que os dados contábeis merecem confiança e reflectem a realidade da organização e que as directrizes traçadas estão sendo observadas;
§  Estimula o funcionamento regular do sistema de custos, controlo interno e o cumprimento da legislação;
§  Coordena o relacionamento com os órgãos de controlo governamental;
§  Avalia, de forma independente, as actividades desenvolvidas pelos diversos órgãos da companhia e por empresas controladas e coligadas;
§  Ajuda a administração na busca de eficiência e do melhor desempenho, nas funções operacionais e na gestão dos negócios da companhia.

Em virtude disso, a Auditoria Interna vem se tornando um recurso imprescindível para medir a eficácia dos gestores e cuidar pela confiabilidade das informações originadas, ela é uma das mais importantes ferramentas para o controlo administrativo. Uma vez que a ausência de controlos adequados para organizações de estrutura complexa a expõe em inúmeros riscos.


Para Attie (1998, p.31) “O objecto principal da auditoria pode ser descrito em linhas gerais, como sendo o processo pelo qual o auditor se certifica da veracidade das demonstrações financeiras preparadas pela companhia auditada”.

Sendo assim, auxiliando o administrador na melhor decisão a ser tomada dentro da empresa, com intuito assegurar seu património da melhor forma possível.

Para Attie (1998, p.55)

As normas de auditoria diferem dos procedimentos de auditoria, uma vez que eles se relacionam com as acções a serem praticadas, conquanto as normas tratam das medidas de qualidade da execução destas acções e dos objectivos a serem alcançados através dos procedimentos. As normas dizem respeito não apenas às qualidades profissionais do auditor, mas também a sua avaliação pessoal pelo exame efectuado e do relatório emitido.

Assim sendo, a auditoria interna não tem apenas por objectivo compreender como os controlos internos funcionam, como também advertir e examinar se as informações estão sendo empregadas, com a finalidade de desenvolver dentro da empresa as actividades.


Os procedimentos de auditoria são as ferramentas técnicas das quais o auditor se utiliza para a realização de seu trabalho, abordando as informações obtidas e necessárias, para a formação de sua opinião.

De acordo com Franco e Marra (2000, p.57).

Os procedimentos de auditoria são o conjunto de técnicas que permitem ao auditor obter evidências ou provas suficientes e adequadas para fundamentar sua opinião sobre as demonstrações contábeis auditadas e abrangem testes de observância e testes substantivos.

Em verdade, os procedimentos de auditoria são os instrumentos técnicos das quais o auditor faz uso para a realização de seu trabalho, sendo assim de suma importância para o mesmo fundamentar sua opinião.

Como afirma Attie (1998, p. 61):

A aplicação dos procedimentos de auditoria deve ser realizada através de provas selectivas, testes e amostragem, em razão da complexidade e volume das operações, cabendo ao auditor, com base na análise de riscos de auditoria e outros elementos de que dispuser determinar à amplitude dos exames necessários a obtenção dos elementos de convicção que sejam validos para o todo.

Conclui-se então, que os procedimentos são ferramentas técnicas necessárias para realização do seu trabalho, avalia-se com clareza as informações alcançadas para concepção de uma opinião.


Os papéis de trabalho são a composição de documentos, registos dos factos, informações e provas, obtidos no processo de auditoria, com intuito de comprovar os exames realizados e dar sustentáculo à sua opinião, críticas, sugestões e recomendações.

Os papéis de trabalho são o conjunto de documentos e apontamentos com informações e provas coligadas pelo auditor, preparados de forma manual, por meios electrónicos ou por outros meios, que constituem a evidência do trabalho executado e o fundamento de sua opinião. (FRANCO E MARRA, 2000 p.57).

São denominados papéis de trabalho ou rascunhos técnicos, papeis utilizados para transcrever dados, fazer anotações, analisar contas, demonstrar cálculos, relatar situações, espelhar levantamentos, assim, utilizados para execução de tarefas de auditoria.


No decorrer do processo de auditoria é feito análises, onde nelas podem ser detectados ou constatados erros ou fraude, tendo assim o auditor o dever informar a empresa auditada.

A Auditoria Interna deve assessorar a administração da entidade no trabalho de prevenção de fraudes e erros, obrigando-se a informá-la, sempre por escrito, de maneira reservada, sobre quaisquer indícios ou confirmações de irregularidades detectadas no decorrer de seu trabalho.

Fraude, é definida como o acto intencional de omissão ou manipulação de transacções, adulteração de documentos, registos e demonstrações contábeis; e erro, o acto não intencional resultante de omissão, desatenção ou má interpretação de factos na elaboração de registos e demonstrações contábeis.

Portanto, os auditores no decorrer de seus trabalhos devem estar atentos a estas acções, caso sejam detectados é de suma importância uma verificação mais detalhada, uma vez que, devem ser tomadas as decisões necessárias para que não venham trazer nenhum prejuízo e ainda evitar consequências futuras.


Facilita o progresso da organização, os controlos internos bem elaborados e executados, sendo eles de suma importância para a continuação das actividades da empresa. Haja vista que procuram prevenir, corrigir falhas e evitar informações distorcidas.

Conforme conceitua Sá (2002, p.105):

O controlo interno compreende o plano de organização e o conjunto coordenado dos métodos e medidas, adoptados pela empresa, para proteger seu património, verificar a exactidão e fidedignidade de seus dados contábeis, promover a eficiência operacional e encorajar a adesão à política traçada pela administração.

Como elemento auxiliar do planeamento em auditoria, a avaliação de controlos internos é parte de relevante importância. (SÁ, 2002 p.105)

Desta forma, Franco e Marra (2000, p.261) também conceituam:

Meios de controlo interno todos os registos, livros, fichas, mapas, boletins, papeis, formulários, pedidos, notas, facturas, documentos, guias, impressos, ordens internas, regulamentos e demais instrumentos de organização administrativa que formam o sistema de vigilância, fiscalização e verificação utilizado pelos administradores para exercer o controlo sobre todos os factos ocorridos na empresa e sobre todos os actos praticados por aqueles que exercem funções directa ou indirectamente relacionadas com a organização, o património e o funcionamento da empresa.

Plano de organização é o conjunto ordenado dos procedimentos e medidas, adoptados pela empresa, o controlo interno vem para resguardar o património, averiguar a exactidão e a fidedignidade de seus dados contábeis.


O controlo interno além de proteger activos e zelar pelos procedimentos, exerce várias funções como: ajudar a garantir a confiabilidade dos dados contábeis e auxiliar a promover a eficiência operacional de uma organização. Logo, a formulação e a proposição de um bom controlo interno em uma organização são fundamentais (DÓRICO, SANTIAGO, 2007).


Conforme afirma Attie (1998, p.112).

A importância do controlo interno fica patente a partir do momento em que se torna impossível conceber uma empresa que não disponha de controlos que possam garantir a continuidade do fluxo de operações e informações proposto.

Desta forma, afirma-se que o controlo interno é se suma importância para o desenvolvimento das operações na geração de dados confiáveis.


Segundo Attie (1998, p.117) o controlo interno tem quatro objectivos básicos: “a salvaguarda dos interesses da empresa; a precisão e a confiabilidade dos informes e relatórios contábeis, financeiros e operacionais; o estímulo à eficiência operacional; e a aderência às políticas existentes”.

Com intuito de produzir informações confiáveis e resguardar os activos, assim como ajudar os gestores na administração e condução dos negócios da entidade, desta forma o controlo interno é de suma importância para as organizações.

Para Franco e Marra (2000, p. 261)

Os meios de controlo internos são todos os registos, livros fichas, mapas boletins, papéis, formulários, pedidos, notas, facturas, documentos, guias impressos, ordens internas, regulamentos e demais instrumentos de organização administrativa que formam o sistema de vigilância, fiscalização e verificação utilizado pelos administradores para exercer o controlo sobre todos os factos ocorridos na empresa e sobre todos os actos praticados por aqueles que exercem funções directa ou indirectamente relacionadas com a organização, o património e funcionamento da empresa.


As desordens nas relações de trabalho entre empregador e colaborador existentes decorrem do uso incorrecto das normas/legislações, as quais podem ocasionar diferenças nos pagamentos efectuados, provocando crescente número de passivos trabalhistas. Para precaver possíveis riscos, utiliza-se a auditoria trabalhista, que consiste no exame analítico dos procedimentos e documentos, sendo analisados com exactidão e integridade, de acordo com a legislação.

A auditoria trabalhista abrange a área de pessoal e sua importância está directamente ligada com a prevenção de reservas trabalhistas e previdenciárias. Conforme Teixeira (2009, p. 11) “ [...] a auditoria é uma ferramenta de orientação técnica, assessoramento, prevenção e consultoria objectivando a melhoria da actividade de gestão do RH”.

Ainda segundo Teixeira (2009) a auditoria trabalhista tem como objectivo verificar a situação da empresa, diminuir erros e prejuízos das rotinas auditadas, evitar pagamentos indevidos e outras irregularidades, contribuindo assim para a melhoria dos processos da organização.

É importante ressalvar que na auditoria trabalhista os exames realizados estão directamente ligados aos empregados da empresa, sendo uma auditoria totalmente desvinculada das questões numéricas e resultados das demonstrações contábeis.

O trabalho em rotinas trabalhistas é realizado de forma interna nas empresas, sendo que são realizados procedimentos de auditoria normalmente nos documentos do mês anterior ao da visita. De acordo com Teixeira (2009) para o início das análises deve-se observar a folha de pagamento e através desta solicitar os documentos.

É importante para as empresas a realização da auditoria trabalhista, pois através dessa é possível constatar o cumprimento da legislação trabalhista e previdenciária, na busca de prevenir possíveis reclamatórios ou passivos trabalhistas. Para uma adequada auditoria trabalhista faz-se necessário o domínio da legislação.


Auditoria de Recursos Humanos é uma análise aprofundada sobre o sistema de funcionamento que envolve a área de recursos humanos, sob os aspectos: qualidade e serviço (gestão de pessoas), rotinas burocratizadas de gestão de pessoal, a fim de prevenir e ou evitar acções judiciais e violações administrativas, o principal objectivo da Auditoria de Recursos Humanos está em mostrar como os processos estão funcionando, identificando métodos onde poderá incorrer factos que possam ser prejudiciais à organização.

O Auditor de RH é um profissional apto a examinar, substancial e analiticamente todas as operações trabalhistas, direitos e deveres do empregado e empregador, e após isto desenvolver um relatório demonstrando um parecer, onde caso haja irregularidades ele sugere acções que a empresa poderá desenvolver, a mesma pode ser utilizada em diversas áreas da empresa, podendo ajudar o empresário de diversas formas.


São elementos importantes e estratégicos para a manutenção e crescimento de uma empresa, investindo na qualificação e valorização dos seus funcionários, pautando-se por princípios éticos e legais.

Vejamos a seguir os elementos que fazem parte da consolidação das Leis do Trabalho e que devem compor directamente a estrutura organizacional de uma empresa.

Controlo de Frequência: Está frequência diária é obrigação legal, através desse procedimento a empresa calcula os pagamentos mensais de seus funcionários, lembrando que o registo do ponto é pessoal e intransferível.

Férias: A Lei garante um período de 30 dias de descanso para cada 12 meses trabalhados, porém o profissional pode optar por descansar 20 dias e trabalhar 10 dias recebendo abono pecuniário, caso haja interesse da empresa.
Remuneração de Férias: Durante as férias, o empregado perceberá a remuneração que lhe for devida na data de sua concessão, com pelo menos, 1/3 (um terço) a mais do salário normal. Barros (2009, p.735) complementa, “as férias constituem um direito do empregado de abster-se de trabalhar durante um determinado número de dias consecutivos por ano, sem prejuízo da remuneração e após cumpridas certas exigências, entre elas a assiduidade”.

Vale transporte: Benefício legal a que todos os trabalhadores têm direito, utilizado para o deslocamento de ida e volta ao trabalho para o direito do mesmo é descontado na folha de pagamento 6% do seu salário.

Adicional de insalubridade/periculosidade: É o adicional pecuniário pago ao servidor que exerce, com habilidade, actividades em locais perigosos, o mesmo é pago em percentuais de 20% ou 40% de acordo com as condições do local, estabelecido pelo Ministério do Trabalho.

Salários: Pagamento de salário aos empregados é sempre no 5º dia útil do mês seguinte. (Quando cair em sábado, domingo ou feriado, prorroga-se para o 1º. Dia útil seguinte).

Décimo terceiro salário: Este era pago em parcela única, no mês de Dezembro, ocorreu uma mudança na lei, onde foi determinado que, entre os meses de Fevereiro e Novembro de cada ano, o empregador deverá pagar a título de adiantamento, o 13º. Salário, sendo a metade do Salário recebido pelo empregado no mês anterior. Ainda de acordo com Barros (2009), os empregados urbanos, os trabalhadores avulsos, os domésticos, e os trabalhadores temporários são destinatários do 13º salário, denominado de gratificação de natal.

Estes são alguns do diversos procedimentos que devem ser utilizados dentro da empresa para estar sempre em cumprimento da lei.





O presente trabalho, não teve como objectivo trabalho exaurir a discussão sobre o tema, sendo somente instrumento para estudo e desenvolvimento de pesquisas, porém, diante das considerações apresentadas neste trabalho pode-se concluir que, a Auditoria Interna mostrar-se de suma importância, para avaliar e analisar o desempenho em um determinado período e também detectar áreas problemáticas sugerindo assim as devidas correcções.







ALMEIDA, Marcelo Cavalcanti. Auditoria: um curso moderno e completo. São Paulo: Atlas, 1996.

ARAÚJO, Francisco José de. A estruturação dos controles internos e a independência da auditoria interna. Vitória-ES. COBRAI (Congresso Brasileiro de Auditoria Interna), 1998.

ATTIE, William. Auditoria: Conceitos e Aplicações. 3. ed. São Paulo: Atlas, 1998.

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BARROS, Alice Monteiro de. Curso de direito do trabalho. 5. ed. São Paulo: LTR, 2009.

FRANCO, Hilário, MARRA, Ernesto. Auditoria contábil. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2000.

LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Metodologia do trabalho Científico. 7. ed. São Paulo: Atlas, 2010.

PAULA, Maria Gorete Miranda Almeida. Auditoria Interna: Embasamento Conceitual e Suporte Tecnológico. São Paulo: Atlas, 1999.

SÁ, A. Lopes de. Curso de Auditoria. 10. ed. São Paulo: Atlas, 2002.

SILVA, Antônio Carlos Ribeiro da. Metodologia da pesquisa aplicada à contabilidade: Orientações de estudos, projetos, artigos, relatórios, monografias, dissertações, teses. São Paulo: Atlas.







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