sexta-feira, 12 de junho de 2015

ESTRUTURA E RAMOS DA PSICOLOGIA - Trabalho Elaborado Por Vieira Miguel Manuel

Trabalho Elaborado Por Vieira Miguel Manuel


ÍNDICE

Página
 
 







           3.1.1Sugestões……..………………………………………………………………….10
         3.1.2 Recomendações………….……………………………………………………..10





 





O importante da vida é realmente compreendermo-nos, e deste modo, podermos compreender os outros, pois sem tal capacidade fundamental, destruímos o nosso processo de socialização e mais do que isso, a nossa própria introspecção. Dada a impossibilidade de desenvolvermos um relacionamento saudável a respeito da nossa auto-analise bem como, consequentemente, a respeito da nossa relação com tudo o que nos rodeia.

Assim, verificamos, que psicologia, é uma ciência que, estudada ou não pelo ser humano, é parte constituinte e indispensável na sua vida.


O questionamento das nossas atitudes, consiste num processo normal e essencial do ser humano, uma vez que este beneficia da capacidade racional e, por outro, nos momentos em que ele se sente perturbado pelos obstáculos com que se vai deparando ao longo do seu processo evolutivo, característicos da sua vida, o homem deve primordialmente auto-reflectir, da forma mais real e justa possível, sobre todos os elementos que se intercepcionam no seu caminho, para deste modo, avançar no seu percurso de vida, aceitando saudavelmente todos os aspectos negativos e positivos que naturalmente a constituem. Nota-se, desse modo, o quão é imprescindível considerarmos seriamente todos os ramos da psicologia visto que apesar de surgirem cada vez mais ramos centrando-se em áreas cada vez mais específicas. Mas que, contudo, os objectivos finais são comuns.


O trabalho está estruturado por uma capa, índice, introdução, 8 páginas de desenvolvimento, conclusão e bibliografia, o trabalho como um todo está estruturado por 10 páginas.

Aquisição

Acção, desenvolvimento ou consequência de adquirir.
Ato de tomar posse de alguma coisa: aquisição de conhecimentos, de propriedades etc.

Suscitar

Causar ou originar; prover o nascimento ou ocasionar o aparecimento de.


O trabalho foi realizado à base de pesquisas a partir da internet e por meio de outros livros disponíveis, durante a nossa busca, de psicologia.



A psicologia é a ciência que estuda o comportamento e os processos mentais dos indivíduos (psiquismo). Cabe agora definir tais termos:

       Dizer que a psicologia é uma ciência significa que ela é regida pelas mesmas leis do método científico as quais regem as outras ciências: ela busca um conhecimento objectivo, baseado em fatos empíricos. Pelo seu objecto de estudo a psicologia desempenha o papel de elo entre as ciências sociais, como a sociologia e a antropologia, as ciências naturais, como a biologia, e áreas científicas mais recentes como as ciências cognitivas e as ciências da saúde.

       Comportamento é a actividade observável (de forma interna ou externa) dos organismos na sua busca de adaptação ao meio em que vivem.

       Dizer que o indivíduo é a unidade básica de estudo da psicologia significa dizer que, mesmo ao estudar grupos, o indivíduo permanece o centro de atenção - ao contrário, por exemplo, da sociologia, que estuda a sociedade como um conjunto.

       Os processos mentais são a maneira como a mente humana funciona - pensar, planejar, tirar conclusões, fantasiar e sonhar. O comportamento humano não pode ser compreendido sem que se compreendam esses processos mentais, já que eles são a sua base.


A Psicologia é uma área independente de conhecimento, porém divide-se em várias áreas com determinadas especificações.

2.1.1 Psicologia Clínica

É uma área da psicologia que se dedica ao estudo dos transtornos e perturbações mentais, focando-se essencialmente nas doenças mentais e implicações mentais das doenças “não mentais”. Nesta área inclui o diagnóstico, classificação, etiologia e intervenção.

2.1.2 Psicologia da Educação

É uma área da psicologia que se foca nos aspectos da educação. Fundamentalmente centra-se nos processos de aprendizagem e nas dificuldades das mesmas. Estuda os processos cognitivos implícitos e explícitos.



2.1.3 Psicologia da Saúde

Esta área da psicologia centra-se nas técnicas e métodos psicológicos utilizados em prol da saúde física e mental. Estuda de que forma como a mente influencia o corpo e vice-versa. Foca-se em temas como doenças psicossomáticas e na prevenção e intervenção de doenças físicas através da mente.

2.1.4 Psicologia das Organizações

Área da psicologia que estuda os fenómenos psicológicos presentes nas organizações. Actua principalmente sobre a gestão de pessoas, escolhendo a pessoa certa para a função certa, em função da sua motivação, interesses, personalidade, etc. Optimizando os processos humanos das organizações e por consequência, a organização no seu todo.

2.1.5 Psicologia Ambiental

É uma área da psicologia que se foca na forma como o meio ambiente (meio externo) influência o ser humano e o seu comportamento. Centra-se nas formas de optimizar o ambiente para um melhor bem-estar, para um comportamento mais adequado e produtivo. Esta área converge princípios arquitectónicos a princípios psicológicos.

2.1.6 Psicologia Criminal

É a área da psicologia que estuda os crimes e o comportamento do criminoso numa perspectiva psicológica. Estabelecendo perfis, de personalidade e comportamento, descobrindo razões tendências, visando não apenas descobrir o culpado, mas também prevenir que o crime ocorra. Os profissionais desta área colaboram com autoridades e tribunais.

2.1.7 Psicologia do Desenvolvimento

Esta área foca-se nas alterações do comportamento relacionadas com as alterações do ciclo de vida e da idade. Alterações ao nível motor, nível cognitivo, entendimento conceptual, aquisição das várias competências e formação da identidade e personalidade. Foca-se principalmente na infância e adolescência.

2.1.8 Psicologia Infantil

A psicologia infantil também designada por psicologia do desenvolvimento da criança é uma área que como o próprio nome indica se debruça sobre a criança e o seu funcionamento. É um ramo da psicologia muito vasto que abrange a faixa etária desde o nascimento (ou até desde a gestação), até à adolescência.

Tem como propósito ajudar pais e educadores a compreender os comportamentos das crianças. Quanto mais conhecimentos, estes tiverem sobre a psicologia infantil, mais facilidade têm em identificarem características típicas de crianças e adolescentes problemáticos num meio de outros considerados ajustados. Esta formação deve ser feita por psicólogos e profissionais da área da saúde mental em escolas e centros especializados.

Para o psicólogo infantil perceber bem a criança, é necessário que tenha presente, as diferentes etapas do seu desenvolvimento, desde a gestação até à fase “quase” adulta. Durante este processo a criança vai ultrapassar fases nas quais se vai desenvolvendo e adquirindo competências que vão ser essenciais para se tornar num adulto saudável tanto física como psiquicamente, desenvolvendo assim também a sua personalidade.

Quando uma criança aparenta ter dificuldades de aprendizagem, o psicólogo não deve simplesmente avaliar a área cognitiva mas também ter em conta outros factores de avaliação como a vida familiar, cultural e emocional da criança, que poderão impedir a criança de fazer uma aprendizagem adequada.
Por exemplo, uma criança que esteja a vivenciar problemas no seu meio familiar, por vezes não se consegue abstrair deles e concentrar-se nas tarefas escolares.

O inverso também poderá ocorrer pois, uma criança que sinta dificuldades em aprender, pode começar a sentir baixa auto-estima, que se traduz numa imagem negativa de si própria e isso vir a prejudicar ainda mais esse problema. Inicialmente é a família e o meio onde a criança está inserida que vai determinar o seu desenvolvimento adequado. Isto pressupõe que na sua vida emocional existam uma figura materna e uma figura paterna e que as relações entre si sejam equilibradas. Para uma boa adequação social é necessário que se dê uma boa integração das regras e limites.

É importante estar-se atento aos comportamentos das crianças e adolescentes pois, “o desenvolvimento e a maturação da criança são por si fontes de conflitos que, como qualquer conflito, podem suscitar o aparecimento de sintomas” (Marcelli, 2005), por isso, quer em família, quer na escola, é importante que tenham cuidados com os mais novos, de forma a agir o mais rapidamente possível, minimizando assim probabilidade de evolução para um quadro mais patológico.

A psicologia infantil caracteriza-se pela sua intervenção activa em diversas áreas, tais como:

       Agressividade / Violência;
       Depressão Infantil;
       Dificuldades na Alimentação;
       Dificuldades em Dormir / Terrores Nocturnos;
       Eczemas / Problemas de Pele;
       Hiperactividade;
       Mau Comportamento;
       Medos;
       Timidez Excessiva;

2.1.9 Psicologia Social

É a área da psicologia responsável por estudar o ser humano e o seu comportamento inserido numa sociedade. Focando-se em como a sociedade e os seus fenómenos influenciam directa ou indirectamente o ser humano. Existem muitas outras áreas da psicologia (por ex: neuropsicologia, psicologia do desporto, psicologia comunitária, etc.). É necessário referir que não existe fronteira alguma a delimitar qualquer das áreas, pois ambas têm a mesma base e em ultima instancia um objectivo comum: o bem-estar e felicidade do ser humano.

Com o decorrer do tempo, surgem áreas cada vez mais especificas da psicologia, centrando-se em áreas cada vez mais específicas. Porém é necessário lembrar que a base inicial e o objectivo final são comuns.



A medida em que recebemos informações e percebemos o significado das mesmas, percebemos também que há necessidade de ordená-las, inserindo-as entre outras de mesma natureza que se encontram em nossa memória. Cada informação nova passa a ser uma nova ideia à ser conotada com as ideias anteriores. A isso denominamos Concentração. Ao produzirmos pensamentos pela associação de ideias, percebemos que o senso de lógica nos permite estabelecer raciocínios em mais do que um sentido, sendo que há possibilidade de que esses raciocínios sejam em sentidos opostos em relação à uma mesma premissa.

A percepção dos raciocínios que se contrapõem, nos levam à consciência a percepção das abstracções possíveis. Em consequência disso, é possível que se façam análises diferentes, devidas aos diferentes entendimentos subjectivos, resultantes de um mesmo fato objectivo. Evidentemente com as análises surgem dúvidas e com estas as indagações que, são consequência dessas dúvidas. A esse tipo de procedimento se denomina Meditação. Depois de um período de repouso em relação a esse processo mental consciente, possivelmente o indivíduo tome consciência de respostas procedentes do nível subconsciente como um clarão de introspecção.

Este fato sugere que algum outro aspecto da consciência que, pode ou não estar ligado ao nível consciente, continuou processando os dados no cérebro enquanto o nível consciente da consciência repousava em Contemplação. Essas respostas tidas como Intuição, são válidas na maioria das vezes, mas, devem passar pelo crivo de novas análises para maior segurança. Aceitar a Intuição como uma revelação e estabelecer conceitos sem crítica, pode ser a causa do desenvolvimento do fanatismo observado nos diferentes fundamentalismos religiosos e em algumas disciplinas de ordem mística. Todo o ciclo de processos mentais que, vai da tomada de informações e passa pela ordenação e análise, indagação e intuição, representa o desenvolvimento do psiquismo na medida em que o processo continue.

A continuidade se dá pela tomada de novas informações, nova ordenação e análise que se somam às anteriores, mas também prosseguindo com novas indagações. O desenvolvimento da psique afecta o Espírito, este, como um campo de energia que se modifica, do mesmo modo que é afectada a energia de um chip em um computador.

Lembremo-nos de que, todos têm Espírito como uma forma de energia com consciência de existir e de que, a psique é o espírito modificado em sua essência pela percepção e pelo ganho de conhecimento processados no cérebro. Assim, progressivamente, o conhecimento e o entendimento tornam-se mais e mais abrangentes, como conjunto, a cada ideia nova. Em cada novo processamento há formação de uma ideia global que compreende o entendimento de muitas outras ideias anteriores que tenham sido conotadas.

Na medida em que uma pessoa se dá por satisfeita em algum nível de entendimento, estaciona, cessa a busca de informações. Passa então a desenvolver um arrazoado que defenda essa sua posição, e quanto mais a defende, mais a pessoa se cristaliza no seu nível de conceituação, não dando abertura a um entendimento maior. O medo de mudar de ideias diante de fatos novos pode atrasar o progresso de uma ciência. Esse processo é muito comum em algumas Cátedras Universitárias, onde pode levar 50 anos para mudar os rumos do pensamento.

É evidente que a psique determina as reacções físicas e fisiológicas aos diferentes estímulos, fixando-as como reflexos automatizados. São as respostas reflexas bem sucedidas que fazem parte da experiência pessoal. Esta se manifesta pela Personalidade da Alma e se expressa pelas atitudes e pelos arrazoados que o indivíduo consegue fazer, mostrando assim o nível de consciência que a pessoa tem naquele momento. Aceitando a ideia de que um indivíduo em sua essência é uma psique, ou seja, um campo de energia inteligente e com consciência de existir que actua através de um corpo material, dá para entender a necessidade metafísica da existência de Deus.
           
De outro lado, os problemas materiais que decorrem da existência de um físico a ser preservado, dos reflexos de sobrevivência e de preservação de espécie, bem como as emoções e sentimentos que acompanham as descargas glandulares como consequência imediata desses reflexos, permitem entender a predominância das visões materialistas e imediatistas que entram em colisão com a possível visão espiritual de uma psique em desenvolvimento.


É de salientar que as atitudes não nascem connosco, são adquiridas no processo de integração do indivíduo com a sociedade. Ao nascer, a formação – passagem do ser biológico a ser social – do indivíduo é estimulada pela mãe, é nela que este se molda, se espelha, se descobre. Neste contexto, a mãe é responsável pela introdução da criança na sociedade, onde o indivíduo começa a se identificar com o grupo ao qual pertence – família, amigos, escola, trabalho – muito importante para sua formação e socialização. Aqui, ele terá um contacto com a cultura e as crenças de cada grupo.

Durante a adolescência, a instituição de ensino, os colegas e os veículos de comunicação assumem um grande papel na formação de novas atitudes e no reforço ou abandono das que já existem, sendo um factor constante e decisivo, porque torna os indivíduos mais sujeitos à mudança, uma vez que os questionamentos a cerca dos valores, da família, da sexualidade, da própria sociedade estão à flor da pele.

Com o ingresso na vida adulta, as atitudes tornam-se mais reflexivas, embora neste momento da vida as ideias, os valores, as crenças, tendem a se cristalizarem sendo mais difícil a mudança. Cada indivíduo tem a sua identidade e liberdade, condicionadas ao meio em que vivem, adequando-se às regras e normas impostas. Quando o indivíduo não consegue se adequar ao meio, a sociedade dispõe de recursos de ressocialização, como por exemplo, para os casos de dependentes químicos, alcoólicos, detentos.

2.3.1 Complexidade do viver colectivo

As pessoas, por mais diversificadas que sejam, apresentam socialmente um comportamento distinto do que expressariam se estivessem isoladas, pois imersas na massa elas se encontram imbuídas de uma mente colectiva. É esta instância que as leva a agir de forma diferente da que assumiriam individualmente. Este ponto de vista é desenvolvido pelo cientista social Gustave Le Bom, em sua obra Psicologia das Multidões.

É preciso usar da empatia para a convivência em grupo, para agir conforme as normas sociais, pois os indivíduos desenvolvem o seu comportamento em função dos grupos a que pertencem. São nos grupos que desempenham papeis, são atores, pois a vida em grupos implica obediência às regras.

O psicólogo alemão Kurt Lewin afirma que todos os grupos têm uma dinâmica própria, pois um grupo não é um somatório de pessoas, mas um conjunto de indivíduos interdependentes que estabelecem entre si relações dinâmicas.

O indivíduo constitui a sociedade na medida em que esta também o constitui. Eles se inter-relacionam, um depende do outro para sua existência. É nesta relação que surgem as regras e normas para manter o equilíbrio social.

A sociedade precisa dispor de um conjunto de regras capaz de conciliar as diferença – étnicas, religiosas, políticas, económicas – possibilitando que as relações sejam mais estáveis possíveis. À medida que surgem as necessidades, naturalmente nascem e se desenvolvem as normas morais, incumbidas de equilibrar as acções individuais e colectivas.

2.3.2 Exemplos do quotidiano

Como já citado, o indivíduo interage com o social desde que nasce. Aquele que não se adapta ao convívio social é isolado, sofrendo as consequências, como por exemplo, a depressão.

Dentro de uma família, existem vários indivíduos com diferentes ideias e ideais, se estes indivíduos não se respeitarem, não poderão viver em harmonia.

No ambiente de trabalho não é diferente, lidamos com egos, vaidades e ambições. Todos querem mostrar que são capazes, porém sempre tem aquele que se destaca sem maiores esforços. E para os demais é preciso muito jogo de cintura para não se sentirem menos valorizados.







Em harmonia com a pesquisa e a abordagem feita no presente trabalho que foi de grande proveito para nós, concluímos que a psicologia como um todo é a ciência que estuda o comportamento e os processos mentais e que tem como objecto de estudo o comportamento, os processos internos e os fenómenos psicológicos dos seres humanos.



3.1.1 Sugestões

Considerando o fato de que o trabalho a que fomos incumbidos a efectuar foi tão importante e proveitoso para nós visando o desenvolvimento dos nossos conhecimentos e aprendizado, sugerimos ao estimado professor que nos transmita mais conhecimentos relacionados à estrutura e ramos da psicologia.

3.1.2 Recomendações

Recomendamos a todos leitores deste trabalho, que prestem mais do que a costumeira atenção aos conteúdos existente nele, visto que aborda um indispensável e importante tema do estudo da Psicologia no que concerne aos ramos desta mesma ciência nos dando uma visão geral dos ramos mais importante.







REUCHLIN, Maurice, “História da Psicologia”, colecção da Universidade Moderna nº80, Q.1063


GAUQUELIN, Michel e Françoise, dicionário da Psicologia, verbo, 31

DAVIDOFF, Linda, introdução à Psicologia, São Paulo, Makron books, 4

AAVV, Psicologia B, Perafita, Areal editores, 2006, 33

Enciclopédia da Psicologia Infantil e Juvenil – Perturbações do desenvolvimento. Página 110. Editorial Oceano. Edição: Luso didacta, Lda.


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