sexta-feira, 12 de junho de 2015

Doenças Sexualmente Transmissíveis - Trabalho Elaborado Por Vieira Miguel Manuel

Trabalho Elaborado Por Vieira Miguel Manuel




I.       INTRODUÇÃO


Alguns grupos, principalmente os religiosos, afirmam que a castidade, a abstinência sexual e a fidelidade conjugal poderiam bastar para evitar a disseminação de tais doenças. Pesquisas afirmam que a contaminação de pessoas monogâmicas e não-fiéis portadoras de DST tem aumentado, em resultado da contaminação ocasional do companheiro(a), que pode contrair a doença em relações extra-conjugais. Todavia, as campanhas pelo uso do preservativo nem sempre conseguem reduzir a incidência de doenças sexualmente transmissíveis.


II.    DEFINIÇÃO


Doenças sexualmente transmissíveis ou Infecção sexualmente transmissível, conhecida popularmente por DST são patologias antigamente conhecidas como doenças venéreas. São doenças infecciosas que se transmitem essencialmente (porém não de forma exclusiva) pelo contacto sexual. O uso de preservativo (camisinha) tem sido considerado como a medida mais eficiente para prevenir a contaminação e impedir sua disseminação.







III. HIPÓTESES



Devido ao número elevado de doentes que ocorrem diariamente às consultas externas e nos internamentos, faz com que a preocupação do estudo deste tema seja de âmbito imperioso e obrigatório por ser um problema da saúde pública e por afectar os continentes, enquadra-se como uma pandemia.









IV. JUSTIFICATIVA



As doenças sexualmente transmissíveis (DST), conhecidas antigamente por doenças venéreas, são transmitidas essencialmente pelo contacto directo, mantido através de relações sexuais onde o parceiro ou parceira necessariamente porta a doença, e indirecto por meio de compartilhamento de utensílios pessoais mal higienizados (roupas íntimas), ou manipulação indevida de objectos contaminados (lâminas e seringas).

A importância deste trabalho está em destacar para os jovens o que são as Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), como reconhecê-las, qual o perigo que elas apresentam e principalmente como evitá-las.

Por meio de diversas etapas o presente trabalho possibilitará uma atitude investigativa, estimulando a reorganização do saber individual e colectivo.



V.    OBJECTIVOS



OBJECTIVOS GERAIS:

Dar o significado de doenças sexualmente transmissíveis (DST);. Identificar as causas das DST;. Identificar as consequências de algumas DST;. Referir os métodos de prevenção e protecção das DST;. Reconhecer comportamentos susceptíveis de evitar a propagação de DST;

OBJECTIVOS ESPECÍFICOS:

- Alertar sobre as doenças sexualmente transmissíveis.

- Conscientizar sobre os sintomas de algumas DSTs.

- Orientar quanto ao uso de camisinha como forma de prevenção.



VI. METODOLOGIA E TÉCNICAS



Pesquisa baseada em livros.



VII.                     TIPO DE PESQUISA



O tipo de pesquisa usado neste trabalho é Científica.




CAP. 1 – HISTÓRIA



Nas primeiras civilizações havia o culto aos deuses e deusas da fertilidade, que eram consideradas como uma dádiva. O culto à essas deusas era feito principalmente a partir da prostituição. Uma das características presentes nessas sociedades era a promiscuidade, um dos motivos para o surgimento dessas doenças, que mais tarde seriam conhecidas como doenças venéreas, em referência à Vénus, considerada a deusa do amor.

A Gonorreia foi citada na Bíblia, mas a causa da doença só foi conhecida no século XIX. Além disso, no Egipto antigo tumbas apresentaram alguns registos sobre a Sífilis. Em 1494 houve um surto de sífilis na Europa. A doença se espalhou rapidamente pelo continente, matando mais de cinco milhões de pessoas. Cada localidade por onde passava recebia um nome diferente. Contudo, em 1536 foi publicado um poema médico, em que um dos personagens da história havia contraído a doença. O nome do personagem era Sifilo. Antes de serem inventados os medicamentos, as doenças eram consideradas incuráveis, e o tratamento se limitava a diminuir os sintomas. Todavia, no século XX surgiu os antibióticos, que se mostraram bastante eficientes. Em 1980 a herpes genital e a AIDS surgiram na sociedade como doenças incuráveis. Essa, por sua vez se tornou uma pandemia.

1.1.   CAUSA

Vários tipos de agentes infecciosos (vírus, fungos, bactérias e parasitas) estão envolvidos na contaminação por DST, gerando diferentes manifestações, como feridas, corrimentos, bolhas ou verrugas.

Bactérias

·         Cancro mole (Haemophilus ducreyi)
·         Clamídia (Chlamydia trachomatis')
·         Granuloma inguinale (Dovania granulamatis)
·         Gonorreia (Neisseria gonorrhoeae)
·         Sífilis (Treponema pallidum)
·         Vaginose bacteriana (Gardnerella vaginalis)

Micrografia mostrando o efeito citopático do vírus da Herpes. Exame de Papanicolau.

Fungos

·         Candidíase (Candida albicans)

Vírus

·         Hepatite
·         Herpes simples
·         HIV ou Aids20
·         HPV21
·         Molusco contagioso
·         Parasitas
·         Piolho-da-púbis
·         Protozoários
·         Tricomoníase (Trichomonas vaginalis)

1.2.   COMO FAZER A PREVENÇÃO DAS DSTS

Cada DST tem métodos de prevenção diferentes, porém todas podem ser evitadas se o preservativo for usado correctamente em todas as relações sexuais.

Este é o modo correcto de se usar o preservativo:

1-      Colocar sempre quando o pénis já estiver duro. Colocar sobre a cabeça do pénis,
segurando sua ponta para sair todo o ar. Se ficar ar ou se o preservativo não ficar bem
encaixada na cabeça do pénis, ela arrebenta facilmente durante a relação. O espaço que fica serve para depositar o esperma.

2-      Continuar segurando a ponta do preservativo e ir desenrolando até que o pénis fique todo coberto.
3-      Retire o pénis antes que ele comece a amolecer, o preservativo fica frouxo e o esperma pode derramar.
4-      Retire o preservativo com cuidado, para que o esperma não derrame.
5-      Depois de retirar o preservativo, dê um nó e jogue-a no lixo.

Cuidados que devemos ter com o preservativo:

Existem cuidados com o preservativo muito simples que podem evitar o contágio das doenças sexualmente transmissíveis. São esses cuidados:

·         Não passar óleo no preservativo, pois isto pode fazer com que ele risque.

·         Guardar os preservativos em lugares frescos e secos.

·         Verificar se o preservativo esta pegajoso, ressecado, se parece estragado e se esta com o prazo de validade vencido.

·         Se o preservativo for comprado em farmácia, verificar se ela tem o selo de qualidade  do INMETRO.

1.3.   QUE SITUAÇÕES AUMENTAM O RISCO DE SE PEGAR UMA DST

Todos nós somos susceptíveis às doenças sexualmente transmissíveis, mas há situações de risco onde as pessoas se expõem mais fácil a doença, sendo elas:

·         Ter relações sexuais sem usar preservativo.
·         Ter um companheiro que tem relação sexual com outras pessoas sem camisinha.
·         Usar drogas injetáveis, compartilhando agulhas e seringas, onde duas ou mais pessoas irão utilizar a mesma agulha ou seringa.
·         Ter um companheiro que use drogas injetáveis, e compartilhe agulha e seringa.
·         Tomar transfusão de sangue que não foi testado.

1.4.   COMO SABER SE ESTAMOS COM ALGUMA DST

Existem alguns sintomas que nos faz suspeitar que estamos ou não com uma DST. É muito importante sabermos quais são eles para procurar rápido um serviço de saúde, quando eles aparecem, pois se estiver realmente uma DST, somente um profissional saberá identificá-la correctamente e iniciar o tratamento correcto.

Se tomarmos o remédio errado ou doses erradas de remédios, a doença pode melhorar por um tempo, porem corre o risco dela reaparecer em pouco tempo. Este erro faz o vírus ou bactéria ficar mais resistente ao tratamento.

1.5.   QUAIS SÃO OS SINAIS E SINTOMAS DE UMA DOENÇA SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEL

Os sintomas são o que a gente sente, como ardência ao urinar ou durante as relações, coceiras, dor ou mal-estar em baixo do umbigo, na parede mais baixa da barriga, nas relações sexuais ou ao urinar.

Sinal é o que nós vemos, estes sinais são feridas, corrimentos ou verrugas.
                                                                                        
Feridas: Também chamadas de úlceras, as feridas aparecem onde o micróbio da doença entrou no corpo. Assim, aparecem nos órgãos genitais ou em outras partes do corpo que são usadas durante a relação. Pode ser uma ou mais feridas e pode ou não causar dor. Estas feridas aumentam o risco de uma pessoa pegar outras doenças, como a aids.

Corrimentos: Os corrimentos aparecem nos órgãos genitais. Podem ser amarelados, esbranquiçados ou esverdeados. Alguns têm cheiro forte e ruim. Tem gente que tem corrimento e na hora de urinar sentem dor e existem pessoas que não sente nada. Em mulheres, este corrimento pode ser pouco e só detectado em exames ginecológicos.

Verrugas: São como caroços enrugados, parecendo uma couve flor. A verruga não dói, às vezes dá coceira e irritações. O tratamento é importante pois aumenta o risco de contrair câncer de colo de útero e de pénis e nas gestantes podem causar sangramentos e infectar o bebé na hora do perto.

Ao sentir um dos destes sintomas ou sinais, citados acima, é muito importante procurar logo um serviço de saúde, conversar com seu parceiro, fazer o tratamento até o fim, evitar ter relações sexuais e sempre usando preservativo, sempre fazer revisões e para as mulheres, fazer exames preventivos do câncer de colo de útero.




1.6.   O QUE ACONTECE QUANDO NÃO SE FAZ O TRATAMENTO ADEQUADO PARA ESTAS DOENÇAS
                                         
Quando não tratada, ou tratada de modo erróneo, pode haver graves complicações com a doença, e ficamos mais susceptíveis á outras DSTs.

Algumas destas complicações são:

·         Esterilidade no homem e na mulher.
·         Inflamação no órgão genital masculino, podendo causar impotência.
·         Inflamação no útero, nas trompas e ovários da mulher, podendo complicar se espalhando pelo corto todo causando a morte.
·         Maior chance de ter câncer de colo de útero e pénis.
·         Nascimento pré-maturo de bebes, causar deficiências ou até a morte do bebé.

CAP. 2 PRINCIPAIS DSTS

2.1  SÍFILIS

Doença infecto-contagiosa sistémica, que evolui de forma lenta, transmitida através de relações sexuais e outros contactos íntimos ou pode também ser transmitida da mulher grávida ao seu feto ou dentro do útero ou no momento do parto.

A doença tem períodos de manifestação aguda e também períodos de latência (sem manifestações). Pode comprometer múltiplos órgãos como pele, olhos, ossos, sistema cardiovascular, sistema nervoso. De acordo com algumas características de sua evolução a sífilis divide-se em Primária, Secundária, Latente e Terciária ou Tardia. Quando transmitida da mãe para o feto é chamada de Sífilis Congênita.

Sinônimos: Cancro duro, cancro sifilítico, Lues.

Agente etiológico: Treponema pallidum

Complicações: Pode causar aborto espontâneo, parto prematuro, baixo peso, endometrite pós-parto. Infecções pré-natais. Sífilis Congênita. Neurossífilis. Sífilis
Cardiovascular.

Transmissão: Relação sexual, transfusão de sangue contaminado, gestação, fômites.

Período de Incubação: 1 semana à 3 meses. Em geral de 1 a 3 semanas.

Tratamento: Medicamentoso. Com cura completa, se tratada precoce e adequadamen-te.

Prevenção: O preservativo pode proteger da contaminação genital se a lesão estiver na área recoberta. Evitar contacto sexual se detectar lesão genital no parceiro.

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2.2  HERPES SIMPLES GENITAL

O termo herpes, vem do grego e significa formigar. Este termo é utilizado desde antes do século XIX para designar várias erupções. Esta doença, é uma infecção recorrente (que aparece, melhora, mas depois reaparece), causada por um grupo de vírus que formam pequenas bolhas agrupadas na região genital, onde nos 45 dias, sofrem erosão e em seguida cicatrização. Estas feridas são geralmente dolorosas.

As crises não têm prazo certo, podendo ocorrer após semanas, meses ou até anos após a crise anterior. Vários factores podem desencadear uma crise, tais como stress, febre e baixa imunidade. A pessoa pode estar contaminada e não apresentar sintomas (assintomática), mesmo assim, pode transmitir o vírus ao seu parceiro em uma relação sexual.

A transmissão da mulher para o homem ocorre em apenas 3, mas o contrario sobe para 15%. Ao longo dos anos, a probabilidade de se transmitir a doença vai diminuindo. Acredita-se que 60-95% da população esteja infectada um dos dois tipos deste vírus que acomete principalmente mulheres, negros e pessoas que tenham mais de um parceiro sexual. Esta infecção acontece pela primeira vez, geralmente na adolescência, e inicio da vida adulta.

Sinónimos: Herpes Genital

Agente etiológico: Vírus do Herpes Genital ou Herpes Simples Genital ou HSV-2. É um DNA vírus.

Observação: Existe outro tipo de Herpes Simples é o HSV-l, responsável pelo Herpes Labial. Mas ocorre uma crescente infecção labial pelo HSV -2, certamente em decorrência do aumento da prática do sexo oral.

Complicações: Aborto espontâneo, parto prematuro, baixo peso, complicações neurológicas, Vulvite, Vaginite, Ulcerações genitais, etc.

Transmissão: Frequentemente pela relação sexual mais também pode ser transmitida da mãe doente para o recém-nascido na hora do parto.

Período de Incubação: De 1 á 26 dias, mas se levado em conta a existência de portadores em estado de latência, e podem manifestar a doença a qualquer momento, este período é indeterminado.

Prevenção: Não está provado que o preservativo diminua a transmissibilidade da doença. Higienização genital antes e após o relacionamento sexual é recomendável.

2.3  CONDILOMA ACUMINADO

O Condiloma Acuminado é uma das doenças sexualmente transmissível viral mais comum e mesmo sendo conhecida á muitos anos, até pouco tempo era considerada trivial e a sua transmissão pelo sexo era até questionada. Infecção causada por um grupo de vírus que determinam lesões que elevam a pele, as quais, se formam massas vegetantes de tamanhos diferentes e com o aspecto de que podem ser lisas ou ter projeções digitais que tomam sua superfície áspera, daí o termo condiloma acuminado (condiloma, nós dos dedos; acuminado, apontado).

Os locais mais comuns de se aparecer verrugas, são na glande, o prepúcio e o meato uretral no homem e a vulva, o períneo, a vagina e o colo do útero na mulher. Em ambos os sexos ocorrem no ânus erecto. Muitas vezes a infecção é assintomática ou inaparente.

Sinónimos: Jacaré, jacaré de crista, crista de galo, verruga genital.

Agente etiológico: Papilomavirus Humano (HPV) - DNA vírus. HPV é o nome de um grupo de vírus que incluem mais de 100 tipos.

Complicações: Câncer do colo do útero e vulva e, mais raramente, câncer do pênis e
também do ânus.

Transmissão: Contacto sexual íntimo (vaginal, anal e oral). Mesmo que não ocorra penetração vaginal ou anal o vírus pode ser transmitido. O recém-nascido pode ser infectado pela mãe doente, durante o parto. Pode ocorrer também, embora seja rara,
contaminação por fômites como em banheiros, saunas, instrumental ginecológico, uso comum de roupas íntimas, toalhas etc.

Período de Incubação: Não é conhecido o tempo que o vírus pode permanecer no estado latente, não é possível estabelecer o intervalo mínimo entre a contaminação e o desenvolvimento das lesões que podem ser de semanas, anos ou décadas.

Prevenção: O preservativo usado adequadamente durante toda a relação sexual, ter um parceiro fixo ou reduzir o número de parceiros. Fazer exames ginecológicos anualmente, avaliação do parceiro, abstinência sexual durante o tratamento. E maia recentemente, foi aprovada uma vacina que combate os tipos 6, 11, 16 e 18 do HPV, que é responsável pela protecção contra estes vírus, para mulheres entre 9 a 26 anos. Estes vírus que são responsáveis por 70 dos casos de câncer de colo de útero e 90 dos casos de verrugas genitais.

2.4  CANCRO MOLE
                    
Feridas dolorosas que tem a base mole e avermelhada, com fundo purulento e com forma irregular. Compromete principalmente a genitália externa, mas pode comprometer também ânus, lábios, boca, língua e garganta. Estas feridas são muito contagiosas e frequentemente múltiplas. Em alguns pacientes, na maioria do sexo masculino, pode ocorrer inchaço nas virilhas. Não é raro se associar o cancro mole com
o cancro duro (sífilis primaria). Apesar de ser uma doença de nível global, prevalece nas
regiões mais quentes e nas populações mais pobres. Acomete homens e mulheres, porém com uma proporção de 27 casos masculinos para 1 caso feminino, fazendo assim, acreditar-se que as mulheres são portadoras assintomáticas da doença, facilitando sua transmissão.

Sinónimos: Cancróide, cancro venéreo simples, "cavalo"

Agente etiológico: Haemophilus ducreyi

Complicações: Não tem. Tratado adequadamente, tem cura completa.

Transmissão: Relação sexual.

Período de Incubação: 2 à 5 dias

Tratamento: Antibiótico.

Prevenção: Além do preservativo, a higienização genital antes e após a relação sexual.

2.5  GONORREIA

A gonorreia é uma doença infecto-contagiosa de importância mundial e a doença infecciosa mais notificada nos EUA. Pessoas com menos de 25 anos de idade que tenham mais de um parceiro sexual são os que têm maior risco de contaminação. Os índices de gonorréia são maiores em homens e nas minorias das populações urbanas. Os sintomas mais comuns nos homens, são os corrimentos que variam de escasso, transparente, ou turvo até copioso e purulento. Homens com uretrite assintomática podem ser reservatórios importantes de transmissão, no entanto, é mais comum mulheres serem assintomáticas, que fazem exames para gonorréia em seus exames de rotina.

Sinónimos: Uretrite Gonocócica, Blenorragia, Fogagem

Agente etiológico: Neisseria gonorrhoeae

Complicações: Pode causar aborto espontâneo, parto prematuro, baixo peso, doença inflamatória pélvica, infertilidade, epididimite, prostatite, pielonefrite, meningite, miocardite, infecção ocular, pneumonia e otite média do recém-nascido, artrite aguda etc.

Transmissão: O risco de transmissão em uma relação sexual é superior a 90, para quem tem relação com um parceiro doente, mesmo que não apresente sintomas.

Período de Incubação: 2 a 10 dias.
Tratamento: Antibióticos.
Prevenção: Além do preservativo, higiene pós-coito.

2.6  DONOVANOSE

A donovanose é uma doença infecciosa crónica e progressiva.
Aparece principalmente na faixa dos 20 a 40 anos de idade, que é maior o número de pessoas sexualmente activas. A donovanose é encontrada particularmente na região tropical e subtropical, sendo mais comum na Índia, no Brasil, nas Índias Ocidentais, na Nova Guiné e na Austrália, tendo surgido como causa menor de ulceração genital em regiões do sul da África.

Sinónimos: Granuloma venéreo, granuloma inguinal ou úlcera serpiginosa.

Agente etiológico: Calymmatobacterium granulomatis

Complicações: Se o quadro for muito arrastado, pode afectar o colo uterino, útero, trompas, bexiga e ovários na mulher. Durante a gravidez, a doença se prolonga, fica mais extensa e profunda. Nos homens, pode ocorrer uma superinfecção provocando anomalias como a amputação do pênis, sinéquia de pénis e escroto, parafimose, e estenose na uretra. Para os dois sexos, pode se encontrar ainda alterações no estado geral, anemia, perda de peso e toxemias graves.

Transmissão: Sua transmissão mais frequente é por meio da relação sexual, porem existem outros mecanismos não bem definidos.

Período de Incubação: Bastante variável, oscilando entre 3 e 90 dias.

Tratamento: Medicamentoso, com cura completa. Além do esquema de antibióticoterapia, muitas vezes é necessária uma cirurgia para a correcção da obstrução linfática ou destruição tecidual extensa.

Prevenção: Higienização, principalmente em homens com o prepúcio longo e fechado pois acumula secreções e é mais difícil de se higienizar.

2.7  CANDIDÍASE

A candidíase é uma das doenças infecciosas mais frequentes. Tem como características prurido (coceira), ardor, dispareunia (dor nas relações sexuais) e um corrimento branco semelhante á nata do leite. Nas mulheres a vulva e a vagina encontram-se inchadas e avermelhadas frequentemente quando acometidas por esta doença. Nos homens, as lesões podem se estender pelo períneo, região perianal e virilhas. Em geral, esta doença não é transmitida sexualmente, mais esta relacionada á diminuição da resistência do organismo da pessoa acometida. Diabetes, gravidez, uso de contraceptivos orais, antibióticos e medicamentos imunosepressivos, obesidade e o uso de roupas justas também podem aumentar a susceptibilidade do individuo.

Sinónimos: Monilíase, Micose por cândida, Sapinho.

Agente: Candida albicans e outros. .

Complicações: São raras. Pode ocorrer disseminação sistémica.

Transmissão: Ocorre a transmissão pelo contacto com secreções bucais, da pele, vagina e dejectos dos doentes e portadores. Pode acontecer também a transmissão da mãe para o recém-nascido durante o parto.

Período de Incubação: Muito variável.

Tratamento: Medicamentos locais ou sistémicos.

Prevenção: Preservativos, higienização adequada, cuidar da saúde diminuindo a possibilidade de contágio por baixa imunidade, evitar vestimentas muito justas.

Visto que as mulheres estão mais propensas à DSTs, vamos a seguir destacar os principais órgãos genitais, externos e internos, feminino ver a sua relação com as DSTs.

CAP. 3 – MÉTODOS CONTRACEPTIVOS

Pílulas anticoncepcionais: Contém harmónios que evitam a produção de óvulos.

DIU (dispositivo intra uterino): O DIU é composto por um objecto de plástico parecido com uma flecha. Ele possui um fio de cobre enrolado na parte inferior. Evita a gravidez de duas formas, o cobre tem função espermicida; e o DIU impede que o embrião se implante na camada do útero. Isto para alguns é considerado abortivo.

Abstinência: Não ter relação sexual.

Coito interrompido: Retirar o pénis antes da ejaculação, é um método pouco seguro.

Cremes espermicidas: Substâncias aplicadas na vagina que matam o espermatozóides, são pouco eficientes e geralmente são associados ao diafragma.

Diafragma: Tem a forma de um chapeuzinho, feito de borracha fina e macia, que é zolocado no fundo da vagina, cobrindo todo o colo do útero, impedindo assim a passagem dos espermatozóides.

Tabelinha: Evita ter relação sexual no dia da ovulação.

Camisinha (Masculina e feminina): Impede que o esperma seja depositado dentro do corpo feminino. Único método que também protege contra as DSTs.

Vasectomia: Corte do vaso deferente e o amarro de suas pontas. Pode ser reversível (amarras) ou irreversível (corte).

Laqueadura Tubária: Corta-se as pontas das tubas uterinas impedindo que os espermatozóides entrem em contacto com o óvulo. Pode ser reversível (amarras) ou irreversível (corte).





3.1  CONCLUSÃO




Ao culminar com este tema posso dizer que não falei de tudo porque tudo não sei, e tudo não encontrei, mas acho que falei o necessário sobre o tema em questão. Aurindo conhecimentos alheios retirando os meus formando uma ideia única e construtiva, portanto, como vimos acima, é importante saber o que são DSTs e como identifica-las ou saber como são transmitidas visto que, por mais cuidadosos que sejamos, podemos de uma forma ou outra estar infectado, já que é possível contrair esta doença até mesmo pela maneira como nos vestimos e através do sexo oral, para não falarmos do anal ou vaginal (HIV/SIDA entro outras). É importante também que, pelo menos de três em três meses, consultemos um especialista em Urologia ou outro ramo da medicina relacionado à sexualidade, visto que existem caso de detenção das DSTs ou tratamento que só se toma possível através de um especialista.



3.2  CRONOGRAMA




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26









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X




X
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X


























X
X













































































3.3  ESTRUTURA PROVISÓRIA


II.    Introdução
III. Definição
IV. Hipótese
V.    Justificativa
VI. Objectivos
VII.          Metodologia e Técnicas
VIII.       Tipo de Pesquisa
Cap. 1 – História
1.1.   Causa
1.2.   Como fazer a prevenção das DSTs
1.3.   Que situações aumentam o risco de se pegar uma DSTs
1.4.   Como saber se estamos com alguma DST
1.5.   Quais são os sinais e sintomas de uma doença sexualmente transmissível
1.6.   O que acontece quando não se faz o tratamento adequado para estas doenças
Cap. 2 - Principais DSTs  
2.1  Sífilis
2.2  Herpes simples genital
2.3  Condiloma acuminado
2.4  Cancro mole
2.5  Gonorreia
2.6  Donovanose
2.7  Candidíase
Cap. 3 – Métodos contraceptivos
3.1  Conclusão
3.2  Bibliografia
 



                                                                                                                              














                                














3.4  BIBLIOGRAFIA




Pesquisa feita com base em fontes alistadas abaixo:



Krukemberghe Fonseca. Doenças Sexualmente Transmissíveis - DST. Escola de Portugal.

G 1. Ensinar castidade não previne gravidez e DST.

Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais (30 de setembro de 2004). Papa pede
'castidade' contra aids.

Instituto Beneficente Viva a Vida (6 de junho de 2005). Histórico das doenças
Sexualmente transmissíveis.

UOL (12 de janeiro de 2001). Doenças sexualmente transmissíveis: Milênio Novo, Antiga Preocupação. Página visitada em 2 de janeiro de 2012.

Oriel, JD .. The Scars of Venus: A History of Venereology (em Inglês). Londres: Springer- Verlag, 1994. ISBN 354019844X



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