quarta-feira, 17 de junho de 2015

LIDERANÇA EMPRESARIAL - Pré-Projeto elaborado e organizado por Vieira Miguel Manuel


Aproveitamos a oportunidade que a elaboração deste trabalho nos proporciona para agradecer a Deus pelo dom da vida, que nos permitiu ser parte integrante deste trabalho, e a todos quanto directa ou indirectamente estiveram ligados à nós durante os dias que foram necessários para a conclusão deste trabalho, de modo especial às nossas famílias que incansavelmente nos apoiaram nesta árdua e difícil trajectória que nos foi incumbida.

A todos o nosso muito obrigado!



Caixa de texto: I

 









"Um líder forma e partilha uma visão, que dá sentido ao trabalho dos outros."
Charles Handy


Caixa de texto: II

 



A emergência das economias de heterogeneidade estrutural tem diversificado os mercados da globalização obrigando os empresários a recorrer a performances cada vez mais contextualizadas e inovadoras para realização dos seus objectivos. A coexistência diversificada de mercados, dentro dum mesmo sistema económico mundial, obriga os agentes económicos a seguir uma liderança cruzada, envolvendo elementos estruturantes diversificados, gerando uma hibridez funcional. Ao efectuar a revisitarão aos autores ocidentais mais significativos do pensamento clássico sobre empresários e empresas, destacamos os elementos estruturantes da liderança empresarial, verificando a persistência das regularidades do seu pensamento na actualidade contemporânea.

Palavras-Chave: Empresas; Liderança; Organizações.
Caixa de texto: III

 


Abstract


The emergence of economies of structural heterogeneity has diversified the globalization of markets forcing employers to resort to performances increasingly contextualized and innovative for achieving its objectives. The coexistence of diverse markets, inside even of a global economic system requires economic agents to follow a cross leadership, involving diverse structural elements, creating a functional hybridity. When performing revisit the most significant Western authors of classical thought about entrepreneurs and companies, we highlight the structural elements of business leadership, verifying the persistence of the regularities of his thought in contemporary today.

Keywords: Companies; Leadership; Organizations.
Caixa de texto: IV

 


Página
 
 



Caixa de texto: V

Neste trabalho pretendemos abordar assuntos inerentes ao processo de liderança empresarial, desde os factores que nos influenciaram na escolha do tema, levantamento da literatura, os problemas levantados, hipóteses formuladas, justificativa, objectivos gerais e específico, metodologia e a feitura do cronograma e os recursos utilizados no decorrer das nossas actividades.

Todavia esse processo levar-nos-á a atingir uma maturidade no que tange aos procedimentos adaptados para a feitura dum manancial científico de qualidade, em vista disso o nosso trabalho apresenta alguns elementos metodológicos na qual passaremos a mencionar.


O desenvolvimento e o progresso de uma empresa passa por atingir a eficácia e a eficiência organizacional do líder aceite pelo grupo com empenho.


O processo de liderança empresarial apresenta-se como um factor indispensável para o desenvolvimento, progresso e crescimento de uma empresa, mas para tal é imprescindível a existência de um líder qualificável e com capacidade de dar soluções aos problemas enfrentados pela empresa.


Na escolha do tema relacionamos os factores internos e externos, desde os gostos pelo tema, o interesse à temática na sua pesquisa e conclusão do trabalho, e que também sendo nós futuros gestores, precisamos de estar dotados de capacidades como líder capazes de mudar e influenciar o comportamento de um indivíduo ou grupo organizacional.

Justificando o problema vimos que para que uma empresa atinja os seus objectivos pretendidos é imprescindível que haja um líder dotado de capacidades e conhecimentos, levando a empresa a eficácia e eficiência organizacional, e já na hipótese formulada chegamos à conclusão que o desenvolvimento, progresso e crescimento de uma empresa depende muito de um líder qualificável e com capacidades de decisões e de dar soluções aos problemas enfrentados pela empresa.



·         Estudar o caminho da liderança como mecanismo indispensável para o sucesso organizacional;
·         Alcançar a realidade demonstrando que o profissional no cargo de qualquer qualificação, pode ter um perfil de liderança, onde consiga conduzir, coordenar pessoas com o objectivo principal de desenvolver e trazer os chefiados para a empresa.


·         Observar a questão da liderança de um modo geral, levantando suas vantagens quando realizada de maneira certa;
·         Analisar os pontos positivos que o profissional com o perfil de liderança pode trazer para o bom andamento de suas actividades profissionais;
·         Valorizar a importância da liderança, identificando os factores que contribuem para a formação de um chefe bem sucedido e para a instituição a qual trabalhe;
·          Buscar e levantar as características principais de um bom líder, para que a empresa atinja os seus objectivos pretendidos.


A presente pesquisa monográfica se realizará de acordo com estudos baseados em obras e artigos de especialistas da área e todos aqueles que se interessam e apresentam coerência e coesão dentro do tema abordado, se classificando em uma pesquisa bibliográfica, sendo baseada em referências encontradas no meio académico, profissional e virtual, com o objectivo de identificar e elaborar dados para levantamento de reflexão pessoal, e, propiciar possibilidades de conhecimentos e entendimentos sobre o tema abordado.

Ainda na metodologia pretendemos utilizar as técnicas de questionário, entrevistas, trabalho de campo, onde o pesquisador vai ao encontro da realidade directa ou indirectamente, e também pretendemos usar o método comparativo.


No que respeita aos recursos, fizemos o uso dos recursos materiais permanentes (computador, impressora, mesa para o computador, cadeira para a mesa), nos materiais de consumo usamos o papel, tinta para impressora e caneta, já nos materiais do pessoal não foi necessário usa-lo, porque fomos nós que fizemos o trabalho.







Liderança é a arte de comandar pessoas, atraindo seguidores e influenciando de forma positiva mentalidades e comportamentos.

A liderança pode surgir de forma natural, quando uma pessoa se destaca no papel de líder, sem possuir forçosamente um cargo de liderança. É um tipo de liderança informal. Quando um líder é eleito por uma organização e passa a assumir um cargo de autoridade, exerce uma liderança formal.

Um líder é uma pessoa que dirige ou aglutina um grupo, podendo estar inserido no contexto de indústria, no exército, etc. Existem vários tipos de líder, que mudam em função das características do grupo (unidade de combate, equipe de trabalho, grupo de adolescentes).

O líder tem a função de unir os elementos do grupo, para que juntos possam alcançar os objectivos do grupo. A liderança está relacionada com a motivação, porque um líder eficaz sabe como motivar os elementos do seu grupo ou equipe.

Novas abordagens sobre o tema defendem que a liderança é um comportamento que pode ser exercitado e aperfeiçoado. As habilidades de um líder envolvem carisma, paciência, respeito, disciplina e, principalmente, a capacidade de influenciar os subordinados.

A palavra liderança tem origem no termo em inglês leader, que significa líder. Em inglês, liderança é traduzida para leadership. Ex: He is a good boss because he has good leadership skills. / Ele é um bom chefe porque tem boa capacidade de liderança.


Os três estilos clássicos de liderança, que definem a relação entre o líder e os seus seguidores, são: Autocrática, Democrática e Liberal (ou Laissez-faire).

Liderança Autocrática: É um tipo de liderança autoritária, na qual o líder impõe as suas ideias e decisões ao grupo. O líder não ouve a opinião do grupo. Porém, existe duas classes da liderança autocrática:

Autocrático-coercivo: o líder decide o que há a para fazer, quem, como e quando deve ser feito. O processo de decisão está totalmente centralizado na cúpula da hierarquia. Este tipo de liderança encontra-se em empresas industriais que utilizam mão-de-obra intensiva e tecnologia rudimentar, por exemplo, algumas empresas da construção civil.

Autocrático-benevolente: o líder toma decisões, mas os subordinados têm alguma liberdade e flexibilidade no desempenho da tarefa. O processo de decisão está ainda centralizado na cúpula, mas existe já alguma delegação de autoridade, principalmente para actividades mais simples. Será o exemplo de linhas de montagem.

Liderança Democrática: O líder estimula a participação do grupo e orienta as tarefas. É um tipo de liderança participativa, em que as decisões são tomadas após debate e em conjunto.

Denominada também de liderança participativa ou consultiva esse tipo de liderança é marcado pela participação dos componentes da equipe nas decisões técnicas do projecto. Caracteriza-se, portanto, como uma liderança voltada para as pessoas.

A principal pergunta de um líder democrático é "O que você acha?". De acordo com a liderança participativa cria consenso por meio da participação da equipa nas decisões e orienta o grupo a desenvolver as actividades.

Promover a participação, construir um ambiente colaborativo, ter confiança na equipe, manter um alto nível de comunicação e saber ouvir são características desse líder.

Liderança Liberal: Há liberdade e total confiança no grupo. As decisões são delegadas e a participação do líder é limitada.

       Há liberdade completa para as decisões grupais ou individuais, com participação mínima do líder;
       A participação do líder no debate apenas materiais variados ao grupo, esclarecendo que poderia fornecer informações desde que as pedissem;
       Tanto a divisão das tarefas, como a escolha dos companheiros, fica totalmente a cargo do grupo. Absoluta falta de participação do líder;
       O líder não faz nenhuma tentativa de avaliar ou de regular o curso dos acontecimentos;
       O líder somente faz comentários irregulares sobre as actividades dos membros quando perguntado.


Visão: O líder é aquele que melhor do que outro sabe onde levar o grupo, sabe o que deve ser feito e tem inspiração para tal.

Confiança: O líder é aquele que sabe transmitir a sua confiança ao grupo com as suas capacidades mentais e fisiológicas.

Adesão: Líder é aquele que consegue obter a colaboração activa e inteligente que incentiva a pessoa a permanecer cada vez mais no grupo.




Refere-se à capacidade do indivíduo de conduzir o grupo adaptando um comportamento definido pelo seu estatuto e a sua função no grupo.

Exemplo: O cargo do Presidente da República condiciona a adopção do tipo de comportamento digno a este estatuto.


Refere-se à capacidade natural, competências, comportamentos individuais da pessoa que permitem-lhe conduzir o grupo.

Exemplo: Capacidade de expressão verbal, inteligência, poder de adaptação, ambição, iniciativa, confiança em si mesmo, capacidade física e misteriosa (liderança carismática).


Em uma organização, a liderança é um tema de fundamental importância, pois está relacionado com o sucesso ou o fracasso, com conseguir ou não atingir os objectivos definidos. Principalmente no contexto empresarial ou de uma organização, é importante saber fazer a distinção entre líder e chefe.

Um chefe tem a autoridade para mandar e exigir obediência dos elementos do grupo porque muitas vezes se considera superior a eles. Um bom líder aponta a direcção para o sucesso, exercendo disciplina, paciência, compromisso, respeito e humildade.

Para Covey (2005), ao definir o posicionamento do líder em relação à instituição e ao grupo de pessoas ao qual este é orientado “não se trata de liderança como uma posição formal, mas de liderança como a escolha de lidar com as pessoas de forma a comunicar-lhes seu valor e seu potencial de modo tão claro que elas acabem por vê-los em si mesmas”. E complementa dizendo que a respeito deste tipo de liderança na organização, gostaria de ressaltar quatro pontos bastante simples:

       No nível mais elementar, uma organização não é nem mais nem menos do que uma relação com um propósito;
       Quase todas as pessoas pertencem a uma organização de qualquer tipo;
       A maioria do trabalho é feita em, e por meio de, organizações;
       O maior desafio dentro das organizações é estabelecê-las e pô-las a funcionar de modo que permita a cada pessoa sentir interiormente seu valor inato e seu potencial de grandeza e de participação com seus talentos e sua paixão, em outras palavras, sua voz, para atingir o propósito e as mais altas prioridades da empresa, de forma centrada em princípios.

Como define Covey (2005), liderar é comunicar o valor e o potencial das pessoas de forma tão clara que elas passem a reconhecê-los nelas mesmas. Os colaboradores precisam sentir que têm um valor intrínseco, totalmente distinto de uma comparação com as outras pessoas e que eles merecem amor incondicional, independentemente de comportamento ou desempenho. Então, quando lhes é comunicado seu potencial e são criadas oportunidades para que o desenvolvam e o utilizem, desta forma, se trabalha sobre um alicerce sólido.


A liderança no actual mundo corporativo é tema de destaque e crescente estudo. Tudo porque a figura do líder é e sempre foi fundamental nas empresas. Há uma forte relação entre desafios e conquistas e o responsável para com os resultados alcançados.

Líderes se tornaram elementos-chaves na relação entre as metas e pôr em prática as estratégias para que estas sejam atingidas. Por mais que estudos apontem à direcção, a acção para promover o direccionamento do grupo de pessoas envolvidas, focando suas forças para um único propósito, parece exigir a presença deste componente, tornando-o fundamental no processo.

Liderança verdadeira

Liderança dentro das organizações é um processo de conquista gradativa onde esta condição é permanentemente testada. O líder tem que saber conduzir seu grupo, porém, de nada lhe adiantará esta capacidade se não houver resultados. Ninguém atinge uma liderança sem ter que passar por “testes” regulares de aptidão. É na prática, no dia-a-dia que ele floresce ou, gradativamente perde força e sucumbe. Líder é também uma condição de estar e não apenas de ser.

Muitos factores dentro, das empresas, podem realmente proporcionar o surgimento das lideranças. O líder é cercado de um senequipanto verdadeiro que o conduz à frente, actuando como elemento concreto e tangível, no qual possam se espelhar os subordinados e os aspirantes a líder. Mesmo que haja um fomento para o desenvolvimento natural de lideranças, há a necessidade de se querer ser líder. Moldar alguém sem que este senequipanto faça parte de um desejo interior poderá não resultar no esperado. Liderança ainda é um processo que nasce de dentro para fora.

John Kotter em seu livro “Liderando Mudanças” faz uma previsão do novo perfil do líder para o século XXI, chamando de “líderes notáveis”, já que “desenvolvem suas aptidões através de um aprendizado vitalício, pois esse padrão está sendo cada vez mais recompensado por um ambiente de rápidas mudanças”. Ser líder, portanto, é estar em contínuo aprendizado, atento as mudanças e pronto para evoluir. O líder deverá ser uma pessoa com o pensamento sempre à frente dos demais.

Ser líder não é apenas estar à frente de um grupo, mas ter seguidores. Entende-se liderança como um processo de elevação, no qual o desejo colectivo está presente, mesmo que haja um trabalho corporativo por trás, onde a busca de resultados calcada no lucro seja a linha mestra. Mesmo nesses casos, o princípio colectivo ainda se sobressai e dignifica a participação do líder. Ao fugir do bem-estar colectivo a pessoa volta à sua condição normal, já que transgride o desejo maior do grupo. As pessoas que quebram ou não agem sob esta regra máxima não são verdadeiros líderes, mas pessoas com uma grande capacidade de persuasão que elevam ao máximo o seu desejo pessoal manipulando as demais pessoas para a sua auto realização. Não há cursos nem metodologias capazes de transformar, alguém que não queira, em um líder. Liderança é abnegação, é renúncia dos seus anseios em prol de um grupo, de uma colectividade. Liderança é assumir compromisso com os demais e, depois, consigo mesmo, sem deixar de cumpri-los.

Um desafio permanente, por exemplo, é treinar as pessoas sob sua influência para que elas trabalhem juntas e, ao mesmo tempo, consigam fazer sua contribuição individual. Para saber se é um líder de fato, você precisa responder a algumas perguntas. Quão sólida é a sua disposição mental e emocional para o exercício da liderança? Você inicia cada tarefa, cada projecto, cada dia com o pensamento: "Sou um líder: o que se espera de mim aqui?". "Que contribuição tenho para oferecer a este equipa como seu líder?" O líder diagnostica, articula, facilita e influencia a todos. Fornece propósito, direcção e foco onde essas qualidades ainda não existem:

PROPOSITO ­ Faz com que todos enxerguem os objectivos mais amplos da empresa e identifiquem de que maneira seu esforço individual e colectivo pode contribuir nessa visão mais abrangente.

DIREÇÃO ­ Influencia as decisões sobre como alcançar os grandes objectivos. Elas podem ser sobre equipamentos críticos, que exigirão recursos e esforços gerenciais por longos períodos de tempo; sobre quais projectos devem ser executados e quais devem ser descartados; sobre caras plataformas de tecnologia; ou sobre os métodos e processos a serem empregados na implementação.

FOCO ­ Mantém os outros atentos diariamente sobre detalhes-chave e factores de sucesso que precisam ser consertados a fim de garantir uma execução de alta qualidade e bons resultados.

No dia-a-dia, de forma regular e disciplinada, você deve indagar a si mesmo: que outras coisas positivas posso criar ou acrescentar? Que coisas positivas já existentes posso manter ou aprimorar? Que coisas prejudiciais posso reparar ou eliminar? Lembre-se de que, pessoalmente, você está numa missão -- está engajado no processo de lidar com os desafios de longo prazo de sua própria carreira. Que desafios você enfrentará em sua jornada de líder? Quanto mais alto você for, mais preparado deverá estar para se sobressair e lidar com ambiguidades e conflitos. Seus sucessos e fracassos ficarão mais visíveis para os outros. Haverá maior complexidade devido a múltiplos produtos, mercados, clientes, funções, novos países; nacionalidades e diferenças culturais; vários desafios externos ao lidar com governos, ONGs, sindicatos e grupos de acção comunitária. Haverá mais distúrbios fora do seu controle ou que você não poderá prever, como, por exemplo, os derivados de aquisições, atentados terroristas, acidentes ambientais e boicotes promovidos por grupos religiosos ou de ecologistas.

Você herdará problemas criados por decisões corporativas anteriores e por seus predecessores. Terá de reflectir sobre o tamanho da folha de pagamento, com a responsabilidade de demitir pessoas. Enfrentará desafios referentes ao recrutamento e gerenciamento de pessoas muito (e pouco) talentosas. Terá menos apoio de superiores: as grandes decisões caberão cada vez mais a você. Talvez tenha um chefe ruim e se depare com situações em que não pode confiar nele. As pessoas que você deve influenciar estão cada vez menos sob seu controle. Quando você considera esses desafios -- e outros que surgem na missão do líder -- uma questão vem à tona: se o sucesso da empresa depende de líderes em todos os níveis, de que forma específica você trabalha para desenvolver a si mesmo e treinar aqueles em cuja capacidade de liderança você decidiu investir?

Exercer melhor a liderança só é possível quando você é perfeitamente capaz de cuidar de si mesmo, no curto e no longo prazo. Você dispõe de métodos efectivos para se manter à tona durante uma crise? É capaz de manter, ou mesmo aprimorar, seu frescor, alcance e profundidade intelectuais, assim como sua flexibilidade emocional? Cuida de sua energia física e do seu corpo? Administra sua vida e os desdobramentos de sua carreira, zelando por seus interesses no "torneio" corporativo? Assuma total responsabilidade por seu desenvolvimento e bem-estar geral; dessa maneira você estará cada vez mais bem equipado para agir com coragem e sabedoria ao enfrentar grandes riscos, grandes conflitos e grandes desafios.


GESTOR
LÍDER
O gestor administra
O líder inova
O gestor faz o mesmo, melhor
O líder faz cosas diferentes
O gestor matem ou aperfeiçoa
O líder cria ou desenvolve
O gestor actua com base na realidade
O líder investiga-a e tenta mudá-la
O gestor respeita a estrutura da empresa
O líder obsessão pelas pessoas
O gestor tem uma visão à curto prazo
O líder tem uma visão à longo prazo
O gestor pergunta ‘como?’ e ‘quando?’.
O líder pergunta ‘o quê?’ e Porquê?’
O gestor concentra-se nos resultados imediatos
O líder concentra-se nos resultados futuros


Para um líder ser extraordinário, aumentar a produtividade e o lucratividade, desenvolver a qualidade e contribuir com um, mundo melhor, é preciso que ele supere alguns desafios:

       Desenvolver a visão de curto, médio e longo prazo

O líder precisa de ter uma visão de futuro atraente, realista, com parâmetro de tempo e de um número. Assim, ele poderá inspirar e mobilizar a equipe através da apresentação desta visão com um direccionamento. Mas para isso, é preciso que o líder mantenha uma comunicação frequente e constante com a equipe, como por exemplo, reuniões constantes.

       Orientar-se para resultado através das pessoas

Além de ter uma visão, é necessário criar estratégias que envolvam as pessoas para o alcance de resultados extraordinário.

       Ter um senso de realidade

O líder deve perceber que a equipe, os desafios, a empresa, os clientes e o mercado nunca são e nem serão como ele gostaria que fosse.

       Manter-se flexível

A flexibilidade ajuda um líder a fazer o que for preciso para alcançar os resultados esperados. Caso seja preciso mudar de rumo, treinar a equipa de uma forma deferência ou até mesmo, colocar a mão na massa para solucionar um problema, ele terá que fazer.

       Reconhecer a equipa

Percebe-se que grande parte das reuniões realizados no ambiente de negócio tem como finalidade tratar dos problemas ou prestar uma direcção.

       Mapear a equipa e a si mesmo

Muitos líderes se frustram por falta de conhecimento dos perfis comportamental dos profissionais da sua equipa e de si mesmo. Antes de um líder cobrar um profissional para desenvolver um ponto fraco, ele deve apoiá-lo no fortalecimento do seu talento para extrair o máximo das suas potencialidades.

       Contratar com qualidade

Infelizmente, muitos profissionais tem a tendência de contratar um profissional para sua equipa por afinidade com expectativa de que ele será profissional certo para o cargo, porém, nem sempre isso é o que acontece.

       Assumir a responsabilidade

Existe o momento em que o líder tem que dizer o que fazer, existe outros momentos em que o líder tem que apoiar seus liderados a fazerem da forma deles, inclusive muitas vezes melhor duque a forma como foi ensinado. O verdadeiro líder é aquele que apoia os profissionais da sua equipe a brilhar se desenvolverem constantemente e principalmente perceberem sua importância no sistema onde estão inseridos.


Conforme Kotler (2002), o conceito da verdadeira liderança não muda e não mudará na próxima década e nem na outra. A mudança está acontecendo nas funções de gerência média ou mais elevada. Para ocupá-las, até a bem pouco tempo atrás, eram chamadas pessoas que tivessem somente aptidões gerenciais. Hoje é cada vez mais necessário encontrar profissionais que conheçam teorias de administração, e também tenham capacidade de liderar.

O processo de transformação tem dependido, nos casos bem-sucedidos, de 80% de liderança e 20% de gerenciamento. A dimensão “liderança” e a necessidade de liderança dependem da quantidade de mudanças no ambiente externo. À medida que aumentam as mudanças, e elas continuarão a aumentar em todo o mundo, a necessidade de liderança também aumentará. Por esta razão precisaremos de um número crescente de pessoas ocupando funções de gerência de nível elevado, de nível médio e até mesmo níveis subalternos que, além de saber administrar com competência, devem exercer liderança, pelo menos em sua esfera de actividade. Apesar de o ambiente organizacional estar mais complexo, mutável e impreciso, tal mudança ocorre na função de chefia e não de liderança.





Nenhum empregado deseja ser guiado por um administrador a quem falte coragem e autoconfiança. É o estilo de liderança positiva aquele eu ousa nas tarefas e se vale de oportunidade não tentadas anteriormente.

Um Gerente de Vendas bem sucedido irá às ruas e venderá junto com seus vendedores quando o mercado está difícil ou quando o pessoal de vendas encontrar-se sob extrema pressão. Tal gerente sabe que se arrisca a tornar-se impopular. Contudo, ao liderar pelo exemplo, manterá a motivação da equipe.


O Gerente que não consegue se auto-motivar não tem a menor chance de ser capaz de motivar os outros.


Esta é uma grande qualidade de um líder eficaz e a fim de ter o respeito da equipe, o gerente deve ser sensível ao que é direito e justo. O estilo de liderança segundo o qual todos são tratados de forma justa e igual sempre cria uma sensação de segurança. Isso é extremamente construtivo e um grande factor de nivelamento.


O líder motivado sempre tem objectivos claros e definidos e planejou a realização de seus objectivos. Ele planeja o trabalho e depois trabalha o seu plano coma participação de seus subordinados.


O gerente que vacila no processo decisório mostra que não está certo de si mesmo, ao passo que um líder eficaz decide depois de ter feito suficientes considerações preliminares sobre o problema. Ele considera mesmo a possibilidade de a decisão que está sendo tomada vir a se revelar errada.


Um dos ónus da liderança é a disposição para fazer mais do que é exigido do pessoal. O gerente que chega antes dos empregados e que deixa o serviço depois deles é um exemplo deste atributo de liderança.




Os líderes precisam começar a pensar como agente de mudanças. A questão não está somente em como adquirir novos conceitos e habilidades, mas também em como desaprender o que não é mais útil à organização, e isto envolve ansiedade, atitude defensiva e resistência a mudanças.

É preciso reflectir sobre os modelos administrativos existentes em algumas organizações, que não permitem a implementação dos conceitos de liderança por manterem uma cultura mecanicista, em que predomina o papel do chefe ou do gerente voltado apenas para o acompanhamento dos processos e obtenção dos resultados.

A mudança deverá começar pelo comportamento do líder e pela incorporação de novas definições nos processos e rotinas organizacionais. Como agente de mudanças, precisa aceitar, de forma corajosa, romper com concepções ultrapassadas de cultura organizacional e dar início a um novo processo de construção cultural, mediante novos procedimentos.

Os líderes eficazes dos próximos anos deverão ter fortes valores e fé na capacidade de crescimento das pessoas. Serão capazes de construir uma imagem da sociedade na qual gostariam que suas organizações e eles mesmos vivessem.




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